Radares com Inteligência Artificial começam a ampliar fiscalização nas rodovias brasileiras
Os radares equipados com Inteligência Artificial (IA) representam uma nova fase na fiscalização de trânsito no Brasil, diferente dos equipamentos tradicionais que atuam principalmente no controle de velocidade, os novos sistemas utilizam câmeras de alta definição e tecnologia avançada para identificar diferentes tipos de infrações cometidas por motoristas e passageiros em tempo real.
A nova tecnologia funciona por meio de sensores de alta resolução e iluminação infravermelha, permitindo a captura de imagens mesmo durante a noite ou em condições de pouca visibilidade, após o registro das imagens o sistema realiza uma análise automática com base em padrões de comportamento previamente programados para identificar possíveis irregularidades nas vias.
Entre as infrações que podem ser detectadas estão o motorista dirigindo sem o uso do cinto de segurança, passageiros sem o equipamento obrigatório, utilização de celular ao volante e outras situações que podem comprometer a segurança no trânsito, dependendo da configuração adotada pelas concessionárias responsáveis pelos equipamentos também é possível identificar casos como transporte inadequado de crianças ou ocupantes com partes do corpo para fora do veículo.
Apesar da utilização da Inteligência Artificial, a emissão das multas não acontece de forma totalmente automática, quando o sistema identifica uma possível infração as imagens são encaminhadas para agentes responsáveis pela fiscalização, que realizam uma análise antes da aplicação da penalidade para confirmar se realmente houve descumprimento das regras de trânsito.
Esse procedimento tem como objetivo reduzir erros e evitar autuações indevidas, nos casos em que a imagem não apresenta clareza suficiente para comprovar a infração o registro é descartado e nenhuma multa é aplicada, garantindo que apenas situações devidamente comprovadas resultem em penalidade.
Segundo as empresas responsáveis pela implantação da tecnologia, os equipamentos apresentam baixo índice de falhas e têm como principal objetivo ampliar a fiscalização, aumentar a segurança nas estradas e contribuir para a redução de acidentes provocados por atitudes de risco, principalmente pelo uso do celular durante a direção e pela falta do cinto de segurança.
A implantação dos radares inteligentes já começou em alguns estados brasileiros, em São Paulo os equipamentos passaram a funcionar no Rodoanel Mário Covas, nos trechos Sul e Leste administrados pela concessionária SPMar, após um período de testes que registrou milhares de possíveis infrações e motivou a ampliação do sistema para novos pontos de fiscalização.
Além do Rodoanel, outras rodovias paulistas também passaram a utilizar ou testar a tecnologia, incluindo a Rodovia Anhanguera e trechos das rodovias Mogi-Campinas, Raposo Tavares, Castelo Branco e do Sistema Anchieta-Imigrantes, enquanto em Minas Gerais equipamentos semelhantes começaram a ser utilizados em rodovias como BR-365, MG-290, BR-459 e LMG-877.
Nas grandes cidades, os radares inteligentes também já são utilizados para fiscalização urbana, identificando infrações como uso do celular ao volante, ausência do cinto de segurança e circulação irregular em faixas exclusivas para transporte público, ampliando o acompanhamento do comportamento dos condutores.
Outra tecnologia que está em desenvolvimento no país é o radar de velocidade média, que funciona calculando o tempo gasto pelo veículo entre dois pontos de fiscalização para verificar se o motorista manteve uma velocidade acima do permitido durante determinado trecho, porém o sistema ainda depende de regulamentação para começar a aplicar multas oficialmente no Brasil.
Com a expansão dessas ferramentas, a fiscalização de trânsito tende a se tornar cada vez mais tecnológica e abrangente, deixando de analisar apenas a velocidade dos veículos e passando a observar também atitudes dos condutores que podem colocar vidas em risco nas rodovias brasileiras.
Fonte: jornalista Mateus Oliver











