Exclusivo: Assassino de Pulo e Vitor Rubato é condenado a 35 anos e 10 meses pelo tribunal do Júri em Jequié
O caso que ficou conhecido em Jequié como Caso Rubato teve um dos seus capítulos mais aguardados nesta quarta-feira, 19 de agosto, quando Jilvane Souza Morais, conhecido como “Gazo”, foi condenado a 35 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelas mortes de Vitor Rubato Cardoso e do pai dele, Paulo Roberto José Cardoso, após sessão do Tribunal do Júri realizada na cidade.
O julgamento o qual o jornalista Mateus Oliver teve acesso com exclusividade a decisão, mobilizou familiares das vítimas e pessoas que acompanhavam o processo desde o crime ocorrido em 13 de janeiro de 2025, quando pai e filho foram baleados após um desentendimento relacionado a uma reforma de telhado no bairro Pompílio Sampaio, em Jequié, episódio que terminou inicialmente com a morte de Vitor (Relembre aqui) e posteriormente também resultou na morte de Paulo Roberto (Relembre aqui).
Vitor Rubato Cardoso tinha 34 anos e chegou a ser socorrido após os disparos, mas não resistiu aos ferimentos, enquanto Paulo Roberto José Cardoso, de 54 anos, permaneceu internado por cerca de três semanas no Hospital Geral Prado Valadares antes de morrer em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque.
De acordo com as informações divulgadas na época do crime, pai e filho teriam ido conversar com o acusado sobre questões envolvendo a reforma de um telhado, quando ocorreu um desentendimento e os disparos foram efetuados, após o ataque o autor fugiu do local e passou a ser procurado pelas forças de segurança.
Jilvane Souza Morais foi localizado e preso poucos dias depois em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em uma ação que contou com atuação integrada das forças de segurança, permanecendo posteriormente à disposição da Justiça enquanto o processo avançava até chegar ao julgamento pelo Tribunal do Júri.
Mais de um ano e sete meses depois do ataque que tirou a vida de duas pessoas da mesma família, o Conselho de Sentença analisou o caso nesta quarta-feira e chegou ao veredito que resultou na condenação de Jilvane, com a Justiça estabelecendo a pena total em 35 anos e 10 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
A condenação representa uma resposta judicial para um crime que provocou forte repercussão em Jequié desde janeiro de 2025, principalmente pelas circunstâncias envolvendo a morte de pai e filho e pela sequência dos acontecimentos, já que Vitor morreu no período imediatamente posterior ao ataque enquanto Paulo Roberto permaneceu internado por 21 dias antes de também falecer.
O julgamento havia sido marcado para esta quarta-feira, 19 de agosto, com início previsto para as 9 horas em Jequié, colocando novamente o Caso Rubato no centro das atenções e reunindo a expectativa de familiares que aguardavam a decisão do Tribunal do Júri sobre a responsabilidade criminal do acusado.
Com a leitura da sentença e a definição da pena de 35 anos e 10 meses em regime fechado, o processo entra agora em uma nova etapa dentro do Judiciário, enquanto para familiares e pessoas próximas às vítimas o julgamento marca a resposta do Tribunal do Júri para um episódio que deixou duas mortes e repercutiu profundamente na cidade.
Fonte: jornalista Mateus Oliver












