O funcionamento da máquina administrativa em Jiquiriçá está acima das necessidades básicas da população.

Com um orçamento de R$ 65 milhões, a prefeitura destina a maior fatia para o custeio da burocracia, enquanto áreas vitais como saneamento básico e habitação popular recebem verbas insuficientes.

Essa inversão de prioridades perpetua carências históricas, sacrificando o investimento em dignidade e saúde das famílias para manter privilégios administrativos.

O engessamento das contas com pessoal demonstra falta de planeamento estratégico, deixando o município refém de repasses externos e sem capacidade de investir em infraestrutura real.

Para agravar a situação, a lei permite o remanejamento de até 50% dos recursos sem consulta ao Legislativo, criando um “cheque em branco” que ameaça a transparência.

Enquanto a burocracia é bem alimentada, as periferias seguem à espera de moradia e esgoto, provando que, em Jiquiriçá, o progresso ainda é apenas uma promessa no papel.
​Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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