MPBA pede condenação de Marcelo Castro no caso do Pix e pena pode chegar a 61 anos
O Ministério Público da Bahia pediu à Justiça a condenação do apresentador Marcelo Castro, atualmente à frente do programa Alô Juca, da TV Aratu, no processo relacionado ao chamado “caso do Pix”, segundo o MPBA, as alegações finais requerem condenação pelos crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais, com aplicação de penas acima do mínimo legal e eventual início do cumprimento em regime fechado.
Apesar de publicações nas redes sociais afirmarem que o Ministério Público teria pedido diretamente uma pena de 61 anos, o próprio MPBA esclareceu que a pena pode chegar a esse patamar caso sejam considerados os limites máximos previstos para os crimes imputados, entretanto a definição da pena, chamada de dosimetria, caberá exclusivamente ao Poder Judiciário e Marcelo Castro ainda não foi condenado.
Segundo a acusação, as investigações identificaram 12 situações com características semelhantes envolvendo campanhas de arrecadação exibidas entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, aproximadamente R$ 540 mil teriam sido arrecadados em doações e cerca de R$ 407 mil teriam sido desviados, enquanto o Ministério Público sustenta que Marcelo teria sido o principal beneficiário das movimentações investigadas.
O Ministério Público também pediu a condenação de outros envolvidos no processo e requereu a fixação de R$ 1 milhão em indenização por danos materiais às vítimas, cabendo agora à Justiça analisar os argumentos apresentados pela acusação e pelas defesas antes da sentença.
A defesa de Marcelo Castro nega participação em qualquer esquema criminoso e sustenta que os valores recebidos foram repassados às pessoas que necessitavam de ajuda, portanto as acusações permanecem sob análise judicial e o apresentador deve ser tratado como réu, sem condenação definitiva até o julgamento do processo.
Fonte: jornalista Mateus Oliver












