A situação de descaso com o patrimônio público no bairro Caixa d’Água atingiu um ponto crítico, levando os próprios residentes a tomarem a iniciativa de zelar pelo espaço onde vivem.

Relatos recentes acompanhados de registros visuais mostram que a comunidade precisou se cotizar pela segunda vez para contratar serviços particulares de limpeza e manutenção das praças locais, uma responsabilidade que deveria ser integralmente cumprida pela gestão municipal.

A indignação é visível entre os moradores, que questionam a aplicação dos recursos provenientes do IPTU, já que o mato alto e a sujeira tomaram conta de áreas que deveriam servir ao lazer e à convivência segura das famílias da região.

​O sentimento de abandono não é uma exclusividade do bairro Caixa d’Água, estendendo-se por diversas outras localidades que enfrentam problemas crônicos de falta de zeladoria urbana.

Entre os pontos citados como negligenciados pela prefeitura estão os bairros Betaville, Flamboyant, Alto do Cruzeiro, além da Rua da Linha e Nazaré, criando um cenário de desigualdade no tratamento dos espaços públicos da cidade.

Segundo representantes da Associação de Moradores, as reclamações são diárias e refletem o cansaço de uma população que paga seus impostos em dia, mas não recebe o retorno básico em serviços de infraestrutura e conservação, sentindo-se esquecida pelas autoridades competentes.

​Diante desse cenário, as lideranças comunitárias e os moradores fazem um apelo urgente para que a prefeitura e os órgãos de limpeza urbana assumam suas funções e estabeleçam um cronograma regular de manutenção em toda a periferia.

O desabafo dos cidadãos ressalta que é difícil falar em participação cívica ou atender a pedidos de apoio político quando a realidade cotidiana é marcada pelo descaso com o bem-estar coletivo.

A comunidade espera que, após a exposição pública desses problemas, o poder executivo municipal saia da inércia e devolva a dignidade aos espaços públicos que pertencem a todos os contribuintes, garantindo que o esforço financeiro de limpar a cidade não recaia novamente sobre o bolso dos trabalhadores.
​Fonte: Jornalista Mateus Oliver