:: ‘Saúde’
PF deflagra operação de desvio e faz buscas na prefeitura de Santa Luzia e na casa do prefeito
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, a segunda fase da Operação Anóxia, que prevê o combate a crimes de fraude à licitação e de desvios de recursos públicos relativos à contratação de empresa especializada na terceirização de mão de obra para atender às demandas da prefeitura municipal de Santa Luzia.
Conforme apurações da imprensa, além da prefeitura de Santa Luzia, o gestor do município, Fernando Brito (Avante), um advogado e uma empresa de Salvador também são alvos da PF.
As investigações da Operação tiveram início em 2020 quando a empresa investigada operava o contrato de terceirização de mão de obra de profissionais da saúde no município de Ilhéus. Na ocasião, foram identificados indícios de direcionamento da dispensa de licitação em favor da empresa, superfaturamento dos serviços contratados e desvio de recursos públicos em contrato com verbas federais destinadas ao enfrentamento da COVID-19 do município de Ilhéus/BA.
Com a deflagração da operação em 2020 e a apreensão de elementos de prova, descobriu-se que a empresa investigada operava o mesmo esquema de desvio em outros municípios do interior da Bahia, como ocorreu no município de Santa Luzia.
No contrato com o município de Santa Luzia, que se iniciou em 2021, a empresa investigada recebeu mais de R$ 7 milhões do Fundo Municipal de Saúde, tendo sido apurado, preliminarmente, um superfaturamento de mais de 34% dos valores recebidos.
Foram constatados também indícios de outros crimes, como o não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária, pelo não repasse ao INSS das contribuições descontadas dos contratados.
Na data de hoje, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos municípios baianos de Alcobaça, Itororó, Vitória da Conquista, Salvador e Santa Luzia.
Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo da licitação, fraude em licitação, apropriação indébita previdenciária, estelionato, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva.
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Planserv vira alvo de pedido de CPI na Assembleia
Ferrenho opositor ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT), o deputado federal Capitão Alden (PL) apresentou um requerimento à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sugerindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar questões envolvendo o Planserv, plano de saúde dos servidores públicos estaduais. A iniciativa, segundo ele, busca esclarecer denúncias relacionadas à dificuldade no acesso a consultas, tratamentos e à descredenciação de hospitais da rede.
Alden mencionou, em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, problemas relatados pelos usuários do sistema. “O Planserv, lamentavelmente, é um plano que não serve. Os usuários denunciaram problemas para marcar consultas e falta de estrutura. São mais de 500 mil funcionários públicos que dependem diretamente do Planserv. São policiais e seus familiares que precisam de tratamento contra o câncer, nutricionista e cardiologia, por exemplo, que não conseguem agendar e, quando conseguem, só agendam atendimento para dois meses”, declarou.
Em sua fala, o deputado também chamou a atenção para a situação dos policiais e a descredenciação de hospitais. “Diversos policiais que precisam de atendimento psicológico não conseguem marcar uma consulta. Hoje, o policial na Bahia vive um clima de estresse jamais visto, afinal, no estado, são 100 mil assassinatos nos últimos 20 anos. A Bahia é o terceiro estado com maior número de policiais vítimas de problemas psicológicos. A Bahia é o terceiro estado com maior número de suicídios”, pontuou.
“Temos diversos hospitais descredenciados da rede do Planserv, como o Hospital da Bahia, o Hospital Português, Hospital Santa Isabel, Hospital Agenor Paiva, Hospital Aeroporto, Hospital São Rafael, Hospital de Brotas, entre outros. Ou seja, os maiores hospitais não estão mais atendendo o Planserv”, listou Alden.
“Diante disso, entrei com um requerimento junto à Assembleia Legislativa da Bahia sugerindo ao presidente da Casa, Adolfo Menezes, para que os deputados estaduais abram uma CPI para apurar para onde estão indo os recursos que estão sendo destinados para o Planserv. Inclusive, já houve notícias de que o então governador Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, teria direcionado recursos que deveriam ter sido para o Planserv para outras situações para tapar o buraco da dívida pública no estado da Bahia”, emendou o deputado baiano.
“A CPI servirá para apurar a efetividade dos contratos com as instituições de saúde, assim como outras questões. Esse é o pedido de mais de 500 mil funcionários públicos do estado, incluindo policiais militares, civis e penais”, completou Capitão Alden, especialista em segurança pública.
Limite – Recentemente, vale lembrar, o governador Jerônimo Rodrigues demonstrou impaciência ao ser questionado sobre o Planserv. Sem explicar as razões de sua insatisfação com o sistema, ele sugeriu que mudanças estão por vir. Em entrevista ao PodZé, no início do mês, o petista afirmou que está “chegando no limite” com o plano.
