PF e CGU voltam à gestão de Gongogi em operação que apura corrupção, desvios e lavagem de dinheiro
A gestão municipal de Gongogi voltou ao centro de uma grande ofensiva da Polícia Federal nesta quinta-feira (13), após a PF e a Controladoria-Geral da União deflagrarem a Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame, destinada a aprofundar as investigações sobre um possível esquema criminoso envolvendo contratações públicas realizadas no município, inclusive com utilização de recursos federais.
Ao todo, são cumpridos 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, enquanto a decisão judicial também autorizou a apreensão de valores em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados e determinou bloqueio e indisponibilidade de valores, imóveis, veículos e outros bens até o limite de R$ 2 milhões.
Segundo as informações oficiais divulgadas sobre a investigação, os investigadores apuram a possível atuação de um grupo criminoso no âmbito da Administração Municipal, com participação, em tese, de agentes públicos e particulares, além de suspeitas de direcionamento de licitações, utilização de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou parcialmente executados e posterior movimentação dos valores através de pessoas e empresas interpostas.
A Operação Severus aprofunda a investigação iniciada com a Pacto Infame, deflagrada em outubro de 2024, quando contratos da Prefeitura de Gongogi já haviam entrado na mira da Polícia Federal, enquanto outra investigação realizada em março de 2025 também alcançou contratos municipais relacionados a transporte escolar e serviços de engenharia, demonstrando que as apurações federais envolvendo contratações da administração de Gongogi não começaram na operação desta quinta-feira.
O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e pela CGU, enquanto as investigações continuam para esclarecer os fatos e individualizar eventuais responsabilidades, sendo importante ressaltar que a existência das investigações e o cumprimento das medidas judiciais não representam condenação dos envolvidos.
Fonte: jornalista Mateus Oliver












