Chuvas que atingiram Minas Gerais deixaram desaparecidos, 47 mortos e centenas de pessoas resgatadas na Zona da Mata
As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais nesta semana resultaram em um cenário devastador, com o Corpo de Bombeiros confirmando, até esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, o total de 47 mortes.
A cidade de Juiz de Fora é o epicentro da crise, concentrando 41 óbitos e registrando um volume de precipitação histórico de 584 milímetros, o que representa o dobro do esperado para todo o mês de fevereiro.
Em Ubá, as autoridades contabilizaram seis mortes, enquanto as equipes de busca e salvamento continuam trabalhando intensamente para localizar 21 pessoas que ainda estão desaparecidas em toda a região afetada pelos temporais.
O governo federal e a gestão estadual de Romeu Zema mobilizaram frentes de emergência para mitigar os danos e prestar assistência imediata aos mais de três mil desabrigados.
Foi anunciado um auxílio financeiro de R$ 800 por pessoa desabrigada, recurso que será transferido pelo Ministério do Desenvolvimento Social diretamente para as prefeituras de oito municípios em estado crítico.
Além do apoio financeiro, equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional foram enviadas para reforçar o atendimento médico e a segurança nas áreas de risco, onde o monitoramento permanece constante devido à previsão de novos deslizamentos de terra.
As operações de resgate já conseguiram salvar 208 pessoas com vida, mas o trabalho segue sendo dificultado pela enorme quantidade de lama e escombros deixada pelas inundações e desabamentos.
A situação em municípios como Matias Barbosa, embora sem registros de mortos ou desaparecidos, reflete o estado de alerta que se espalhou por toda a Zona da Mata mineira, onde o solo encharcado mantém o perigo iminente.
O reconhecimento federal do estado de calamidade pública em Juiz de Fora permitiu a aceleração do envio de donativos e a atuação coordenada entre as diferentes esferas governamentais para tentar reestabelecer a infraestrutura básica e apoiar as famílias vítimas da catástrofe.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












