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:: ‘Saúde’

Estresse Crônico Aumenta em Até 78% o Risco de AVC Isquêmico em Mulheres Jovens, Alerta Estudo

Um estudo de grande relevância publicado em março de 2025 acendeu um alerta significativo para um risco à saúde muitas vezes subestimado em sua gravidade: o estresse crônico, que se manifesta de maneira silenciosa, mas com consequências potencialmente fatais para a saúde vascular.

De acordo com a pesquisa, mulheres jovens que estão constantemente expostas a níveis elevados de estresse contínuo apresentaram uma estatística alarmante, com até 78% mais risco de sofrerem um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, a forma mais comum da doença, que é causada pela obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro.

Este resultado chama atenção das comunidades médica e científica para um problema que transcende a esfera puramente emocional e se manifesta de forma direta e danosa no funcionamento integral do organismo humano.

Em um cenário global caracterizado por rotinas excessivamente aceleradas, acúmulo de responsabilidades e uma pressão social e profissional constante, o estresse prolongado tem se tornado uma condição cada vez mais prevalente na sociedade moderna, afetando de modo particular as mulheres, que frequentemente acumulam múltiplas jornadas que incluem o trabalho formal, os estudos e as pesadas responsabilidades dos cuidados familiares.

A maneira como o estresse afeta o corpo é um processo complexo: quando o organismo é mantido em um estado constante de alerta por longos períodos de tempo, há uma liberação contínua e excessiva de hormônios como o cortisol e a adrenalina na corrente sanguínea.

Estes hormônios, que deveriam atuar como mecanismos de defesa liberados apenas em situações pontuais de perigo ou emergência, passam a provocar desequilíbrios crônicos em diversos sistemas do organismo, com efeitos deletérios que se acumulam ao longo das semanas e dos meses.

Com o tempo, essa sobrecarga hormonal e o estado de hiperatividade do sistema nervoso podem desencadear uma série de alterações fisiológicas perigosas, tais como a elevação da pressão arterial, o aumento persistente da frequência cardíaca, o estímulo a processos inflamatórios sistêmicos e o favorecimento da formação de coágulos sanguíneos, além de provocar o desgaste e o enrijecimento progressivo dos vasos sanguíneos.

O conjunto de todos esses fatores cria um ambiente biológico altamente propício para o desenvolvimento de uma gama de doenças cardiovasculares, das quais o AVC é uma das consequências mais graves.

O estudo em questão deu um destaque particular à vulnerabilidade das mulheres jovens, especialmente aquelas com idade entre 18 e 40 anos, indicando que elas estão mais expostas a este risco devido a uma convergência de fatores que incluem a pressão social, a sobrecarga de tarefas, a instabilidade profissional e os intensos impactos emocionais relacionados ao estilo de vida moderno.

Além do estresse como causa primária, a pesquisa também observou que fatores secundários comuns a este grupo populacional podem potencializar os efeitos nocivos do estresse crônico no organismo, elevando ainda mais o risco de complicações vasculares.

Entre estes fatores estão o uso de anticoncepcionais hormonais, a prática de sedentarismo, hábitos de má alimentação, distúrbios do sono e quadros de ansiedade não tratados.

Diante desse panorama de risco acentuado, os especialistas reforçam o alerta sobre a importância vital de reconhecer os sinais de alerta de um AVC, que exigem atendimento médico de emergência imediato.

Os principais sintomas a serem observados incluem fraqueza ou dormência súbita em apenas um lado do corpo, dificuldade repentina para falar ou compreender comandos verbais, tontura repentina e inexplicável, alteração na visão e o sintoma característico de uma dor de cabeça intensa e súbita.

Os profissionais de saúde são categóricos ao afirmar que, ao perceber qualquer um desses sintomas, é absolutamente essencial procurar socorro médico o mais rápido possível, visto que o tempo é um fator decisivo para salvar a vida e evitar sequelas neurológicas graves ou irreversíveis.

Embora seja reconhecido que o estresse é, em alguma medida, parte intrínseca da vida moderna, é perfeitamente possível reduzir drasticamente seus efeitos prejudiciais por meio da adoção de mudanças simples e consistentes na rotina diária.

As estratégias de prevenção incluem a prática regular de atividades físicas, a manutenção de uma alimentação nutricionalmente equilibrada, a priorização de uma boa qualidade e higiene do sono, a reserva de momentos dedicados ao lazer e ao descanso, e, quando necessário, a busca por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico especializado.

O estudo reforça, portanto, que cuidar da saúde mental não é meramente uma questão de bem-estar emocional, mas sim uma estratégia fundamental e insubstituível para a prevenção de doenças físicas graves, instando a sociedade a enxergar o estresse não como algo normalizado ou inevitável, mas sim como um sério fator de risco que pode comprometer severamente a saúde e a qualidade de vida das novas gerações.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver

Crise na Saúde de Una: Estoque Zero de Remédios Essenciais no Diário Oficial Expõe Descaso com a População

A publicação da “Posição de Estoque de Medicamentos” datada de 17/11/2025 no Diário Oficial do Município de Una desta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, transcende a mera prestação de contas é a comprovação formal de uma crise que atinge a saúde pública e expõe a inoperância administrativa da Prefeitura Municipal de Una.

