Família denuncia negligência do Hospital Prado Valadares e clama por regulação após unidade deixar paciente fora da tela do SUREM por quase 20 dias e colocar apenas após ameaça de exposição na mídia
O morador de Ipiaú, Edinaldo de Jesus, de 48 anos, vive um drama que mistura dor física e indignação institucional enquanto aguarda uma cirurgia de alta complexidade no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié.
Internado desde o dia 18 de dezembro após um grave acidente que resultou em uma fratura de bacia e traumas torácicos, o paciente tornou-se pivô de uma denúncia de negligência administrativa por parte de seus familiares.
Segundo os relatos, o hospital vinha informando sistematicamente à família que Edinaldo já estava inserido na fila da regulação estadual, porém, de forma misteriosa, o código de identificação do paciente foi alterado por três vezes.
Segundo o Jornalista Mateus Oliver, atuante nesta área cobrando por agilidade em vários casos de diferentes especialidades pela Bahia e que agora apura e acompanha o caso, essa prática foge completamente aos protocolos padrão de saúde, uma vez que o código de regulação é a identidade única do paciente no sistema e deve ser mantido inalterado desde a abertura do chamado até o desfecho final do caso.
A situação tornou-se ainda mais grave quando a família passou a exigir o acesso ao protocolo do SUREM, documento obrigatório que detalha o status real da solicitação de transferência.
De acordo com os parentes, a administração do hospital negou veementemente a entrega desse documento por diversas vezes, ferindo o direito à informação dos responsáveis pelo paciente.
O protocolo só foi finalmente disponibilizado após a família ameaçar denunciar o caso à imprensa.
Para o espanto de todos, ao analisarem o documento, ficou comprovado que o ingresso real de Edinaldo na tela da regulação só ocorreu no dia 10 de janeiro.
Na prática, isso significa que o paciente passou mais de 20 dias internado na unidade sem que o pedido de transferência para o especialista em quadril tivesse sido sequer formalizado, apesar das garantias anteriores dadas pela equipe do hospital.
Essa demora injustificada no processo burocrático coloca em xeque a transparência da gestão do Hospital Geral Prado Valadares e agrava consideravelmente o estado de saúde de Edinaldo.
Por se tratar de uma fratura complexa no anel pélvico, cada dia de atraso sem a cirurgia definitiva aumenta o risco de sequelas permanentes, infecções e complicações motoras que poderiam ter sido evitadas se o protocolo tivesse sido seguido desde o dia 18 de dezembro.
O caso exige uma explicação sobre o porquê de o paciente ter permanecido “invisível” para o sistema estadual por quase três semanas e clama por uma transferência imediata para uma unidade de alta complexidade que possa realizar o procedimento cirúrgico urgente de que ele necessita para retomar sua vida.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver













