A Clínica Veterinária Amigo Pet, localizada no município de Ipiaú, no sul da Bahia, tornou-se alvo de uma grave denúncia nas redes sociais após a morte de Jack, um cachorro da raça Pinscher Zero, cuja tutora afirma ter procurado atendimento veterinário e recebido uma negativa mesmo oferecendo a possibilidade de pagar a consulta até as 15h, situação que provocou indignação e levantou questionamentos sobre a conduta atribuída ao estabelecimento.

De acordo com a denúncia divulgada nesta terça-feira (20), a responsável pelo animal buscou assistência veterinária, mas não teria conseguido atendimento devido à impossibilidade de realizar o pagamento naquele momento, circunstância que, caso confirmada, coloca em discussão a postura adotada pela clínica diante de um animal que necessitava de cuidados.

O episódio se torna ainda mais preocupante diante do relato de que a tutora não estaria se recusando a pagar pelo serviço, mas solicitando apenas algumas horas para quitar o valor da consulta, pedido que, segundo sua versão, não foi aceito pelo estabelecimento, mesmo diante da necessidade de assistência ao cachorro.

Na publicação, a responsável por Jack manifestou profunda revolta e acusou a clínica de colocar a questão financeira acima da necessidade de atendimento, questionando a sensibilidade de quem trabalha diretamente com a saúde e o bem-estar dos animais.

Ainda conforme o relato, o médico veterinário identificado como Dr. Silas e Neide Pereira se disponibilizaram a ajudar na tentativa de conseguir assistência, entretanto Jack morreu antes de receber o atendimento pretendido, deixando a família abalada e aumentando a gravidade da denúncia.

Embora estabelecimentos veterinários particulares possam cobrar pelos serviços prestados, a situação relatada levanta questionamentos importantes sobre a responsabilidade ética dos profissionais diante de possíveis emergências, especialmente quando a necessidade de atendimento envolve um animal em sofrimento e uma família que busca alternativas para custear a assistência.

A medicina veterinária não pode ser analisada exclusivamente sob a perspectiva comercial, uma vez que a atividade envolve compromissos profissionais com a saúde, o bem-estar e a proteção dos animais, sendo necessário avaliar se os procedimentos adotados em cada situação respeitam as normas éticas aplicáveis.

Em Ipiaú, a denúncia também coloca em discussão a importância de mecanismos que permitam encaminhar animais em situações de urgência, especialmente quando seus responsáveis enfrentam dificuldades financeiras momentâneas, sem que isso signifique atribuir automaticamente aos estabelecimentos privados a obrigação de realizar qualquer procedimento gratuitamente.

Apesar da gravidade do relato, ainda não existem informações independentes suficientes para confirmar as circunstâncias da suposta negativa, o quadro clínico apresentado por Jack ou eventual relação entre a ausência de atendimento e a morte do animal, pontos que precisam ser esclarecidos antes de qualquer conclusão sobre responsabilidade profissional.

Diante das acusações, é fundamental que a Clínica Veterinária Amigo Pet apresente esclarecimentos sobre o ocorrido, especialmente quanto à solicitação feita pela tutora, à possibilidade de atendimento emergencial, às orientações eventualmente fornecidas e aos motivos que teriam levado à recusa relatada.

A morte do pequeno Jack deixa uma família enlutada e uma denúncia que não deve ser tratada com indiferença, pois o episódio envolve questionamentos sobre atendimento, responsabilidade profissional e respeito à vida animal, questões que merecem apuração cuidadosa e respostas transparentes.

NOTA OFICIAL DA CLÍNICA

A Clínica Veterinária Amigo Pet, em respeito à comunidade de Ipiaú e região, aos seus clientes e a todos que prezam pelo bem-estar animal, vem a público prestar os devidos esclarecimentos sobre as notícias e publicações recentemente veiculadas em redes sociais e portais de notícias:

Inicialmente, a Clínica Veterinária Amigo Pet manifesta seu sincero pesar pelo falecimento do cão Jack e expressa sua solidariedade à tutora e à família pela perda, compreendendo a dor que envolve a partida de um animal de estimação.

Ao contrário do que foi divulgado, que a clínica classificou de forma distorcida, o animal jamais esteve presente nas dependências físicas da clínica.

Em nenhum momento o paciente deu entrada em nosso estabelecimento para triagem, consulta ou procedimento de emergência.

O contato ocorreu de forma exclusivamente remota/telefônica. Por meio de imagens encaminhadas à distância pela tutora, verificou-se que o animal já se encontrava em estado crítico.

Na ocasião, a tutora foi devidamente orientada por telefone quanto à gravidade do quadro e à necessidade de condução imediata do animal para assistência médica presencial.

São inverídicas e desprovidas de amparo fático as narrativas de que o animal teria comparecido à clínica e de que lhe teria sido recusada assistência médico-veterinária.

A veiculação de notícias sensacionalistas, sem prévia apuração com o estabelecimento e com alteração da realidade dos fatos, atenta gravemente contra a verdade e a honra da instituição.

A clínica não realiza permuta de serviços veterinários por objetos materiais sem comprovação de procedência fiscal, seguindo estritamente as normas administrativas e fiscais do estabelecimento.

A Clínica Veterinária Amigo Pet reafirma seu compromisso ético e profissional com a saúde animal e a medicina veterinária e informa que todas as publicações difamatórias, ofensas e calúnias já foram devidamente documentadas e encaminhadas à sua assessoria jurídica para a adoção das providências cíveis e criminais cabíveis contra os responsáveis.

Ipiaú – BA, 20 de outubro de 2026.
Clínica Veterinária Amigo Pet

Fonte: jornalista Mateus Oliver