O documento, emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, revela que a falta de medicamentos vitais é uma realidade crônica em toda a rede de atendimento, contradizendo a mensagem de que a gestão segue “com fé e trabalho”.

A situação mais grave reside no completo desabastecimento de itens cruciais em todas as unidades de saúde listadas, incluindo a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), o CSU e os postos de bairros.

O estoque zero de medicamentos como o Omeprazol 20mg, essencial para o tratamento de úlceras e gastrites, o Paracetamol 200mg/ml Frasco, fundamental na pediatria, a Espironolactona 100mg, vital para pacientes hipertensos e com problemas cardíacos, e a SULFADIAZIDA DE PRATA PT, indispensável em casos de queimaduras, significa que o tratamento de condições básicas e emergenciais está comprometido para a população de Una.

A escassez em unidades específicas de outros remédios como o Captopril 25mg e o Ibuprofeno 600mg , com a CAF também apresentando números baixos ou zero para alguns itens, aponta para um colapso logístico e de planejamento que se arrasta.

A negligência é ainda mais acentuada na área de medicamentos controlados quando o Diário Oficial confirma que não há estoque do Haloperidol Sol. Oral 2mg/ml , um antipsicótico crucial, nem da Amitriptilina 25mg , um antidepressivo, em nenhum dos três principais pontos de distribuição (CAF, CSU e CAPS).

A falta de continuidade no fornecimento desses fármacos de uso contínuo pode levar à desestabilização de pacientes com transtornos psiquiátricos graves, gerando riscos de crises e internações.

O baixo número da Clonazepan 2,5mg/ml Oral no CSU (apenas 6 unidades) , e o estoque zero na CAF e no CAPS, exemplifica um descontrole que ignora as necessidades mais sensíveis da comunidade.

A Secretaria da Saúde do Município de Una , ao publicar o próprio inventário de faltas , reconhece tacitamente a incapacidade de cumprir o Artigo 6º-A da Lei Federal nº 8.080/1990 , que estabelece a assistência terapêutica integral, incluindo o acesso aos medicamentos.

A saúde é um direito inalienável, e o desabastecimento documentado representa uma violação direta desse direito fundamental e a crise do estoque não é um mero problema de almoxarifado, mas sim um indicativo do descaso da gestão municipal com a vida e a dignidade dos cidadãos de Una, exigindo uma investigação e um plano de ação emergencial e transparente para sanar imediatamente essa situação crítica.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver

Acolhimento e Prevenção: Prefeita de Ipiaú Promove Ação Especial para Mulheres em Tratamento Oncológico

A Prefeita de Ipiaú, Larissa Dias (PP), utilizou suas redes sociais neste domingo (19) para destacar uma importante iniciativa de saúde e acolhimento voltada às mulheres que enfrentam o câncer no município.

A ação especial, realizada neste final de semana, focou no apoio emocional e na promoção do bem-estar.

Em uma mensagem emocionada, a prefeita expressou solidariedade e admiração pela força das pacientes, “Hoje quero abraçar, com o coração, cada mulher que enfrenta o diagnóstico e o tratamento oncológico. Vocês nos ensinam, todos os dias, o verdadeiro significado da palavra força.”

O evento, dedicado às mulheres em acompanhamento oncológico, ofereceu um momento de escuta e fortalecimento emocional, contando com uma roda de conversa com psicólogo, atendimento nutricional personalizado, sessões de massagem e auriculoterapia, além de exames de ultrassonografia.

A prefeita Larissa Dias ressaltou que o objetivo da iniciativa foi ir além do tratamento médico; “Mais do que um evento, foi um abraço coletivo”, reafirmando que o cuidado vai muito além do tratamento; “ele está na atenção, na escuta e no carinho presente em cada detalhe.”

A gestora aproveitou o momento para reforçar a importância da prevenção e do cuidado contínuo, deixando um lembrete crucial; “façam o autoexame! Prevenir é um gesto de amor, de cuidado.” A ação reforça o compromisso da administração municipal de Ipiaú com a saúde e o suporte integral à população.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver

Família Denuncia Descaso da Saúde de Ipiaú: Transporte de Criança com Necessidades Especiais para Tratamento é Negado

A família de Maria Cecília Matos Bomfim, uma criança com necessidades especiais que realiza tratamento contínuo em Gandu, denunciou nesta segunda-feira (13) falhas recorrentes e descaso no serviço de transporte fornecido pela Secretaria de Saúde de Ipiaú.

​Sem o veículo adequado, a criança corre o risco de perder seu tratamento, fundamental para seu desenvolvimento.

​Segundo a avó de Maria Cecília, o carro da Secretaria de Saúde não compareceu para levar a criança ao tratamento, e a família não obteve qualquer resposta após tentar contato com os responsáveis pelo serviço.

