A administração do prefeito Jean Pereira de Assunção em Ibirapitanga oficializou, através do Decreto Financeiro nº 154, VER AQUI uma manobra contábil que levanta sérios questionamentos sobre as prioridades do governo municipal neste encerramento de 2025.

O documento detalha a anulação de R$ 729.000,00 de dotações orçamentárias anteriormente planejadas, retirando recursos de áreas fundamentais para o desenvolvimento social e humano.

O que mais estarrece a opinião pública é o destino de parte considerável desses valores, que deixam de servir ao suporte básico da população para alimentar gastos com eventos e serviços de terceiros, evidenciando uma inversão de valores na gestão do dinheiro público.

O setor mais duramente atingido por esses cortes foi a educação municipal, que sofreu uma redução drástica de R$ 300.000,00.

Segundo análise do Jornalista Investigativo Mateus Oliver, a gestão optou por anular verbas que seriam destinadas à construção, ampliação e reforma de unidades de ensino, além de retirar R$ 240.000,00 da manutenção do ensino infantil.

Esses cortes afetam diretamente o pagamento de contratações por tempo determinado e obrigações patronais dos profissionais que cuidam das crianças nas creches e escolas e é inaceitável que o futuro das próximas gerações seja comprometido para viabilizar remanejamentos de última hora que não parecem ter o mesmo caráter de urgência social.

Além da educação, o setor produtivo e o apoio ao trabalhador também foram sacrificados pela caneta do prefeito e de seu secretário de finanças sendo que a Secretaria de Agricultura, Turismo, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SADERMA) perdeu R$ 86.000,00, incluindo valores que estavam previstos para vencimentos e vantagens fixas de pessoal.

Da mesma forma, a Secretaria de Emprego e Renda, Mulher e Juventude teve um corte de R$ 25.000,00 em sua folha de pagamento tendo que retirar dinheiro de quem fomenta a economia rural e o emprego para injetar R$ 140.000,00 exclusivamente em festejos tradicionais demonstra que o entretenimento está sendo colocado à frente da sobrevivência econômica do município.

Até mesmo a saúde, área que deveria ser intocável, não escapou das anulações, com o remanejamento de R$ 246.000,00 dentro do Fundo Municipal de Saúde, pois embora existam suplementações no mesmo setor, a prática de anular verbas de vencimentos e obrigações patronais da Saúde da Família e do CAPS para cobrir serviços de tecnologia da informação e outros serviços de terceiros sugere uma falha grave de planejamento orçamentário ao longo do ano.

A população de Ibirapitanga precisa questionar se essa “gestão legal e transparente” está realmente olhando para as necessidades básicas do povo ou se está apenas ajustando os números para favorecer gastos supérfluos e contratos de prestação de serviços no apagar das luzes do exercício financeiro.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver