Fragilidade na segurança do presídio em Jequié expõe risco de fuga em massa, facilidade de comunicação e entrada de ilícitos na unidade; 19º BPM Emite Nota
O Conjunto Penal de Jequié atravessa um período de extrema vulnerabilidade devido à drástica redução do policiamento nas guaritas externas, que passou de cinco para apenas dois policiais militares por turno.
Essa diminuição de sessenta por cento no efetivo compromete a vigilância perimetral, criando pontos cegos que facilitam o arremesso de materiais proibidos e a comunicação direta entre internos e criminosos que operam fora da unidade.
Ressaltando que tal situação já é realidade desde 2022, a fragilidade nos muros permite que indivíduos externos invadam o perímetro com facilidade, fortalecendo o poder das facções dentro das celas e elevando o risco de confrontos violentos e atentados contra a vida de servidores e visitantes.
Além da entrada de ilícitos, a baixa fiscalização aponta para um risco iminente de fuga em massa, potencializado pela localização estratégica do presídio próxima às margens de um rio.
Caso consigam acessar a área externa, os detentos podem utilizar o curso d’água como rota de escape rápida para bairros populosos como Cachoeirinha e Mandacaru, dificultando qualquer tentativa de recaptura pelas forças de segurança.
A articulação prévia entre os custodiados e seus subordinados nas ruas, favorecida pela falha na guarda das muralhas, transforma a unidade em um foco de insegurança para toda a região, colocando a comunidade em estado de alerta constante diante da possibilidade de uma evasão em larga escala.
Em nota oficial enviada ao site Mateus Oliver Repórter, o 19º BPM esclareceu que o policiamento prisional é competência de unidades especializadas, mas que o batalhão atua de forma acessória em Jequié enquanto a estruturação definitiva é tratada entre a SEAP e a PMBA.
A corporação ressaltou que realiza rondas motorizadas diuturnas em todo o perímetro do complexo penal para desestimular investidas externas e garantir a ordem pública.
O comando destacou ainda que, sempre que necessário, conta com o apoio da CIPE Central e da Rondesp-MRC para resoluções específicas, embora as denúncias sobre o baixo número de homens fixos nas guaritas continuem gerando preocupação sobre a real eficácia da contenção nos muros.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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