“A mãe ficou esperando e até agora nada do carro aparecer. Tentei contato com a Secretaria, mas não responderam. A menina precisa fazer o tratamento direitinho, não pode perder nenhum dia”, relatou a avó.

​A situação não é inédita. A família afirma que em momentos anteriores a criança já foi enviada em ônibus comum, sem a segurança e o suporte necessários, e em outras ocasiões o transporte correto atrasou significativamente.

Os familiares expressam grande preocupação com os prejuízos que as falhas no serviço podem causar ao acompanhamento médico de Maria Cecília, que reside no bairro Democracia.

​Especialistas em saúde pública alertam que falhas no transporte de pacientes para tratamento especializado configuram descaso institucional e podem gerar graves consequências, especialmente para crianças com necessidades especiais.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver

Familiares pedem transferência urgente de idosa internada no HGI com quadro grave de necrose

Uma idosa de 67 anos, identificada como Zilda Miranda Mendes, está internada desde o dia 30 de junho no Hospital Geral de Ipiaú (HGI) e aguarda, com urgência, uma regulação para uma unidade de saúde especializada, onde possa ser submetida a uma cirurgia em uma das pernas. Zilda é moradora do bairro Santa Rita e apresenta um grave quadro vascular agravado por complicações da diabetes e hipertensão.

Segundo relato emocionado da filha, Marli Miranda de Souza, ao GIRO, o estado de saúde da mãe tem piorado a cada dia. “Ela é diabética e hipertensa. A metade da perna dela, incluindo o pé, já está com necrose. O cheiro é insuportável. Minha mãe está em uma enfermaria, morrendo aos poucos. Pelo amor de Deus, alguém nos ajude. Ela chegou aqui andando e hoje está apodrecendo, sem nenhum tipo de ação efetiva. A situação é desesperadora”, disse Marli.

A família apela por uma intervenção imediata das autoridades de saúde, pois, segundo eles, a paciente necessita de atendimento em um hospital com estrutura adequada para realizar a cirurgia e conter o avanço da infecção.

Até o momento, não há informações sobre previsão de transferência. O caso chama atenção para a demora nos processos de regulação e a falta de vagas em hospitais de média e alta complexidade, problema recorrente enfrentado por pacientes do interior da Bahia. (Giro Ipiaú)

Após quatro meses, Bahia tem menos de 40% do público-alvo vacinado contra a gripe

Pouco mais de quatro meses após o início da campanha de vacinação contra a gripe no país, apenas 38% do público foi imunizado na Bahia até o último domingo (20). Os números seguem a mesma tendência nas outras esferas: em Salvador, foram 36,92% de vacinados nos grupos prioritários. Os percentuais não estão muito distantes da média nacional – 44,92% -, mas são ainda menores, de acordo com a Rede Nacional de Dados em Saúde.

Originalmente, o público-alvo da campanha de vacinação é formado por idosos, gestantes e crianças, mas, na segunda quinzena de maio, o Ministério da Saúde ampliou a campanha para toda a população. Ainda assim, tanto a baixa adesão nos grupos prioritários quanto pelo público geral tem deixado órgãos de saúde em alerta.

A Bahia recebeu pouco mais de cinco milhões de doses da vacina e todas já foram enviadas aos 417 municípios do estado, que ficam responsáveis pelas respectivas campanhas locais. No entanto, mesmo com a ampliação para todas as pessoas com mais de seis meses de idade, apenas 2,6 milhões de doses foram aplicadas. (Correio 24h)

Trabalhadores do Hospital São José em Ilhéus iniciam paralização após três meses de salários atrasados

Empregados do Hospital São José, em Ilhéus, deram início a uma paralisação de 12h nesta segunda-feira (14). O objetivo da medida é pressionar a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, responsável pelo Hospital, a pagar os três salários atrasados dos funcionários, afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintesi e Sindtae).

A paralisação começou às 7h e seguirá até as 19h. “Os trabalhadores estão passando por sérias dificuldades financeiras, sem vale-transporte e sem pagar seus compromissos básicos”, afirmou o Sindicato em nota.

Ainda conforme a representação dos trabalhadores, nos últimos anos, o Hospital teve sua produção reduzida, enquanto viu crescer o endividamento com funcionários e com fornecedores. “A direção atual precisa fazer ajustes e ter a capacidade de atrair convênios e novos investimentos”, concluiu o Sindicato.

A Santa Casa ainda não se manifestou sobre o protesto dos funcionários.

Uso de vape entre adolescentes aumenta risco de tabagismo em 30 vezes, diz estudo

Mesmo com o avanço das campanhas contra o tabagismo ao longo das últimas décadas, adolescentes que usam cigarros eletrônicos hoje têm a mesma probabilidade de começar a fumar cigarros convencionais que jovens da década de 1970. É o que revela um estudo inédito co-dirigido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Publicada na revista Tobacco Control, a pesquisa analisou dados de três coortes de nascimento no Reino Unido e concluiu que, embora o tabagismo entre adolescentes tenha caído drasticamente nos últimos 50 anos, o surgimento dos cigarros eletrônicos — os populares vapes — pode estar revertendo essa tendência entre os jovens usuários.

Os pesquisadores descobriram que adolescentes que nunca haviam usado cigarros eletrônicos tinham uma chance menor que 1 em 50 de se tornarem fumantes semanais. Já entre aqueles que faziam uso frequente de vapes, a chance de passar a fumar cigarros convencionais subia para quase 1 em 3 — um risco 30 vezes maior.

Nas últimas décadas, o cigarro perdeu seu status de símbolo glamoroso e passou a ser tratado como um dos principais vilões da saúde pública. O tabagismo foi progressivamente estigmatizado, com proibições em espaços públicos, alertas sanitários e restrições à propaganda.

Porém, segundo os pesquisadores, os cigarros eletrônicos vêm ameaçando esse avanço. Vendidos com sabores frutados e embalagens coloridas, eles são muitas vezes vistos por adolescentes como uma alternativa “mais segura” — percepção que os especialistas dizem ser enganosa. (G1)

Brasil vai se declarar livre da gripe aviária nesta quarta-feira

O Brasil vai se declarar oficialmente livre da gripe aviária nesta quarta-feira, 18, após cumprir os 28 dias de vazio sanitário exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A medida segue a ausência de novos casos em granjas comerciais após um foco identificado em Montenegro (RS).

Segundo o Ministério da Agricultura, o próximo passo será notificar formalmente a OMSA e comunicar os países que impuseram restrições à importação de carne de frango brasileira, solicitando a revogação dos embargos.

Desde o foco no Rio Grande do Sul, mais de 40 países adotaram algum tipo de restrição, embora alguns, como México e Rússia, tenham aplicado medidas apenas regionais.

Durante o período, só houve registro da doença em aves silvestres e de subsistência. O governo, que já vinha negociando com parceiros comerciais, busca agora a retirada total ou a regionalização das restrições.

Rinovírus: conheça o vírus responsável por metade dos casos de síndrome respiratória grave na Bahia

Entre 1º de janeiro e 9 de junho deste ano, a Bahia contabilizou 5.007 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A condição, que é a versão agravada de problemas respiratórios – como Covid-19, Influenza e resfriados que evoluem para algo mais sério – matou pelo menos uma pessoa por dia até 3 de maio, quando 123 óbitos já tinham sido registrados. Mais de um mês depois, esse número saltou para 191, segundo dados do boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Por trás dos quadros de SRAG, está o rinovírus, que é o causador de 53,5% das ocorrências da síndrome entre os baianos.

Por definição, o rinovírus é o vírus responsável por causar a maioria dos resfriados comuns. Há mais de 100 tipos diferentes desse agente, o que torna difícil a criação de vacinas eficazes contra eles. Apesar de ser altamente contagioso, os grupos que correm mais risco com o rinovírus são crianças e idosos.

“O vírus pode progredir para casos de síndrome respiratória aguda grave, mas o que mais observamos são casos do tipo vinculados a Influenza. Quando o rinovírus começa a agir, ele dá o quadro de resfriado, que são casos leves. Só que crianças e idosos podem evoluir para um quadro mais delicado”, aponta a infectologista Clarissa Cerqueira.

Número de casos de síndrome respiratória é o maior dos últimos 2 anos

O boletim semanal InfoGripe – divulgado hoje (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro – alerta que este ano o total de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) no país tem sido maior do que o anotado nos últimos dois anos.

Em quatro semanas, o número de casos de SRAG quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, registrando aumento de 91%. Essa alta atípica de ocorrências se concentra principalmente nos estados das regiões centro-sul. A influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) têm causado o maior número de hospitalizações por SRAG em grande parte do país.

Apenas em alguns estados – Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo e no Distrito Federal – o estudo começa a verificar um sinal de interrupção do crescimento ou início de diminuição de casos. No entanto, a incidência de hospitalizações por SRAG nessas regiões continua muito elevada. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 23, entre 1º e 7 de junho.

Em relação aos idosos, observa-se um aumento em Aracaju, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Além disso, Aracaju, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Porto Velho, Rio de Janeiro e São Luís também apresentam tendência de crescimento entre jovens e adultos.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 40% para influenza A; 0,8% para influenza B; 45,5% para vírus sincicial respiratório; 16,6% para rinovírus; e 1,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Entre os óbitos, a presença desses vírus foi de 75,4% para influenza A; 1% para influenza B; 12,5% para VSR; 8,7% para rinovírus; e 4,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Fundação de Hematologia e Hemoterapia faz apelo por doação de sangue a vítimas de desabamento em Jequié

Após o acidente que deixou 11 feridos na manhã desta terça-feira (10/06) na Paróquia São Judas, em Jequié, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba), unidade local, instalada no Hospital Geral Prado Valadares faz apelo aos doadores de sangue por doação voluntária para atender as vítimas do desastre.

Segundo o Hemoba, os feridos necessitam de sangue tipo: O- e O+. Muitos doadores compareceram ao local nesta tarde para fazer a doação.

