:: 6/out/2026 . 9:46
Glis Dórea demonstra força em Itapitanga, enquanto oposição enfrenta dificuldades para projetar 2028

A votação alcançada pelos candidatos apoiados pela prefeita Glis Dórea nas eleições de 2026 reforçou a demonstração de força política do grupo governista em Itapitanga, dois anos depois da vitória nas eleições municipais de 2024, com números que apontam capacidade de mobilização do eleitorado em torno das candidaturas estaduais e nacionais defendidas pela atual gestão.
Segundo levantamento divulgado pelo grupo da prefeita, Niltinho recebeu 2.055 votos para deputado estadual, enquanto Neto Carletto alcançou 1.478 votos para deputado federal, sendo que as candidaturas relacionadas no material somaram 2.834 votos para a Assembleia Legislativa da Bahia e 3.176 votos para a Câmara dos Deputados.
O levantamento também aponta 2.752 votos para Jerônimo Rodrigues, 3.139 para Lula, 2.718 para Rui Costa e 2.586 para Jaques Wagner, números que, embora pertençam a disputas diferentes e não possam ser comparados de maneira automática com uma eleição municipal, reforçam politicamente a avaliação de que Glis Dórea permanece com uma base eleitoral mobilizada na sede, em Cafundó e na zona rural.
Do outro lado, a oposição enfrenta o desafio de transformar em força para 2028 o eleitorado conquistado na disputa municipal de 2024, quando alcançou 40,16% dos votos válidos, já que nas eleições deste ano alguns dos candidatos associados ao grupo tiveram desempenho inferior aos principais nomes apoiados pela prefeita.
Entre os números apresentados estão os 554 votos recebidos por Robinho para deputado federal e os 633 votos conquistados por Hassan para deputado estadual, resultados que colocam em discussão a capacidade do grupo oposicionista de manter mobilizada, em eleições gerais, a parcela expressiva do eleitorado que esteve ao seu lado dois anos antes.
A comparação, no entanto, exige cautela, uma vez que eleições municipais e gerais possuem características distintas, envolvendo diferentes candidatos, alianças, estruturas partidárias e motivações do eleitorado, mas politicamente os resultados de 2026 oferecem ao grupo de Glis Dórea argumentos para demonstrar fortalecimento enquanto impõem à oposição a necessidade de avaliar estratégias para os próximos dois anos.
O cenário estadual também influencia diretamente essa articulação, especialmente diante da expectativa criada em torno de ACM Neto, cuja trajetória eleitoral é acompanhada pelo grupo oposicionista local, sendo que qualquer mudança na correlação de forças da política baiana poderá repercutir na construção das alianças municipais para 2028.
Nenhum resultado eleitoral de 2026, entretanto, define antecipadamente o que acontecerá na próxima eleição municipal, já que dois anos representam um período significativo na política e novos nomes, alianças e acontecimentos poderão alterar completamente o cenário.
Por enquanto, os números apresentados após as urnas fortalecem a posição política de Glis Dórea e colocam sobre a oposição de Itapitanga o desafio de reorganizar sua estratégia, ampliar sua presença e demonstrar capacidade de reconstruir uma base competitiva para a disputa pela Prefeitura em 2028.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro e Caiado prepara anúncio nesta terça enquanto Cury e Renan ficam neutros
A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial começou a ganhar novos contornos após os primeiros posicionamentos dos candidatos derrotados no domingo, com Romeu Zema (Novo) declarando oficialmente apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto Ronaldo Caiado (PSD) prepara para esta terça-feira (6), em Goiânia, um anúncio de apoio ao candidato do PL, que enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação decisiva.
Zema confirmou sua posição na segunda-feira (5) e afirmou que não pretende se omitir na disputa, destacando sua oposição ao PT e declarando voto em Flávio Bolsonaro, enquanto Caiado deverá receber o candidato do PL em Goiânia nesta terça para formalizar sua posição após ter condicionado inicialmente qualquer decisão a uma conversa com a direção nacional do PSD.
Já Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos e que pretende manter neutralidade, enquanto Renan Santos (Missão), quarto colocado, também descartou fazer campanha por Lula ou Flávio e deixou seus eleitores livres para decidir o voto no segundo turno.
A movimentação aumenta a disputa pelo eleitorado dos candidatos que ficaram fora da segunda etapa, já que Cury recebeu 2,89% dos votos válidos, Renan Santos 2,24%, Caiado 2,18% e Zema 0,27%, somando uma parcela que pode ganhar importância diante da diferença apertada registrada entre os dois primeiros colocados.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% dos votos válidos, equivalentes a 56.104.268 votos, enquanto Lula obteve 45,16%, com 53.876.617 votos, e os dois voltarão às urnas no dia 25 de outubro para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
- 1












