A formação da chapa majoritária para 2026 do grupo governista já começou a ser rascunhada. Segundo o presidente estadual da legenda, Ronaldo Carletto, ainda não existe definição sobre seu futuro político, ficando dividido em “disputar” ou “não disputar” um cargo eletivo.

“Eu, sinceramente, falar do fundo do coração, eu já disse que meu nome está à disposição. Mas, fico no centro, fico no meio-termo em ser candidato a uma chapa, de ser candidato a federal ou não. Eu não tenho nenhuma ambição com isso, quem decidirá isso é o nosso governador, nossos senadores, Wagner, Rui Costa, sendo ministro hoje que decidirá o caminho. Além, claro, dos partidos da base aliada. Todos os partidos desejam seu quinhão, mas não tenho ambição. Meu nome está à disposição, claro que se a gente cobrar o peso do partido que tiver, coloquemos na balança, mas não é nada a fogo e ferro. A gente está satisfeito sendo e não sendo”, disse Carletto ao Bahia Notícias e à Antena 1 Salvador.

“As pessoas especulam isso, queremos somar para o grupo. Contribuir com o governo, que continue fazendo o que tem sido feito, construindo escola, hospital, asfalto. É isso que queremos, para melhorar a qualidade de vida dos baianos”, completou Carletto.

O presidente também reforçou o coro pela reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. “Um governo de continuidade que vinha trabalhando bem. Começamos com Wagner, Rui Costa deu uma engrenagem, trabalhou muito e, Jerônimo chegou e deu continuidade. Com algumas inovações, claro, da forma dele fazer política. Ele é uma pessoa que vai para o interior, vai para o distrito, recebe o vereador. É a forma de fazer política e está somando para ele. A próxima eleição ele é o favorito, não só do grupo, ao ter direito a reeleição, mas pelas condições dele chegar e ser reeleito”, apontou.

Além disso, a formação das “peças” restantes da chapa majoritária devem ser “resolvidas no diálogo”, segundo Carletto. Mesmo assim, o presidente do Avante indicou ao Bahia Notícias que o ministro da Casa Civil Rui Costa tem total direito de pleitear um espaço para disputar o Senado Federal.

“Automaticamente você vê a posição de cada um, é o peso. O cacife político. Será decidido por aí. É válido o [Angelo] Coronel querer sua reeleição, como é válido o ex-governador, duas vezes governador e hoje ministro, também pleitear uma vaga no Senado. Sem sombra de dúvidas, é um dos grandes nomes da Bahia e do Brasil e, com certeza, irá representar muito bem a nossa Bahia e o nosso Brasil, no Senado Federal, se for o caso”, disse.

Turbinado, o Avante também tem mirado no alvo da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Integrante da base de apoio da atual gestão, o Avante ocupa apenas a secretaria de Agricultura do Estado, com Tum, e, a partir de agora, vislumbra novos espaços na administração de Jerônimo Rodrigues, após o pleito municipal de 2024.

Para o presidente estadual do partido, ex-deputado federal Ronaldo Carletto, o partido irá pleitear o espaço. “O Avante, na verdade, chegou para ser uma alternativa de mais um partido da base. Se você olhar, a união faz a força. Os partidos que fizeram menos prefeitos, mas se você unir forças, o governo fez maioria. Chegamos para isso, para ampliar esse partido. Hoje, acredito, que sentaremos, o governador Jerônimo qe é o maestro da banda, é que dirá as diretrizes, temos nossas reivindicações, nossas pretensões, mas isso depende muito do governador, do governo e a equipe. Estamos para somar. Nos propomos para ser uma alternativa de sustentabilidade do governo, continuemos firmes e fortes, independente de qualquer situação”, disse.

Em entrevista ao Bahia Notícias e à Antena 1 Salvador, Carletto indicou que existe uma conversa e “sempre há esperança” de um bom acordo. “Vamos chegar a um denominador, para acomodar tudo e todos da base. Não estamos para tomar espaço de ninguém, tem que ser conversado e alinhado. Na logística se pode contemplar a todos. Lógico, pelo tamanho do Avante, a gente reivindicará, mas dependerá muito do governador. Ele não disse pensando, mas deve ter na cabeça algo para fazer a reforma e o que tem dentro do seu governo”, indicou Carletto.