 

Número de casos suspeitos de gripe aviária caem no Brasil

O número de casos suspeitos de gripe aviária atualmente investigados pelo Ministério da Agricultura caiu para seis, conforme atualização da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves neste domingo, 8. Todos os casos em análise envolvem aves domésticas ou silvestres, sem impacto direto sobre granjas comerciais.

Entre os registros em apuração, três envolvem aves de criação doméstica — galinhas localizadas em Itaituba (PA), Novo Cruzeiro (MG) e Alegre (ES). Os outros três referem-se a aves silvestres: um pombo em Santo Antônio do Monte (MG), um carcará em Florestal (MG) e um albatroz-de-sobrancelha em Angra dos Reis (RJ).

Em Campinápolis (MT), um caso envolvendo uma galinha doméstica foi confirmado como gripe aviária. Como se trata de criação não comercial, a confirmação não afeta as exportações brasileiras de carne de frango.

A investigação de casos suspeitos é parte rotineira do sistema de defesa sanitária agropecuária, uma vez que a notificação da influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é obrigatória e deve ser feita imediatamente aos órgãos oficiais.

Produtores, técnicos, proprietários rurais, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais são obrigados a comunicar qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).

No total, o país já confirmou 172 casos da doença: 167 em animais silvestres (163 aves e 4 leões-marinhos), 4 em criações de subsistência e apenas 1 em granja comercial.

Bahia: 40% dos municípios estão com desabastecimento de vacinas

A terceira edição da pesquisa ‘Falta vacina para proteger as crianças brasileiras’ revelou que 45 municípios baianos sofrem com a falta de imunizantes inclusos no calendário nacional de vacinação. Esse número é equivalente a 40% das cidades da Bahia que aceitaram responder – no total, foram 112 –, voluntariamente, os questionamentos sobre abastecimento vacinal propostos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que realiza o estudo.

A pesquisa coletou dados referentes aos meses de abril e maio deste ano, e mostrou que a Bahia ocupa a 8ª posição no ranking dos estados com maior índice de desabastecimento vacinal. Na última edição do levantamento, divulgada em janeiro, o estado ocupava a mesma posição, embora com maior número de desabastecimentos, que alcançava 110 municípios.

Segundo o estudo, houve uma melhora considerável na distribuição dos imunizantes em todo o país, ainda que insuficiente para a erradicação do problema. Dessa forma, as vacinas mais ausentes na Bahia, segundo as secretarias de saúde, são as que previnem catapora, sarampo, caxumba e rubéola.

Para Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, os fatores que favorecem o desabastecimento de vacinas da Bahia são de conhecimento do Ministério da Saúde, a quem cabe adquirir e distribuir todas as vacinas do calendário de vacinação para os estados. Ele afirma que, desde a primeira edição da pesquisa, o órgão federal reconheceu a existência de problemas no abastecimento por meio de uma nota técnica.

“No documento, o Ministério atribui os entraves principalmente a dificuldades relacionadas à fabricação, à logística e ao aumento da demanda. Como medida de contenção, informou estar buscando alternativas para a aquisição de vacinas, inclusive por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, contou Paulo Ziulkoski.

 o Ministério da Saúde não respondeu quantos e quais municípios enfrentam o cenário de desabastecimento vacinal nem o porquê, mas informou que mantém cronograma de entrega de vacinas a todos os estados, que são os responsáveis pela distribuição nos municípios. Também, disse que o quantitativo de imunizantes é definido juntamente com os gestores municipais.

A pasta acrescentou que o Brasil registra aumento das coberturas vacinais em todo o país. “[Isso é] resultado das ações de incentivo do Ministério da Saúde – como vacinação nas escolas e a volta das grandes mobilizações nacionais, como o Dia D de vacinação contra a gripe – e da garantia de abastecimento”, disse o órgão federal.

Ainda em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o cronograma de solicitação dos estados e municípios quanto à vacina varicela, que é a que mais está em falta na Bahia, tem sido atendido conforme disponibilização do fornecedor. “Neste ano, já foram entregues 2 milhões de doses e 1,7 milhão aplicadas. Estão previstas novas remessas de doses das vacinas de dengue, varicela e as demais que compõem o calendário nacional de vacinação no país”, completou, sem definir prazos.

Marcos Sampaio, presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA), disse desconhecer o cenário de desabastecimento de vacinas no estado. Ele afirma que, ao verificar junto a Superintendência de Vigilância Estadual, que tem a responsabilidade de fazer a distribuição dos imunizantes, não foi verificada nenhuma queixa de falta de vacina por parte dos municípios.

“Pelo contrário, houve municípios, inclusive, que em relação a algumas vacinas, como a Influenza e a Covid-19, nem tem vindo retirar as remessas. […] A notícia que temos é que não existe desabastecimento na Bahia. Pode haver algum tipo de necessidade de vacinas pontuais, mas são vacinas que substituem uma à outra”, pontuou.

Ele, no entanto, admite que a base de dados da Saúde não é clara o bastante. “Dizer que há municípios sem abastecimento na Bahia é muito impreciso e eu atribuo isso ao fato de não termos, de fato, um sistema onde os municípios possam alimentar com informações em tempo real”, ressaltou.

Diante da ausência de um sistema de informações mais transparente, o presidente do CES-BA pediu que secretarias e moradores de cidades que estejam com falta de algum imunizante procurem imediatamente as autoridades, para que seja possível fazer o remanejamento de estratégia vacinal e garantir a proteção de todos.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) foi procurada para informar quantos e quais municípios baianos sofrem com desabastecimento vacinal, quais vacinas estão em falta na Bahia e quais ações estão sendo adotadas para solucionar esse caso. A pasta disse que não seria possível responder a demanda nesta terça-feira (3), data de fechamento desta matéria.

Suspeitas são descartadas e Bahia segue sem casos de Gripe Aviária (H5N1)

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (ADAB) informa que ambos os casos que estavam sob investigação para síndrome respiratória e nervosa em aves, provenientes do Litoral Sul baiano, mais precisamente dos municípios de Ilhéus e Aurelino Leal, apresentaram resultado negativo para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. As amostras, coletadas pela Adab, foram analisadas pelo laboratório LFDA/MAPA, e o resultado divulgado na manhã de quinta-feira (29), classificando-se portanto como uma suspeita descartada.
Mesmo com os casos negativos, a Adab mantém as ações de vigilância. “A prioridade, nesse momento, é o atendimento à Síndrome Respiratória e Nervosa (SRN) em aves, reforçando a informação quanto à importância das medidas de biossegurança na produção avícola e os cuidados em evitar contato direto com aves doentes, mortas e seus dejetos”.
Segundo a médica veterinária e coordenadora de vigilância epidemiológica da Adab, Camile Andrade, são indicativos da doença sinais respiratórios e neurológicos, dificuldade respiratória, tosse, torcicolo, diarreia, uma alta mortalidade ou até mesmo uma queda abrupta na produção de ovos. “Nesses casos, a orientação é que não haja o manejo das aves e seja feito o contato imediato com a Adab”, alerta.
Para notificações, a Adab disponibiliza canais de atendimento como o site adab.ba.gov.br (no ícone de Notificação de Doenças e Pragas, na aba “Informações ao Produtor”), o telefone (71) 3194-2098/2099 ou presencialmente em um dos 383 escritórios espalhados pela Bahia.
Também é indicado que, caso encontre aves silvestres residentes e migratórias com sintomas respiratórios e nervosos, ligue para o disque fauna do INEMA, pelo telefone (71) 99661-3998 e caso algum humano tenha contato com aves com sintomatologia característica, entre em contato com a DIVEP, por meio do e-mail influenza@saude.ba.gov.br.

Junho – Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade

As mulheres são férteis até a menopausa? É verdade que alguns tratamentos oncológicos podem afetar a fertilidade? O uso de anticoncepcional por tempo prolongado prejudica a fertilidade feminina? Para engravidar, um casal deve ter relações diariamente? Fumar prejudica a fertilidade? A mulher é a principal responsável pela infertilidade conjugal? Homens que fizeram vasectomia não podem mais ter filhos? Quem faz tratamentos para engravidar sempre tem gêmeos?  Quando o assunto é fertilidade, essas e muitas outras questões são comuns para uma grande parcela da população brasileira. De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 17,5% da população adulta global tem problemas para ter filhos.

Caracterizada pela ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de um ou mais anos, a infertilidade desperta muitas dúvidas e ainda é encarada como um tabu por boa parte dos homens. “A informação é uma grande aliada das pessoas que querem ter filhos, os hábitos saudáveis contribuem para a saúde reprodutiva e é importante considerar as consultas de rotina com o ginecologista ou urologista e os exames anuais como forma de prevenção também”, esclarece o ginecologista Joaquim Lopes, fundador do Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva, clínica que faz parte do Grupo Huntington, um dos principais Grupos de Reprodução Assistida da América Latina.

O médico destaca que a medicina reprodutiva ajuda não apenas casais que sofrem de infertilidade, mas também as mulheres e homens que desejam ter filhos de maneira independente, assim como os casais homoafetivos. “Com os avanços da sociedade, a reprodução assistida ganhou um papel fundamental para os novos modelos familiares”, afirma Joaquim Lopes.

Além disso, com as técnicas de criopreservação, é possível preservar a fertilidade para quem planeja ter filhos no futuro ou para quem vai se submeter a alguns tipos de tratamento oncológico que podem comprometer a fertilidade.

Aconselhamento reprodutivo

Ainda existe um desconhecimento muito grande sobre saúde reprodutiva. Mulheres que chegam aos 30 anos e sonham em ter filhos, mas precisam adiar a maternidade por motivos diversos, devem realizar um aconselhamento reprodutivo para prevenção de problemas de fertilidade, uma vez que a mesma entra em declínio progressivo com o passar dos anos.  “As mulheres têm conhecimento sobre o relógio biológico como fator importante da fertilidade, mas ainda precisa haver mais conscientização sobre a importância de preservar sua condição reprodutiva”, destaca.

O médico lembra que hoje muitas mulheres costumam buscar ajuda especializada para ter filhos numa idade mais avançada e já com a fertilidade comprometida, sem nunca terem avaliado sua condição reprodutiva antes. “Ao diagnosticar e tratar precocemente um fator de fertilidade, a mulher pode manter sua saúde reprodutiva e evitar problemas que exijam tratamentos mais complexos para ter filhos”, explica.

A recomendação é que uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos se a mulher deseja engravidar deve, de imediato, iniciar a investigação da sua capacidade fértil.

Saúde reprodutiva

Segundo Joaquim Lopes, além das consultas e exames de rotina para mulheres e homens, adotar alguns hábitos fazem a diferença para a saúde reprodutiva. Praticar atividade física regular, controlar o estresse e a ansiedade, dormir bem, ter uma alimentação equilibrada, manter uma vida sexual saudável com uma frequência média de três relações por semana, saber o período fértil da mulher, e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são algumas das medidas que podem aumentar as chances de uma gravidez natural.

“Manter-se no peso adequado, não fumar e praticar sexo seguro também ajudam a condição reprodutiva”, destaca o médico. “A obesidade, o tabagismo e as Infecções Sexualmente Transmissíveis podem comprometer a fertilidade nos dois sexos”, acrescenta.

No passado, a reponsabilidade pela infertilidade era sempre atribuída à mulher, mas, hoje, já está comprovado que a responsabilidade pela gravidez deve ser compartilhada igualmente pelos dois sexos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), estima-se que cerca de 35% dos casos de infertilidade podem ser atribuídos à mulher, outros 35% são de responsabilidade do homem, 20% estão relacionados a ambos e 10% são de causas desconhecidas. Quando um casal não consegue ter filhos naturalmente e vai buscar ajuda especializada, a investigação da infertilidade conjugal deve ser feita sempre pelos dois sexos.

Incubadora de embriões com tecnologia de ponta e integrada à Inteligência Artificial é um marco na reprodução assistida

Um dos desafios dos tratamentos de reprodução assistida é garantir a implantação do embrião no útero da futura mãe para que a gravidez aconteça e se desenvolva de forma saudável, evitando a repetição de ciclos de Fertilização in Vitro, que costumam ter um custo emocional e financeiro para os pacientes que buscam ajuda especializada para ter filhos. Para otimizar esse processo, o Cenafert implantou, de modo pioneiro em Salvador, uma incubadora de última geração que permite monitorar o desenvolvimento do embrião em tempo real e sem manipulação externa. Trata-se do EmbryoScope® Plus, equipamento de alta tecnologia que funciona com um sistema de vídeo time-lapse capaz de gerar imagens a cada 10 minutos, permitindo avaliar com precisão padrões do crescimento embrionário, 24 horas por dia, sete dias por semana.

“Essa tecnologia é um marco na reprodução assistida na Bahia e uma tendência nos principais centros e laboratórios de reprodução assistida do mundo”, destaca a ginecologista Gérsia Viana, especialista em medicina reprodutiva e diretora do Cenafert. “O embrioscópio possibilita a análise de um grande número de informações do desenvolvimento embrionário e, consequentemente, auxilia na escolha do melhor embrião que será transferido ao útero”, acrescenta a especialista.

O equipamento permite selecionar com mais precisão o embrião em melhor condição e, no momento mais adequado, para transferência para o útero da mulher, através de um processo seguro e eficiente. “O sucesso dos tratamentos de Fertilização in Vitro depende da qualidade e da morfologia do embrião assim como sua capacidade de se desenvolver de forma saudável, o que permite um ciclo de Fertilização in Vitro bem sucedido”, explica a embriologista Janaina Mendes Maciel, da equipe do Cenafert.

Outro diferencial é que o novo aparelho também possibilita que os pacientes possam visualizar imagens do embrião durante seu processo de evolução.

No método tradicional, os embriões precisavam ser retirados do seu cultivo na incubadora para avaliação através de um microscópio externo. Com a incubadora dotada do sistema de vídeo time-lapse e integrada à inteligência artificial Maia (desenvolvida pela Grupo Huntington), os embriões não precisam ser manipulados fora do seu ambiente durante todo o período de cultivo laboratorial. “Essa tecnologia permite que o monitoramento do desenvolvimento embrionário e a seleção dos melhores embriões sejam realizados de forma mais assertiva e segura, sem demandar nenhuma manipulação externa “, afirma Janaina Mendes Maciel.

Farmácia Popular: cidadão será avisado sobre remédio de uso contínuo

O Ministério da Saúde (MS) informou que a partir desta semana vai enviar mensagens por WhatsApp, caixa postal ou aplicativo Gov.br para pessoas que utilizam os programas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro envio, segundo a pasta, será para o grupo de pessoas com hipertensão que fizeram apenas três retiradas de medicamentos ao longo dos últimos 12 meses no programa Farmácia Popular.

“O objetivo da ação é alertar os cidadãos da importância de não interromper tratamentos que incluem medicamentos de uso contínuo”, informou, em nota, o ministério.

