:: 7/out/2026 . 14:46
Gestão Lula leva mais de R$ 2,4 milhões da Aldir Blanc para a cultura de Jequié e planejamento prevê R$ 4,8 milhões em quatro ciclos
A cultura de Jequié vem recebendo uma sequência de recursos federais através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com documentos oficiais mostrando que R$ 2.429.066,54 foram destinados ao município nos dois primeiros ciclos analisados durante a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo R$ 1.210.105,88 no primeiro repasse e R$ 1.218.960,66 no ciclo seguinte, enquanto o planejamento plurianual cadastrado junto ao Ministério da Cultura prevê R$ 4.875.842,64 ao longo de quatro ciclos, valor que não deve ser somado integralmente aos repasses anteriores porque inclui parcelas anuais da nova etapa da política.
No primeiro ciclo, a Portaria MinC nº 80, de 27 de outubro de 2023, publicada pelo Ministério da Cultura durante o governo Lula, fixou para Jequié o montante de R$ 1.210.105,88, enquanto a base oficial do próprio ministério registra o município com situação autorizada, termo assinado e pagamento efetuado em 26 de dezembro de 2023, valor que posteriormente também apareceu no Plano Anual de Aplicação dos Recursos publicado no Diário Oficial do Município.
Naquele primeiro pacote, o planejamento municipal destinou R$ 750 mil para ações gerais, incluindo R$ 500 mil para projetos de fomento, R$ 200 mil para reforma de equipamentos culturais e R$ 50 mil para premiação de mestres e mestras da cultura popular, além de R$ 400 mil para a Política Nacional de Cultura Viva, voltada aos Pontos de Cultura, com os editais locais registrando expressamente que os recursos eram provenientes do Governo Federal e repassados pelo Ministério da Cultura através da PNAB.
Já na nova etapa, Jequié possui R$ 1.218.960,66 para aplicação no exercício, montante que aparece tanto no Plano de Aplicação de Recursos quanto nos registros de receita do município, dos quais R$ 618 mil estão programados para ações gerais, R$ 550 mil para a Política Nacional de Cultura Viva e R$ 50.960,66 para custos de gestão e operacionalização da política.
Dentro dos R$ 618 mil, o planejamento estabelece R$ 318 mil para projetos culturais, R$ 50 mil para premiação de mestres e mestras da cultura popular, R$ 50 mil para bolsas destinadas às artes visuais e ao artesanato, R$ 100 mil para aquisição de bens culturais destinados à Coleção Pacífico Ribeiro e outros R$ 100 mil para intervenções em equipamentos culturais.
O destaque mais recente é justamente o pacote de R$ 550 mil para os Pontos de Cultura de Jequié, sendo R$ 450 mil para cinco projetos continuados, com R$ 90 mil para cada selecionado, e R$ 100 mil para dez premiações, no valor de R$ 10 mil cada, medida que alcança entidades e coletivos que desenvolvem trabalhos culturais no município e que foi oficialmente divulgada pela Prefeitura em setembro de 2026.
O Plano de Ação registrado no sistema do Ministério da Cultura apresenta ainda um valor global de R$ 4.875.842,64, correspondente ao planejamento para quatro ciclos da nova fase da Política Nacional Aldir Blanc, já que as regras federais estabelecem que o valor plurianual é dividido em quatro parcelas anuais e que a liberação de cada etapa depende do cumprimento das exigências de execução estabelecidas pelo Governo Federal.
Embora a Lei nº 14.399, que criou a Política Nacional Aldir Blanc, tenha sido aprovada em 2022, antes do atual mandato presidencial, os repasses analisados para Jequié, a regulamentação operacional e a execução dos ciclos ocorreram através do Ministério da Cultura durante a gestão Lula, incluindo a Portaria nº 80 de 2023 e a continuidade da política nos ciclos seguintes.
Desta forma, considerando apenas os dois ciclos com valores individualizados para Jequié, são R$ 2.429.066,54 em recursos federais da Aldir Blanc, enquanto a nova programação federal abre uma perspectiva plurianual de R$ 4,875 milhões, consolidando uma fonte continuada de financiamento para artistas, produtores, coletivos, Pontos de Cultura, artesãos e demais agentes culturais do município, com a execução local realizada pela Prefeitura de Jequié através de editais e ações definidas dentro das regras do Ministério da Cultura.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
MPBA pede condenação de Marcelo Castro no caso do Pix e pena pode chegar a 61 anos
O Ministério Público da Bahia pediu à Justiça a condenação do apresentador Marcelo Castro, atualmente à frente do programa Alô Juca, da TV Aratu, no processo relacionado ao chamado “caso do Pix”, segundo o MPBA, as alegações finais requerem condenação pelos crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais, com aplicação de penas acima do mínimo legal e eventual início do cumprimento em regime fechado.
Apesar de publicações nas redes sociais afirmarem que o Ministério Público teria pedido diretamente uma pena de 61 anos, o próprio MPBA esclareceu que a pena pode chegar a esse patamar caso sejam considerados os limites máximos previstos para os crimes imputados, entretanto a definição da pena, chamada de dosimetria, caberá exclusivamente ao Poder Judiciário e Marcelo Castro ainda não foi condenado.
Segundo a acusação, as investigações identificaram 12 situações com características semelhantes envolvendo campanhas de arrecadação exibidas entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, aproximadamente R$ 540 mil teriam sido arrecadados em doações e cerca de R$ 407 mil teriam sido desviados, enquanto o Ministério Público sustenta que Marcelo teria sido o principal beneficiário das movimentações investigadas.
O Ministério Público também pediu a condenação de outros envolvidos no processo e requereu a fixação de R$ 1 milhão em indenização por danos materiais às vítimas, cabendo agora à Justiça analisar os argumentos apresentados pela acusação e pelas defesas antes da sentença.
A defesa de Marcelo Castro nega participação em qualquer esquema criminoso e sustenta que os valores recebidos foram repassados às pessoas que necessitavam de ajuda, portanto as acusações permanecem sob análise judicial e o apresentador deve ser tratado como réu, sem condenação definitiva até o julgamento do processo.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Após eleições, gestão de Sandro Futuca mantém obras e avança com Escadaria das Pedreiras em Ibirataia

Foto: David Santos/Giro em Ibirataia
Passado o período eleitoral, a Prefeitura de Ibirataia mantém o andamento de obras no município e uma das intervenções em execução está no bairro Robson Marques Fair, onde avança a construção da Escadaria das Pedreiras, projeto destinado a melhorar as condições de acesso, mobilidade e segurança dos moradores da localidade.
Os trabalhos continuam com movimentação de equipes e máquinas, enquanto o acesso à área da obra também recebe serviços de patrolamento, medida necessária para facilitar o deslocamento dos equipamentos e o transporte dos materiais utilizados durante a execução da intervenção.
A construção havia sido anunciada pelo prefeito Sandro Futuca durante uma visita ao bairro em setembro, ainda antes das eleições, quando o gestor esteve na comunidade e assumiu publicamente o compromisso de executar a intervenção, agora os serviços em andamento mostram que a obra entrou na fase de execução após o período eleitoral.
Com a continuidade dos trabalhos, a gestão municipal mantém o cronograma de intervenções e volta as atenções para demandas apresentadas pelas comunidades, enquanto moradores do Robson Marques Fair acompanham o avanço da Escadaria das Pedreiras e aguardam a conclusão da obra.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Grupo de motociclistas desafia segurança pública, ameaça “passar por cima” de cidadãos em Jequié e PM ainda não informa providências
Um grupo de motociclistas voltou a provocar preocupação em Jequié após manifestações publicadas nas redes sociais indicarem que integrantes pretendem retornar às ruas durante o segundo turno das eleições, com mensagens em tom de desafio às reclamações da população e uma declaração ainda mais grave na qual um dos perfis afirma que, caso pessoas permanecessem à frente, ele “passava por cima”.
Os comentários aparecem após registros de motociclistas envolvidos em condutas que levantaram questionamentos sobre o cumprimento das normas de trânsito, incluindo circulação sem equipamentos obrigatórios, manobras perigosas, alterações em motocicletas e outras situações capazes de colocar em risco não apenas os próprios condutores, mas pedestres, motoristas e demais pessoas que utilizam as vias públicas.
Diante da repercussão e das ameaças publicadas, o Mateus Oliver Repórter procurou a Polícia Militar da Bahia através do CPRMRC para saber quais medidas estavam sendo ou seriam adotadas especificamente em Jequié, principalmente diante da possibilidade anunciada de uma nova movimentação no segundo turno das eleições e do risco de as condutas provocarem acidentes graves.
Entretanto, em resposta ao pedido relacionado a Jequié, foi encaminhada ao portal uma nota da Assessoria de Comunicação do Comando de Policiamento Regional do Médio Río de Contas (CPRMRC) referente à Operação Lince realizada em Jaguaquara, onde, segundo a Polícia Militar, 21 motocicletas foram apreendidas no domingo, 4 de outubro, durante ações voltadas ao combate à perturbação do sossego e a crimes de trânsito.
Além disso, a PM informou que as fiscalizações terão continuidade naquele município com o objetivo de fortalecer a segurança e promover a ordem pública.
Apesar de demonstrar uma atuação da Polícia Militar contra irregularidades envolvendo motocicletas em Jaguaquara, a nota não respondeu aos questionamentos apresentados pelo portal sobre a situação registrada em Jequié, razão pela qual o Mateus Oliver Repórter informou o equívoco e reiterou o pedido de um posicionamento específico sobre quais providências estão sendo adotadas diante das ocorrências e das mensagens publicadas por motociclistas na Cidade Sol.
Até o fechamento desta matéria nesta quarta-feira, 7 de outubro, nenhuma resposta específica sobre Jequié havia sido encaminhada ao portal, enquanto permanecem públicas manifestações nas quais integrantes do grupo falam sobre retornar às ruas no segundo turno e um deles chega a afirmar que “passava por cima” de quem estivesse à frente.
A falta de esclarecimentos sobre uma eventual operação ou reforço da fiscalização em Jequié amplia a preocupação de moradores, pois ninguém sabe quando uma condução perigosa poderá atingir uma criança, um idoso, uma mãe, um pai de família ou qualquer cidadão que esteja simplesmente atravessando ou utilizando uma via pública, podendo uma situação hoje registrada em vídeos e comentários terminar em feridos ou até em uma morte.
A atuação registrada em Jaguaquara mostra que existem mecanismos de fiscalização capazes de resultar em apreensões quando são constatadas irregularidades, enquanto em Jequié a população ainda aguarda informações sobre quais medidas serão adotadas diante das denúncias e do anúncio de novas ações por parte de motociclistas.
O Mateus Oliver Repórter mantém aberto o espaço para a Polícia Militar da Bahia e para apresentarem um posicionamento específico sobre Jequié, e qualquer resposta oficial encaminhada posteriormente será acrescentada à matéria.
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