Saída de marqueteira da campanha de Wagner Alves movimenta bastidores políticos de Vitória da Conquista
A saída da marqueteira Maria Marques da campanha de Wagner Alves, pré-candidato a deputado estadual e esposo da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, movimentou os bastidores políticos da cidade nos últimos dias e passou a ser interpretada por aliados, adversários e observadores da política local como mais um sinal de tensão dentro do projeto eleitoral ligado ao União Brasil no município.
Segundo informações que circulam nos bastidores, o desligamento da profissional teria ocorrido após a divulgação de uma pesquisa interna do partido, encomendada para medir o desempenho eleitoral de Wagner Alves em Vitória da Conquista, principal base política da prefeita Sheila Lemos e cidade tratada pelo grupo como ponto estratégico para a construção da pré-candidatura à Assembleia Legislativa da Bahia.
Embora a versão oficial que circula seja de que a saída teria relação com questões de saúde, fontes do meio político afirmam que o resultado da pesquisa também teria pesado no ambiente interno da campanha, já que Wagner Alves, mesmo contando com a força política do grupo que administra a prefeitura municipal, não teria alcançado o patamar inicialmente projetado por lideranças ligadas ao União Brasil.
Nos bastidores, a expectativa era de que o pré-candidato saísse de Vitória da Conquista com uma votação mínima em torno de 40 mil votos, número considerado importante para sustentar sua viabilidade eleitoral e demonstrar força no maior colégio eleitoral do Sudoeste baiano, porém os dados atribuídos à pesquisa interna indicariam um desempenho abaixo do esperado, sem ultrapassar a marca de 30 mil votos no município.
Analistas políticos de Vitória da Conquista avaliam que um dos fatores que podem explicar a dificuldade de crescimento do projeto é o desgaste enfrentado pela gestão municipal, já que a imagem da prefeita Sheila Lemos tem impacto direto sobre a pré-candidatura do esposo e sobre a capacidade de transferência de votos do grupo governista local.
A leitura feita por adversários é de que o cenário também pode gerar reflexos para a pré-candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia, uma vez que Vitória da Conquista é tratada como uma das principais bases políticas do União Brasil no interior do estado e qualquer sinal de fragilidade no município tende a acender alerta dentro do campo oposicionista.
Abaixo do esperado, o desempenho atribuído à pesquisa interna passou a alimentar especulações sobre mudanças na condução política e na estratégia de comunicação da pré-campanha, especialmente em um momento em que os grupos estaduais já se movimentam para 2026 e buscam medir a força real de seus aliados nos principais municípios baianos.
Até o momento, a saída de Maria Marques é tratada publicamente como uma decisão relacionada a questões pessoais e de saúde, mas, nos bastidores, o episódio segue sendo lido como parte de um cenário mais amplo de preocupação com o desempenho eleitoral de Wagner Alves e com os desafios do grupo liderado por Sheila Lemos em Vitória da Conquista.
Fonte: jornalista Mateus Oliver














