O Governo Jerônimo Rodrigues sob a Lente da Insensibilidade e da Violência
O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) chega ao início de 2026 enfrentando um dos períodos mais críticos de sua gestão, marcado por um desgaste profundo que vai além das disputas partidárias e toca na ferida aberta da segurança pública e da saúde.
Após quase duas décadas de domínio petista na Bahia, o estado se consolidou tragicamente como o líder nacional em letalidade policial e números absolutos de homicídios, um cenário que o governador tenta justificar com discursos sobre investimentos em viaturas, mas que na prática revela um controle ineficiente sobre o avanço das facções criminosas.
A sensação de insegurança é alimentada por episódios diários de violência, como o recente ataque no bairro Curral Novo, em Jequié, que evidenciam a incapacidade do Estado em proteger cidadãos comuns e crianças, transformando a “Bahia de Paz” prometida em campanha em uma retórica distante da realidade das periferias e do interior.
Na saúde, a situação é igualmente alarmante e tem sido o principal alvo de indignação popular devido à persistência da chamada “fila da morte” na regulação estadual.
Recentemente, Jerônimo Rodrigues gerou uma onda de revolta ao classificar as críticas severas ao sistema de regulação como “pirraça”, demonstrando, segundo lideranças da oposição e pacientes desesperados, uma insensibilidade chocante diante de famílias que esperam dias por uma transferência em macas de corredores.
Embora o governo tente maquiar os dados com propagandas sobre melhorias percentuais, a realidade narrada por moradores de pequenas e médias cidades é de um sistema engessado e cruel, onde a promessa de campanha de “zerar a fila” se tornou um símbolo de descrédito e falha administrativa que atinge diretamente a sobrevivência do povo baiano.
Além dos gargalos nos serviços essenciais, a gestão petista lida com o peso de uma herança política que agora cobra o preço da longevidade no poder, refletida em índices de desaprovação que superam a aprovação em diversas sondagens de opinião.
A queda no PIB per capita da Bahia em relação ao Nordeste e os indicadores educacionais que, apesar de alguns avanços estruturais, ainda mantêm o estado em posições desfavoráveis no IDEB, completam o quadro de um governo que parece ter perdido a capacidade de inovação e resposta rápida.
Entre falas polêmicas orientando secretários a manter pacientes em corredores de hospitais e a incapacidade de conter a guerra urbana, o governo Jerônimo Rodrigues entra no ano eleitoral sob forte pressão, carregando o fardo de um modelo político que, para muitos baianos, demonstra sinais claros de exaustão e desconexão com o sofrimento cotidiano da população.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












