O governo da Bahia vai investir R$ 21,5 milhões para financiar o curso de Medicina para 60 estudantes de baixa renda na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em Cuba. Cada aluno custará cerca de R$ 360 mil ao estado.

O programa prevê seis anos de formação, com despesas de matrícula, hospedagem, alimentação e bolsa já incluídas. Em contrapartida, após o retorno e a revalidação do diploma no Brasil, os formados deverão atuar por pelo menos dois anos em regiões carentes do interior baiano.

A iniciativa, organizada pela Sesab, Uneb e OEI, busca ampliar o acesso ao ensino médico, mas tem gerado questionamentos sobre o alto custo, a dependência de formação no exterior e a efetividade da contrapartida.

Críticos apontam que o valor investido poderia ser aplicado em ampliar cursos e vagas de Medicina na Bahia, reduzindo custos e fortalecendo a formação local.