Bahia tem a segunda pior cobertura vacinal para coqueluche do Nordeste
Após cinco anos sem registros de óbitos por coqueluche na Bahia, uma bebê de 9 meses morreu vítima da doença em Teixeira de Freitas, na região sul. A vacinação é a principal forma de combater a coqueluche, que é mais grave para crianças. Porém, a cobertura vacinal dos menores de 1 ano está longe do ideal na Bahia. Enquanto a meta do Ministério da Saúde (MS) é de vacinar 95% desta faixa etária, a média do estado é de 85,57% – a segunda menor da região Nordeste.
O estado só tem taxa de vacinação inferior a de Pernambuco, que tem cobertura de 84,92% entre os menores de 1 ano, segundo o Ministério da Saúde. Piauí tem o maior índice de vacinação, com 96,20% do público-alvo imunizado contra a coqueluche. É o único estado que supera a meta do governo federal. No ranking brasileiro, a Bahia aparece em 21° lugar.
O calendário vacinal atualizado evita mortes pela doença. Além das crianças, que devem tomar a primeira dose do imunizante aos 2 meses, gestantes devem se vacinar contra a coqueluche. Os anticorpos das mães são transmitidos para os bebês. O risco de maior gravidade da doença acontece em crianças menores de 1 ano e, especialmente, entre as menores de 6 meses.
Bahia registra primeira morte por coqueluche em cinco anos
A Bahia registrou o primeiro óbito por coqueluche no estado em cinco anos. A vítima foi uma bebê de nove meses da cidade de Teixeira de Freitas, localizada na região sul. De acordo com informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a menina morreu no último dia 12.
Ainda segundo a pasta, a criança não tinha registro de ter sido vacinada contra a doença. O último óbito por coqueluche registrado no estado aconteceu em 2019.
Até o momento, 18 casos da doença foram confirmados na Bahia. Desse total, 78% foram em pessoas do sexo feminino. Quanto à faixa etária, 46% dos registros foram de pacientes com idades menores que um ano.
Ao todo, a Sesab contabilizou 81 notificações da doença este ano e o critério de confirmação laboratorial foi utilizado em 83% dos casos. O número de notificações este ano, até o momento, já é 19% maior do que o registro de todo o ano de 2023. O número de casos confirmados, por sua vez, é nove vezes maior este ano do que em todo o ano passado, quando apenas dois casos foram confirmados.
A coqueluche é uma doença infecciosa respiratória causada por uma bactéria e tem como principal característica a ocorrência de crises de tosse seca e intensa. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de uma pessoa suscetível (não vacinada) com outra que está portando a doença, por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou fala. Os sintomas da coqueluche, inicialmente, são semelhantes aos de um resfriado comum.
Após medida da Anvisa, médicos veterinários podem prescrever medicamentos com derivados da maconha para animais
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (30), a medida que permite a regularização de produtos à base de Cannabis, responsável pelos efeitos psicoativos da maconha, e a prescrição desses produtos por médicos veterinários para animais.
De acordo com a Anvisa, a determinação vai possibilitar que veterinários habilitados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) possam transcrever medicamentos à base de Cannabis registrados pela Anvisa, ou seja, registrados como medicamentos.
A agência explicou ainda que vai acrescentar novos adendos que controlem substâncias e medicamentos especiais. “Todos os controles rígidos continuarão em vigor, garantindo o uso seguro e terapêutico desses produtos”, explicou o órgão.
Segundo a medida, os veterinários só poderão prescrever esses produtos em receitas especiais a serem retidas nas farmácias, forma semelhante de medicamentos e produtos controlados. A mudança será oficializada no Diário Oficial da União, nos próximos dias. (Bahia Notícias)
Câmara celebra Dia de Prevenção ao AVC criado por lei de autoria de Solla
A Câmara dos Deputados celebra nesta terça-feira (29) o Dia Nacional de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), instituído em junho passado a partir da aprovação da Lei 14.885/24, com base em projeto de autoria do deputado federal Jorge Solla (PT-BA).
Para marcar a data, a ser celebrada anualmente em 29 de outubro, será realizada uma cerimônia no Salão Nobre da Câmara, das 18h às 19h. Em seguida, o Congresso Nacional será iluminado com projeções que alertam sobre a necessidade de prevenir a doença.
“A data busca estimular, com amparo na legislação, a pesquisa para prevenção, tratamento da doença, promover ações educativas e debates, principalmente sobre a identificação de fatores de risco, diagnósticos precoces e reabilitação de pacientes”, explica Solla.
O parlamentar salienta que o AVC age como uma doença silenciosa que precisa ser prevenida no âmbito da atenção primária em saúde. “Nesse sentido, os municípios são fundamentais, pois são quem ofertam o atendimento na ponta com os agentes e as unidades básicas”, frisa.
