Jequié vive um período de intensa movimentação no Judiciário com dois grandes mutirões que, somados, envolvem mais de 900 audiências, de um lado o Tribunal de Justiça da Bahia prepara uma força-tarefa criminal com 503 audiências entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro e, do outro, a Justiça Federal divulgou o resultado de um mutirão realizado entre maio e junho que contabilizou 418 audiências de instrução e julgamento.

O mutirão criminal do TJBA começa na próxima segunda-feira, 24, e será realizado no Fórum Bertino Passos, com uma estrutura formada por 17 magistrados atuando em 12 salas de audiência e sessões acontecendo simultaneamente em dois turnos, a iniciativa tem como objetivo acelerar a tramitação dos processos da comarca e ampliar a capacidade de resposta do Judiciário.

Entre os 503 processos incluídos na pauta, 51 envolvem réus presos, nesses casos as audiências serão realizadas de forma virtual a partir de salas equipadas no Conjunto Penal de Jequié, permitindo a participação dos envolvidos sem necessidade de deslocamento dos internos até o fórum.

A força-tarefa também utilizará recursos tecnológicos como o Ecossistema Audiência Inteligente, AudIN, e câmeras 360 graus, ferramentas adotadas pelo Tribunal para facilitar a participação das partes e o registro das sessões.

Jequié será ainda a primeira cidade a receber um mutirão coordenado pelo recém-criado Núcleo de Mutirões de Audiências do TJBA, estrutura instituída pelo Decreto Judiciário nº 1.156/2026 para planejar, organizar e executar ações concentradas voltadas principalmente às unidades com grande volume de processos aguardando instrução.

Enquanto o Tribunal estadual se prepara para iniciar a nova operação, a Justiça Federal de Jequié apresentou nesta semana os resultados de outra força-tarefa realizada pelo Juizado Especial Federal entre 1º de maio e 30 de junho, período em que foram realizadas 418 audiências de instrução e julgamento.

O mutirão federal foi conduzido pelo diretor da Subseção Judiciária de Jequié, juiz federal Filipe Aquino Pessoa de Oliveira, com apoio da Coordenação dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região, e contou ainda com a participação de magistrados das subseções de Juazeiro, Teixeira de Freitas e Araguaína.

Considerando as duas mobilizações, Jequié passa a concentrar um movimento de 921 audiências entre as já realizadas pela Justiça Federal e aquelas programadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia, embora se tratem de ações distintas, realizadas por ramos diferentes do Poder Judiciário e em períodos diferentes.

O volume demonstra uma tentativa de reduzir processos pendentes, acelerar julgamentos e ampliar a prestação jurisdicional na região, colocando Jequié no centro de duas iniciativas de grande porte do Judiciário baiano e federal em 2026.

Fonte: jornalista Mateus Oliver