A situação dos profissionais de saúde do Hospital Geral Prado Valadares atingiu um ponto crítico neste final de ano, gerando uma onda de indignação que ecoa por toda a região.

Enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais relatam que, mais uma vez, os salários não foram depositados, superando em muito o prazo legal do quinto dia útil.

O cenário de incerteza financeira se torna ainda mais dramático diante da proximidade das festas natalinas, deixando centenas de famílias sem recursos básicos para a celebração e para o sustento do dia a dia.

O sentimento de abandono entre os funcionários é evidente, uma vez que a ausência de pagamentos é acompanhada por um silêncio institucional que impede qualquer planejamento familiar.

Em desabafos emocionados, os trabalhadores questionam como explicar aos filhos a falta de uma ceia ou de presentes, ressaltando que o cumprimento da jornada de trabalho deveria ser honrado com a contrapartida financeira imediata.

Para muitos desses profissionais, o descaso da administração virou uma rotina humilhante, onde quem dedica a vida a cuidar da saúde da população acaba sendo negligenciado por quem detém o poder de gestão.

A mobilização da categoria busca agora dar visibilidade ao problema para que a sociedade compreenda a gravidade do que ocorre nos bastidores de uma das unidades de saúde mais importantes da rede pública.

Eles reiteram que o recebimento do salário não é um favor concedido pelos gestores, mas sim um direito constitucional e uma questão de dignidade humana básica que não pode ser ignorada.

Enquanto a administração não apresenta uma solução concreta e um cronograma de pagamentos, o clima no hospital permanece de absoluta tensão, com profissionais sobrecarregados emocionalmente pela responsabilidade do ofício e pelo peso das dívidas acumuladas.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver