A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto de 2026, com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos nas contas de energia elétrica.

A cobrança adicional começou a ser aplicada nas contas de maio, após quatro meses consecutivos de bandeira verde, e permanece diante da redução das chuvas e das condições menos favoráveis para a produção de energia durante o período de estiagem.

Segundo a Aneel, a diminuição dos níveis dos reservatórios reduz a capacidade de geração das usinas hidrelétricas, tornando necessário o acionamento das termelétricas, que produzem energia por um custo mais elevado e acabam pressionando o valor pago pelos consumidores.

O sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente as condições e os custos da geração de energia elétrica no país, quando a bandeira verde está em vigor não existe cobrança adicional, enquanto as bandeiras amarela e vermelha representam custos maiores de produção.

Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos, já a bandeira vermelha no patamar 1 acrescenta aproximadamente R$ 4,46 e, no patamar 2, a cobrança adicional chega a cerca de R$ 7,87 pela mesma quantidade de energia consumida.

A agência reguladora afirma que o sistema permite maior transparência sobre os custos da produção de energia e recomenda que os consumidores adotem medidas para evitar desperdícios, especialmente durante o período seco, quando o funcionamento das termelétricas pode elevar as despesas do setor elétrico.

Fonte: jornalista Mateus Oliver