Aliados defendem Tarcísio para o Planalto; Bolsonaro resiste
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), permanece em alta entre os bolsonaristas para representar o grupo político nas eleições presidenciais de 2026. A informação foi confirmada pelo Portal A TARDE, em conversas recentes com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma das fontes, um deputado em condição de anonimato, afirmou que Tarcísio é consenso como primeira opção para concorrer à presidência no próximo ano. O entendimento é de que Bolsonaro não conseguirá reverter sua inelegibilidade, que vai até 2030, com a Justiça Eleitoral. A mesma fonte cobra celeridade na escolha do nome.
Pesa também a favor de Tarcísio a simpatia do ‘mercado’ com o seu nome, considerado moderado, mesmo sendo um dos mais fieis aliados do ex-chefe do Planalto.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve insistir no nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), seu filho, como candidato a presidente representando o clã nas urnas. O parlamentar, entretanto, não está no Brasil desde março deste ano.
Além de Eduardo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, também desponta como uma das opções dentro da família do ex-chefe do Planalto para o embate presidencial.
Apesar da simpatia com uma possível candidatura de Tarcísio, os bolsonaristas afirmam que o cenário ideal seria a repetição de uma disputa entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que não ocorrerá por conta da inelegibilidade do líder político de direita.
Governador de São Paulo no primeiro mandato, Tarcísio de Freitas tem 49 anos. Militar, ele foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), entre os anos 2014 e 2015.
Em 2019, assumiu o Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, disputou pela primeira vez um cargo eletivo, vencendo o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no segundo turno das eleições para o governo de São Paulo.
Tarcísio obteve 13.480.643 votos em São Paulo, contra 10.909.371 votos de Fernando Haddad.












