Polícia Federal prende Jair Bolsonaro em Brasília por ordem do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, em Brasília, numa operação deflagrada pela Polícia Federal sob determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A medida cautelar foi cumprida nas primeiras horas do dia, surpreendendo o cenário político nacional, embora o ex-mandatário já estivesse sob monitoramento eletrônico e cumprindo recolhimento domiciliar desde agosto.
Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde ficará detido em uma Sala de Estado Maior, espaço reservado a autoridades com prerrogativa de foro ou ex-chefes de Estado, separado dos demais detentos.
A prisão, de caráter preventivo, não marca ainda o início oficial do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses a qual Bolsonaro foi condenado em setembro pela Primeira Turma do STF, no âmbito do processo sobre a tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Segundo apurações preliminares, a decisão de Moraes atendeu a um pedido da própria Polícia Federal, que fundamentou a solicitação na necessidade de garantia da ordem pública.
O estopim para a medida teria sido a convocação de vigílias e aglomerações por parte de aliados e familiares, como o senador Flávio Bolsonaro, o que as autoridades interpretaram como um risco potencial à segurança e à estabilidade social.
A defesa do ex-presidente manifestou-se brevemente, informando que ainda não teve acesso à íntegra da decisão que motivou a ordem de prisão cautelar e que trabalha para reverter a medida.
Os advogados reiteraram que vinham pleiteando a manutenção da prisão domiciliar por questões humanitárias, alegando o delicado estado de saúde de Bolsonaro, que inclui complicações abdominais decorrentes do atentado de 2018.
A estratégia jurídica da defesa agora se volta para tentar evitar a transferência para o sistema penitenciário comum, caso a execução provisória da pena seja antecipada, mantendo-o sob custódia especial enquanto recorrem da condenação principal.
Este episódio marca um momento histórico e tenso na República, sendo Bolsonaro o quarto ex-presidente a ser preso desde a redemocratização, juntando-se a Lula, Michel Temer e Fernando Collor.
A movimentação em torno da sede da Polícia Federal em Brasília é intensa, com reforço na segurança para evitar tumultos, dado o clima de polarização que ainda persiste.
A expectativa agora recai sobre os desdobramentos jurídicos ao longo do fim de semana e a divulgação oficial dos fundamentos completos da decisão de Alexandre de Moraes, que poderá esclarecer se há novos elementos investigativos ou se a prisão se deveu exclusivamente ao descumprimento de cautelares e risco de mobilização popular.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver













