A Câmara de Vereadores de Una foi palco de uma grave denúncia que aponta para um cenário de múltiplas irregularidades na gestão municipal, exigindo uma atenção urgente do Ministério Público da Bahia (MPBA). .

A vereadora Valdenize dos Santos Souza utilizou o pequeno expediente para expor o caso do Sr. Leandro Novais Correia, proprietário do Portal Léo Novais, cuja contratação e permanência nos quadros da prefeitura levantam sérias suspeitas de malversação do dinheiro público.Contratação Ilegal e Indícios de “Funcionário Fantasma”

Segundo a denúncia da parlamentar, a admissão de Leandro Novais ocorreu no ano passado sem a observância do processo seletivo público, o que já configura uma ilegalidade na forma de ingresso no serviço municipal.

A situação se agrava com a alegação de que, apesar de constar como Subcoordenador de Direitos Humanos da Secretaria de Educação e ter recebido R$ 20.323,00 dos cofres públicos somente neste ano, o blogueiro não presta serviços efetivos à municipalidade.

Novais recebe um salário de R$ 2.600,00 da Secretaria de Educação, mas servidores dos setores para os quais foi nomeado, incluindo a Secretaria de Turismo, afirmam que ele jamais prestou serviços nos locais.
Envolvimento de Verbas Diversas e Desvio de Função
A ficha do servidor, colhida no Portal da Transparência, demonstra que o recebimento de verbas públicas por Leandro Novais é recorrente desde 2024, quando o ex-prefeito Tiago Birschner o nomeou como Supervisor de Desenvolvimento Econômico, pagando-lhe R$ 5.904,00 em novembro e dezembro daquele ano.

Em 2024, além do salário pela Secretaria de Turismo, o blogueiro também recebeu R$ 2.763,57 do Fundo de Cultura.

A gravidade das denúncias se soma ao potencial problema de servidores públicos desviados de função para cobrir a ausência de pessoal ou para cumprir outras agendas, o que sugere um quadro de desorganização administrativa que o MPBA precisa urgentemente investigar.

Tais irregularidades, que minam a moralidade administrativa, requerem a intervenção do MPBA para apurar a legalidade das nomeações e a devida prestação de serviços, visando o ressarcimento dos cofres públicos se comprovadas as ilegalidades.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver