Polícia Federal e CGU deflagram Operação Gênesis contra Fraude em Licitação em Itacaré com alvos em Jequié, Ubaitaba, Ilhéus e outras cidades da região
A Polícia Federal, em uma ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira, dia 25/11, a Operação GÊNESIS, com o objetivo claro de investigar e apurar a prática de diversos crimes de grande gravidade, incluindo fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, todos eles intrinsecamente relacionados a contratos de fornecimento de materiais de construção que foram firmados pela Prefeitura do município de Itacaré, localizado no sul da Bahia.
Esta operação representa um passo decisivo das autoridades para desmantelar um esquema criminoso que operou de maneira contínua e sistemática na região, visando a coleta aprofundada de novas provas e a responsabilização de todos os envolvidos nestes atos ilícitos que causaram um prejuízo significativo aos cofres públicos.
Na intensa ação policial realizada nesta data, estão sendo cumpridos um total de 30 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em uma vasta área geográfica que abrange diversos municípios baianos, notadamente Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e o próprio município de Itacaré, além do município de Cachoeiro de Itapemirim, localizado no estado do Espírito Santo.
Além dos mandados, a Justiça Federal adotou medidas cautelares severas, incluindo a determinação do afastamento imediato de sete agentes públicos que estavam envolvidos no esquema, e também autorizou o crucial sequestro de bens dos investigados até o montante total de R$ 20 milhões.
Tais medidas visam tanto interromper a continuidade da ação criminosa quanto assegurar, de maneira eficaz, o ressarcimento integral do dano causado ao erário público.
Segundo informações obtidas pelo Jornalista Mateus Oliver, as detalhadas investigações conduzidas pelas autoridades apontam, com base em fortes evidências, que o esquema criminoso em questão operou de forma organizada durante um extenso período compreendido entre os anos de 2018 e 2024, explorando de forma indevida os recursos públicos por meio da prefeitura municipal.
O modus operandi consistia na utilização de duas empresas de fachada, registradas formalmente em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e que notoriamente não possuíam qualquer capacidade operacional ou logística compatível com o vulto dos contratos celebrados com o município.
Apesar da falta de capacidade, essas empresas receberam, durante o período investigado, uma quantia superior a R$ 30 milhões, um valor que é objeto de investigação detalhada pelas equipes.
As evidências reunidas até o momento indicam de forma clara que uma parte substancial desses recursos públicos foi criminosamente desviada para benefício direto de agentes públicos municipais, além de ser direcionada a outras empresas ou pessoas interpostas que atuavam em conluio com o esquema.
Diante da materialidade e dos indícios já encontrados, os indivíduos envolvidos nesta complexa rede de crimes poderão ser responsabilizados e responder criminalmente pelos graves delitos de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
É importante ressaltar que a apuração e as investigações não se restringem apenas a estes crimes, e a Polícia Federal e a CGU continuarão a trabalhar para identificar e processar outros delitos que venham a ser descobertos e eventualmente identificados no curso aprofundado das investigações que se seguem a esta fase inicial da operação GÊNESIS.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












