O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores, Rui Costa, fez duras críticas nesta segunda-feira (13) ao modelo administrativo implantado pelo grupo político liderado por ACM Neto e mantido pelo prefeito Bruno Reis em Salvador, durante encontro da chapa majoritária governista com pré-candidatos a deputado estadual e federal, o ex-governador classificou a gestão dos adversários como “medíocre” e defendeu que a disputa eleitoral seja baseada na comparação entre os resultados apresentados pelos governos do PT e pelas administrações municipais comandadas pela oposição.

Na avaliação de Rui Costa, o grupo adversário evita nacionalizar o debate político por reconhecer a força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na capital baiana, segundo ele, a oposição tenta impedir que a população faça uma comparação entre as ações realizadas pelos governos petistas e os resultados apresentados pela administração municipal de Salvador ao longo dos últimos anos.

Durante o encontro, realizado no Hotel Wyndham Hangar Aeroporto, Rui afirmou que os indicadores da Prefeitura de Salvador revelam dificuldades em áreas consideradas essenciais para a população, como saúde e educação, o pré-candidato citou problemas relacionados à oferta de exames preventivos, atendimento pré-natal, quantidade de vagas em creches e estrutura da rede municipal de saúde, além de questionar o funcionamento do Hospital Municipal, que segundo ele não opera como uma unidade de porta aberta para atendimentos de urgência e emergência.

O ex-governador da Bahia entre 2015 e 2022 também rebateu o discurso da oposição sobre investimentos realizados na capital baiana e afirmou que as principais obras estruturantes de Salvador tiveram participação dos governos do Partido dos Trabalhadores, entre as intervenções citadas estão obras de macrodrenagem, contenção de encostas, mobilidade urbana e ações de infraestrutura que, segundo Rui, transformaram a realidade de diversas regiões da cidade.

“O que tem de estruturante nessa cidade fomos nós que fizemos”, afirmou Rui Costa ao defender o legado das administrações petistas e destacar que o debate eleitoral deve envolver a avaliação das entregas realizadas por cada grupo político ao longo dos anos.

Responsável pela coordenação do Novo PAC durante sua passagem pelo Governo Federal, Rui também afirmou que a oposição tenta afastar a influência do cenário nacional da eleição na Bahia, principalmente pelo desempenho positivo do presidente Lula entre os eleitores baianos, segundo o pré-candidato, a tentativa seria desvincular ACM Neto e aliados do debate sobre o bolsonarismo e evitar que a disputa estadual seja influenciada pela aprovação do governo federal.

O encontro liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues reuniu o senador Jaques Wagner, o vice-governador Geraldo Júnior, a deputada federal e ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata, o presidente da Conder, José Trindade, além de vereadores, ex-vereadores, dirigentes partidários e dezenas de pré-candidatos que disputarão vagas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados.

As declarações de Rui Costa reforçam o clima de pré-campanha para as eleições de 2026 na Bahia, onde os grupos liderados pelo PT e pela oposição ligada a ACM Neto devem intensificar o confronto político nos próximos meses, tendo como principais pontos de disputa a avaliação das gestões, investimentos públicos e os resultados apresentados em áreas consideradas prioritárias pela população.

Fonte: jornalista Mateus Oliver