A crise na comunidade do Rio do Muntun, zona rural de Jequié, transcendeu o âmbito da infraestrutura e se tornou uma questão de vida ou morte.

A queda da ponte não apenas isolou a localidade e deixou cerca de trinta casas sem energia elétrica, mas, principalmente, criou um cenário onde os moradores correm risco real de óbito.

Em casos de emergência médica, acidentes graves ou mal súbito, a impossibilidade de veículos de socorro, como ambulâncias, acessarem a área rapidamente significa que a assistência vital pode não chegar a tempo.

A falha na rodagem impede que pacientes sejam transportados com urgência para unidades de saúde, transformando o tempo de resposta em uma sentença.

O clamor da comunidade, que já se arrasta por dias e tem sido ignorado pela Prefeitura de Jequié, agora se concentra no perigo iminente de uma tragédia.

A vida de idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas está suspensa na dependência de uma estrutura provisória de acesso que não existe.

É urgente que o poder público municipal reconheça a gravidade da situação e estabeleça, de imediato, um plano emergencial para garantir o acesso de veículos de resgate, mesmo que por vias alternativas temporárias, enquanto se inicia o reparo definitivo da ponte.

A omissão neste momento é um fator de risco fatal para os moradores.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver