Prefeitura reincide contrato com empresa de engenharia e alunos da rede municipal podem ficar sem aulas para reforma emergencial de escola em Itagibá
A Prefeitura de Itagibá oficializou, por meio do Decreto nº 6.485 publicado nesta sexta-feira, a rescisão unilateral do contrato administrativo nº 124/2021 com a empresa Engenhar Prestação de Serviços Eireli.
A medida drástica foi motivada pela inexecução total ou parcial dos serviços de manutenção predial que deveriam atender às diversas secretarias do município.
Além do rompimento do vínculo, a gestão aplicou uma sanção que impede a empresa de participar de novas licitações pelos próximos dois anos, evidenciando uma falha prolongada na prestação de serviços que agora gera reflexos diretos na infraestrutura educacional da cidade.
A quebra deste contrato anterior forçou a administração a recorrer a uma dispensa de licitação emergencial (nº 002/2026) para tentar salvar a estrutura do Colégio Municipal Antônio Imbassahy, no distrito de Japomirim.
Com um orçamento de mais de 130 mil reais, a nova reforma prevê intervenções pesadas em telhados e na rede elétrica, serviços que exigem interdições em diversas áreas da unidade.
O grande impasse reside no fato de que essas obras estão sendo iniciadas justamente no período de retorno às aulas, expondo a falta de cronograma da gestão municipal, que permitiu o sucateamento da escola durante todo o período de férias.
O cenário de incerteza em Japomirim levanta sérias dúvidas sobre a viabilidade do ano letivo para as centenas de alunos que dependem da unidade, uma vez que o ambiente de ensino se transformará em um canteiro de obras.
Sem a manutenção adequada que deveria ter sido garantida pelo contrato agora rescindido, a escola atingiu um estado de precariedade que torna as reformas indispensáveis, mas o momento escolhido é alvo de duras críticas.
A realização de serviços de alvenaria, carpintaria e pintura com estudantes presentes oferece riscos à segurança e compromete totalmente a concentração e a qualidade do aprendizado.
Apesar da gravidade da situação e do risco real de suspensão das atividades escolares, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou oficialmente para esclarecer como ficará o calendário pedagógico.
O silêncio da pasta diante da possibilidade de alunos ficarem sem aulas ou serem submetidos a condições inadequadas de estudo agrava a crise de transparência na gestão.
Enquanto a prefeitura se limita a publicar decretos de rescisão e punições a empresas, as famílias de Itagibá aguardam uma resposta urgente sobre o destino educacional de seus filhos, que hoje são os principais prejudicados pela falta de planejamento administrativo.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












