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:: ‘Eleições 2026’

Rui Costa ataca ACM Neto, acusa elite preconceituosa e diz que família Bolsonaro age contra os interesses do Brasil

Créditos da Foto: Marcelo Camargo

O pré-candidato ao Senado Federal Rui Costa (PT) elevou o tom do discurso político neste sábado (6), durante agenda em Itaberaba, ao direcionar críticas simultaneamente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e à família Bolsonaro, afirmando que a oposição representa interesses contrários aos avanços sociais e econômicos defendidos pelo grupo governista na Bahia e no Brasil, as declarações foram dadas antes da plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 do Piemonte do Paraguaçu.

Ao comentar declarações recentes de ACM Neto sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Rui afirmou que o adversário representa uma elite preconceituosa que não aceita a ascensão de pessoas de origem humilde aos espaços de poder, segundo ele, a tentativa de atingir Jerônimo ultrapassa o campo eleitoral e atinge diretamente milhões de brasileiros que possuem trajetória semelhante à do governador baiano, filho de vaqueiro e oriundo do interior do estado.

O ex-governador afirmou que a fala do adversário revela uma mentalidade que rejeita a ascensão social das camadas populares e declarou que tentar humilhar Jerônimo significa tentar humilhar pessoas simples que conquistaram espaço por meio do trabalho e do esforço próprio, acrescentando que o eleitorado baiano não aceita esse tipo de postura e saberá responder nas urnas durante o processo eleitoral de 2026.

Rui também comparou a trajetória administrativa de Jerônimo Rodrigues com a passagem de ACM Neto pela Prefeitura de Salvador, afirmando que o ex-prefeito deixou de cumprir promessas feitas à população durante seus oito anos de gestão, citando áreas como saúde e segurança pública como exemplos de compromissos que, segundo ele, não foram executados, sustentando que a reeleição do atual governador estará associada ao volume de investimentos e entregas realizadas pelo governo estadual no interior da Bahia.

Durante a mesma agenda, Rui Costa voltou suas críticas para a família Bolsonaro ao comentar movimentações políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e discussões recentes relacionadas à economia brasileira, afirmando que determinadas lideranças da direita adotam uma postura que prejudica o país quando não conseguem vencer disputas eleitorais, comparando o cenário atual ao período de instabilidade política vivido após as eleições presidenciais de 2014.

O pré-candidato ao Senado declarou que setores ligados ao bolsonarismo estariam alinhando seus interesses a fatores externos em detrimento da economia nacional e classificou como traição qualquer tentativa de enfraquecer o país para obter vantagens políticas, argumentando que patriotismo significa defender a população, fortalecer a economia e criar oportunidades para os brasileiros, e não apostar em dificuldades econômicas para alcançar objetivos eleitorais.

As declarações reforçam o aumento da temperatura política na Bahia e antecipam o tom da disputa que deverá marcar as eleições de 2026, com governistas e oposicionistas intensificando ataques, críticas e provocações em meio à construção das alianças e estratégias para a sucessão estadual e para a corrida ao Senado Federal.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

João Roma desafia Rui Costa para debate e dispara que problema da Bahia não é o Pix, mas o PT

O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal, João Roma, reagiu às declarações do ex-governador e também pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), e elevou o tom do embate político ao afirmar que os principais problemas enfrentados pela população baiana não estão relacionados ao sistema Pix, mas sim aos quase 20 anos de governos petistas no estado, a manifestação foi feita por meio de vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (5).

A resposta ocorreu após Rui Costa ironizar o campo bolsonarista em relação ao Pix, tema que vem sendo utilizado no debate político nacional, ao rebater as declarações, Roma afirmou que ninguém do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro defende o fim da ferramenta criada durante o governo federal anterior e destacou que lideranças do segmento já se posicionaram favoravelmente à manutenção do sistema gratuito para a população brasileira.

Durante a gravação, João Roma voltou a desafiar Rui Costa para um debate público sobre os resultados das administrações petistas na Bahia e os rumos do estado nos próximos anos, segundo ele, após quase duas décadas de gestão do PT, a população continua convivendo com problemas relacionados à segurança pública, saúde, educação e geração de oportunidades, temas que, na avaliação do dirigente do PL, deveriam ocupar o centro das discussões políticas.

Ao ampliar as críticas, Roma afirmou que Rui Costa estaria tentando mudar o foco do debate ao abordar temas nacionais em vez de discutir os indicadores da Bahia, o ex-ministro da Cidadania declarou que está disposto a debater o legado dos governos petistas e provocou o adversário ao questionar se ele estaria disposto a enfrentar uma discussão pública sobre os resultados das gestões do partido no estado.

Em outro trecho do vídeo, o pré-candidato ao Senado afirmou que patriotismo não se resume a discursos políticos, mas passa pela melhoria das condições de vida da população, defendendo investimentos em segurança pública, fortalecimento da saúde, criação de oportunidades para os jovens e políticas voltadas ao desenvolvimento econômico da Bahia, encerrando a manifestação com a frase que marcou o vídeo divulgado nas redes sociais: “o problema da Bahia não é o Pix, o problema da Bahia é o PT”.

A troca de declarações entre João Roma e Rui Costa amplia o clima de disputa que começa a se desenhar para as eleições de 2026 na Bahia, especialmente na corrida pelas vagas ao Senado Federal, onde ambos são apontados como possíveis protagonistas de uma das disputas mais acirradas do próximo pleito estadual.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Justiça suspendeu pesquisa do Veritá por supostas irregularidades no DF dias antes de instituto divulgar levantamento que coloca ACM Neto em vantagem eleitoral na Bahia

A divulgação de uma nova pesquisa eleitoral do instituto Veritá apontando o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), com 58% dos votos válidos na disputa pelo Governo da Bahia acontece poucos dias após a empresa ter sido alvo de uma decisão liminar da Justiça Eleitoral do Distrito Federal que suspendeu a publicação de um levantamento por supostas irregularidades relacionadas ao conteúdo aplicado aos entrevistados e às informações registradas junto à Justiça Eleitoral, fato que reacendeu debates sobre a credibilidade dos levantamentos realizados pelo instituto em diferentes estados brasileiros.

A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral André Puppin Macedo, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), após representação apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda que apontou possível incompatibilidade entre os cargos informados no registro oficial da pesquisa e as perguntas efetivamente apresentadas aos entrevistados durante a coleta de dados, entendimento que levou o magistrado a determinar a suspensão cautelar da divulgação até análise mais aprofundada do caso, destacando ainda o potencial de influência que pesquisas eleitorais exercem sobre a formação da opinião pública.

Embora a decisão não tenha qualquer efeito sobre a pesquisa divulgada na Bahia, o episódio chama atenção por envolver o mesmo instituto que agora volta ao centro do debate político baiano ao divulgar levantamento que coloca ACM Neto em ampla vantagem sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), cenário que guarda semelhanças com o observado durante a eleição de 2022, quando pesquisas do Veritá também apontavam vantagem para o então candidato da oposição, apesar de o resultado final das urnas ter consagrado a vitória de Jerônimo Rodrigues no segundo turno.

Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5), ACM Neto aparece com 58% dos votos válidos contra 37,9% de Jerônimo Rodrigues, ampliando a distância observada em levantamentos anteriores do próprio instituto, números que passaram a ser analisados com ainda mais atenção por adversários políticos após a suspensão judicial ocorrida no Distrito Federal, especialmente porque os levantamentos do Veritá na Bahia vêm apresentando resultados favoráveis ao grupo político liderado por ACM Neto nos dois últimos ciclos eleitorais estaduais.

Especialistas em direito eleitoral lembram que pesquisas registradas não recebem certificação de qualidade da Justiça Eleitoral e que a responsabilidade pela fiscalização dos dados apresentados cabe aos partidos, candidatos, imprensa e à própria sociedade, sendo fundamental a análise de metodologia, amostragem, questionários aplicados e demais informações disponibilizadas pelos institutos responsáveis pelos levantamentos, sobretudo em um momento de pré-campanha em que os números acabam influenciando estratégias políticas, alianças partidárias e a percepção do eleitorado sobre a disputa.

A pesquisa do Veritá foi realizada entre os dias 22 e 26 de maio, ouviu 2.020 eleitores em diversas regiões da Bahia, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sob o número BA-00080/2026, não existindo até o momento qualquer decisão judicial suspendendo ou questionando oficialmente a divulgação do levantamento realizado no estado.

Fonte: jornalista Mateus Oliver








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