A previsão é que sejam enviadas, inicialmente, cerca de 270 mil mensagens de um total de 3,5 milhão de pessoas na situação descrita pela pasta, como forma de testar a efetividade da ação.

Segurança e privacidade

Para ter certeza de que uma mensagem recebida no WhatsApp é proveniente do governo federal, é preciso estar atento ao selo de verificação de cor azul, da Meta, exibido ao lado do nome do perfil.

“O selo confirma que a conta foi autenticada pela plataforma. Outras fontes de informação incluem a caixa de entrada do aplicativo Gov.br e um banner informativo no site do Ministério da Saúde”, destacou a nota.

Segundo a pasta, ao ser notificada, a pessoa sempre receberá uma mensagem perguntando se ela deseja ou não continuar recebendo mensagens relacionadas ao Ministério da Saúde.Também fazem parte da programação de disparos do Ministério da Saúde lembretes sobre retirada de medicamentos para diabetes, vacinação e agendamento de consultas médicas com especialistas, informa o comunicado.

Fonte: Agência Brasil

A fruta poderosa que ajuda a ter mais saúde na terceira idade

O consumo frequente de uma fruta pequenina, mas muito popular, pode ser grande aliada na manutenção da saúde na terceira idade. Trata-se da uva, que contém compostos bioativos que contribuem para a redução do colesterol e a preservação da massa muscular.

“As uvas são ricas em resveratrol, um polifenol com potente ação antioxidante e anti-inflamatória, que ajuda a melhorar a saúde cardiovascular e a reduzir os níveis de LDL, o colesterol ruim. Além disso, os antioxidantes presentes na fruta ajudam a combater o estresse oxidativo, que contribui para a perda de massa muscular com o envelhecimento”, explica o nutricionista Lucas Alves Deienno, da Clínica CliNutri.

Pernambuco decreta situação de emergência na saúde pública por alta ocupação de UTIs pediátricas

O Governo de Pernambuco decretou situação de emergência na saúde pública por 90 dias em razão das elevadas taxas de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica.

Os leitos estão cheios, reforça texto de decreto publicado na edição desta quarta-feira (28) do Diário Oficial do Estado, por conta do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) causados por vírus.

O decreto assinado pela governadora Raquel Lyra considera “o avanço da Srag no público infantil, superlotando as emergências de hospitais” e a “expressiva taxa de ocupação de leitos”.

Por isso, diz o governo, serão tomadas medidas urgentes voltadas à prevenção, ao controle e à ampliação da rede de atenção à saúde infantil.

Busca medicamento de prevenção ao HIV cresce 82,1% na Bahia

A busca por Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento utilizado para prevenir a infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus, cresceu 82,1% na Bahia. De acordo com o Relatório de Monitoramento de Profilaxias Pré e Pós-Exposição ao HIV 2023, o número de usuários mais que dobrou no Brasil em 2023 — passando de cerca de 50 mil em 2022 para 107.795 no ano passado.

A estratégia tem ganhado força como uma das principais ferramentas de prevenção combinada adotadas pelo Ministério da Saúde no combate a doença e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O estado da Bahia conta atualmente com 3.642 usuários, contra cerca de 2 mil em 2022. Salvador concentra 1.796 desses usuários, que acessam a medicação em cinco unidades municipais e duas estaduais.

No entanto, a oferta segue desigual, e muitos grupos prioritários continuam com acesso limitado. O perfil dos usuários baianos mostra predominância de homens homossexuais cis (84,5%) e majoritariamente das faixas etárias entre 25 e 39 anos.

A PrEP consiste na utilização diária de medicamentos antirretrovirais por pessoas não infectadas, mas expostas a alto risco de contaminação, como homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, profissionais do sexo e usuários com múltiplos parceiros. Apesar do avanço, o acesso à PrEP ainda enfrenta barreiras regionais e sociais.

A estratégia está disponível gratuitamente no SUS, mas sua distribuição é concentrada em grandes centros urbanos. A ampliação da PrEP é fundamental para reduzir em até 90% as novas infecções, objetivo alinhado à estratégia global de enfrentamento da epidemia.

O relatório do Ministério da Saúde também aponta que 42% dos usuários da PrEP têm entre 30 e 39 anos, 23% têm entre 25 e 29 anos, e apenas 0,2% têm entre 15 e 17 anos – faixa etária incluída na recomendação de uso da PrEP apenas em agosto de 2023.

Essa disparidade etária indica a necessidade de ampliar o alcance da estratégia entre adolescentes e jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social. A inclusão da PrEP para menores de idade marca um avanço, mas ainda exige estratégias específicas de comunicação, educação e acolhimento.

Para especialistas e gestores, o desafio atual vai além da oferta do medicamento: é preciso ampliar o número de unidades dispensadoras, simplificar protocolos, capacitar equipes de saúde e promover campanhas de educação voltadas às populações negras, trans, jovens e periféricas. Como aponta o relatório, o aumento do número de pessoas em uso da profilaxia em relação ao número de novas infecções é um indicativo direto do sucesso das políticas de prevenção.








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