Marido de Mulher Suspeita de Assassinar e Decepar Órgão Genital de Homem em Encruzilhada Presta Depoimento e Nega Envolvimento
Em um depoimento prestado à Delegacia Territorial de Encruzilhada, Alberto Araujo de Lima, vigilante de 59 anos conhecido como “Cesar”, que se apresentou espontaneamente acompanhado de um advogado de defesa trouxe detalhes perturbadores sobre os eventos que cercam a morte de Vanderlei Dias Petinga na noite da última segunda-feira de Carnaval.
Segundo relatos do documento, o qual o jornalista Mateus Oliver teve acesso com exclusividade, Alberto relatou que, no dia 15 de fevereiro de 2026, saiu para trabalhar por volta das 18h30, deixando sua esposa, Josélia Batista de Lima, em casa.
Ainda de acordo com ele, pouco tempo depois, Josélia teria telefonado em estado de crise, solicitando que ele retornasse para cuidar da filha do casal, Amanda, de 19 anos, que possui deficiência mental.
Segundo o depoente, Josélia sofre de esquizofrenia diagnosticada e já apresentou comportamentos suicidas e alucinações em episódios anteriores, o que frequentemente a levava a criar narrativas fantasiosas devido ao seu estado de saúde debilitado.
O relato prossegue descrevendo um encontro casual na estrada, quando Alberto, ao retornar para casa, encontrou Josélia caminhando em direção a Mata Verde, em Minas Gerais.
A pedido dela, ele a deixou nas imediações de um posto de combustíveis, notando que ela vestia um short jeans curto, blusa florida e carregava uma mochila preta.
Alberto enfatizou que era costume de sua esposa caminhar sem destino durante suas crises mentais e retornar horas depois, motivo pelo qual não estranhou o comportamento inicialmente.
No entanto, o cenário mudou drasticamente no dia seguinte, quando ele recebeu um telefonema de sua cunhada, Anália, informando que Josélia teria confessado ter cometido uma mutilação grave contra uma pessoa, coincidindo com a descoberta do corpo de Vanderlei.
Alberto afirmou categoricamente que, embora soubesse quem era Vanderlei, não possuía qualquer relação de amizade com a vítima e negou ter conhecimento de qualquer envolvimento extraconjugal entre sua esposa e o falecido como alegou uma testemunha a polícia.
Ele mencionou que Josélia costumava cortar o cabelo da vítima no Povoado de Cabeceira da Forquilha, mas reiterou que não acreditou nas primeiras notícias sobre o crime, só vindo a aceitar a gravidade dos fatos quando a informação da morte e da mutilação de Vanderlei se tornou pública na região.
O depoente encerrou sua fala expressando temor por sua integridade física, uma vez que estaria ouvindo boatos de que familiares da vítima planejam vingança contra ele, apesar de sua colaboração espontânea com a polícia.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver













