Os profissionais que atuam no regime de plantão no Hospital São Vicente de Jequié decidiram romper o silêncio para denunciar uma situação que classificam como grave e insustentável em relação ao descumprimento de obrigações trabalhistas básicas.

Segundo os relatos colhidos pelo Jornalista Mateus Oliver, o salário referente aos meses de Novembro e dezembro ainda não foi quitado, acumulando-se a outros problemas crônicos, como a falta de pagamento do adicional de insalubridade e do adicional noturno, direitos que são garantidos por lei.

A categoria expressa uma profunda indignação com o cenário atual, destacando que é inadmissível que uma unidade de saúde de tamanha importância continue operando normalmente enquanto aqueles que garantem o atendimento à população sofrem com a ausência de seus vencimentos e a incerteza financeira.

A revolta dos trabalhadores também se estende aos órgãos de classe, levantando questionamentos severos sobre a efetividade da fiscalização exercida por entidades como o Conselho Regional de Enfermagem (COREN).

Muitos profissionais manifestaram que se sentem desamparados, questionando a finalidade das taxas pagas à instituição quando não parece haver um acompanhamento rigoroso diante de situações de desrespeito flagrante aos direitos laborais mínimos.

O sentimento de abandono é amplificado pelo fato de que muitos possuem famílias para sustentar e compromissos financeiros que não aguardam as indefinições da gestão hospitalar, resultando em contas vencidas e um estresse psicológico que afeta diretamente o ambiente de trabalho e a qualidade do serviço prestado aos pacientes da região.

Diante do impasse, os plantonistas exigem um posicionamento imediato e transparente da diretoria do hospital, citando nominalmente o Sr. Edivan e a Sra. Mariana como responsáveis diretos que devem explicações urgentes à equipe técnica.

O questionamento central dos funcionários gira em torno da destinação dos recursos, uma vez que, segundo os denunciantes, há conhecimento de que as verbas institucionais existem, o que levanta suspeitas e questionamentos internos sobre o destino real desses valores.

A categoria afirma categoricamente que não aceitará mais justificativas vagas e aguarda providências imediatas para a regularização dos pagamentos, sob pena de a crise interna se transformar em um problema ainda maior para a rede de saúde pública de Jequié, que já se encontra sob pressão.

Buscando o equilíbrio jornalístico, tentamos contato com a direção do Hospital São Vicente de Jequié para ouvir o outro lado e oferecer o devido espaço para o contraditório, porém, não obtivemos êxito nas tentativas de comunicação até o fechamento desta matéria.

O espaço permanece aberto para que a administração possa se manifestar sobre as providências que estão sendo tomadas para sanar as dívidas com os colaboradores.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver