Jerônimo rebate ACM Neto e diz que não vai disputar ‘humilhação’ com adversários políticos

Governador respondeu declarações do ex-prefeito de Salvador e defendeu diálogo, humildade e construção coletiva na administração pública durante agenda no interior da Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reagiu nesta quarta-feira (03) às declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, que afirmou ter o objetivo de discutir soluções para áreas estratégicas da Bahia para “humilhar” o atual chefe do Executivo estadual, provocando uma resposta do petista durante agenda institucional realizada no interior do estado.
Sem citar diretamente o nome do adversário político, Jerônimo criticou o que classificou como uma postura baseada no confronto pessoal e afirmou que a condução da administração pública exige diálogo, escuta e apoio técnico para a tomada de decisões, destacando que governar não significa agir de forma isolada ou impor posições sem considerar orientações e opiniões de pessoas capacitadas.
Durante o evento em que autorizou um pacote de obras viárias e investimentos para municípios baianos, o governador comentou ações desenvolvidas pelo Estado relacionadas ao atendimento das vítimas do grave acidente registrado na BR-116 e aproveitou o momento para defender uma forma de gestão baseada na construção coletiva, afirmando que não vê problema em ouvir conselhos e orientações quando o objetivo é alcançar melhores resultados para a população.
“Um governo, um prefeito, um vereador, uma liderança, um ex-prefeito, não pode ficar tomando decisão da cabeça só, às vezes. Porque tem um custo, uma consequência. Não tenha vergonha não de ter uma pessoa ao seu lado dizendo: ‘é por aqui, é por ali’. Qual o problema disso? Eu quero acertar e, se acertar, vou ter o apelido de humilde. Eu não vou disputar humilhação de ninguém”, declarou o governador durante o pronunciamento.
Jerônimo também abordou a relação política que mantém com os ex-governadores da Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, destacando que a coordenação de lideranças exige equilíbrio, diálogo e respeito às diferentes visões existentes dentro do próprio grupo político, sem a necessidade de imposições ou conflitos internos.
Ao comentar a convivência com os dois aliados, o governador afirmou que seu papel é buscar convergência entre diferentes pensamentos e estilos de atuação, ressaltando que a construção política não deve ser feita por meio de ataques, xingamentos ou demonstrações de autoridade excessiva, mas através da articulação e do entendimento entre as lideranças.
Fonte: jornalista Mateus Oliver