Somente em 2023, mais de 110 mil pessoas foram vítimas dessa doença silenciosa no Brasil, uma média de 12 por dia, segundo o Ministério da Saúde. A enfermidade acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações no mundo.
Entenda
O AVC ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, o que provoca a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. “Era uma doença associada a idosos, mas a incidência em jovens abaixo dos 45 anos preocupa”, diz Solla.
Há dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro é o mais comum e representa 85% de todos os casos, quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo.
Já o AVC hemorrágico ocorre após o rompimento de um vaso cerebral, o que leva a um sangramento. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Entre os principais fatores de risco estão doenças como hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, obesidade e tabagismo.
Mulheres de baixa renda terão exames gratuitos de câncer de mama
Como parte do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) lançou nesta segunda-feira (21) a campanha Radiologia Solidária. A proposta é ofertar exames gratuitos para mulheres de baixa renda em todo o país.
De acordo com o CBR, a previsão é que mais de 50 clínicas de imagem e instituições de saúde ofereçam esse tipo de atendimento até dezembro. Cada clínica aderiu a uma das três modalidades disponíveis na campanha: ouro, prata e bronze, conforme o tipo e o volume de exames a serem disponibilizados:
– 21 na categoria ouro, onde serão disponibilizadas mais de 50 mamografias e/ou tomossínteses (equipamento semelhante ao mamógrafo) e mais de 20 ultrassonografias e/ou biópsias de mama);
– sete na categoria prata, onde serão disponibilizadas de 20 a 50 mamografias e/ou de 10 a 20 ultrassonografias;
– 22 na categoria bronze, onde serão disponibilizadas até 20 mamografias e/ou tomossínteses e 10 ultrassonografias.
A maior parte das clínicas fica na Região Sudeste (28 instituições participantes), seguida pelo Sul, com sete clínicas participantes; pelas regiões Centro-Oeste e Nordeste, ambas com seis clínicas participantes; e pelo Norte, com três instituições participantes. Minas Gerais e São Paulo se destacam entre os estados, com 14 e nove clínicas, respectivamente.
A coordenação da realização dos exames, de acordo com o CBR, ficará a cargo de instituições não governamentais (ONGs), fundações sem fins lucrativos e instituições de saúde pública, que devem direcionar os atendimentos para mulheres de baixa renda e dentro da faixa etária recomendada para o rastreamento (a partir dos 40 anos).
Assistência a gestantes evita transmissão de sífilis em bebês no Bahia
O Ministério da Saúde divulgou dados do Boletim Epidemiológico de 2024 da sífilis, durante a abertura do ‘Seminário Integrado da Sífilis – Unindo Forças para a Eliminação’, na última segunda-feira (14), em Brasília. De acordo com as informações, em 2023 houve uma redução de 1.511 casos da doença em bebês menores de um ano em todo o país, se comparado ao ano anterior. Esse número significa que 71% dos casos de sífilis congênita foram evitados devido ao diagnóstico precoce em gestantes. No estado da Bahia, a contagem de casos da doença em crianças com menos de um ano passou de 1.258 em 2022 para 1.244 em 2023.
As estatísticas apresentadas foram baseadas nas notificações até o dia 30 de junho deste ano. A evolução positiva no cenário nacional rumo à eliminação da sífilis congênita até 2030 reflete os esforços intensificados para aprimorar o manejo da infecção em gestantes e suas parcerias sexuais. Quando diagnosticada durante o pré-natal e tratada de maneira adequada, a chance de transmissão da sífilis para o bebê é reduzida a níveis compatíveis com eliminação.
“Vamos eliminar a sífilis e outras infecções como problema de saúde pública até 2030. Esse é o nosso compromisso”, destacou o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), Draurio Barreira, no início do evento.
Segundo Pâmela Gaspar, coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), o Brasil possui todas as ferramentas necessárias para diminuir os casos de sífilis. “O desenvolvimento de ações tripartite e integradas com todos os atores envolvidos na prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis, considerando também os determinantes sociais, é fundamental para avançarmos em conjunto. Cada um de nós pode fazer a diferença”, declarou a coordenadora.
Estiveram também na abertura do seminário representantes da Opas, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas.
Bahia registra mortes por hepatites em 2024
A hepatite continua a ser uma preocupação para os baianos. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em 2023, foram contabilizados 70 óbitos relacionados a hepatites em geral. No caso da hepatite B, 16 homens e 6 mulheres faleceram, enquanto a hepatite C resultou em 29 mortes masculinas e 19 femininas, sem registros de óbitos por hepatite A.
Em 2024, até agora, foram reportados 41 óbitos relacionados a hepatites. Entre eles, duas mortes de homens por hepatite A. Para a hepatite B, foram registrados 5 óbitos masculinos e 8 femininos. Na hepatite C, 14 homens e 12 mulheres perderam a vida, totalizando 26 mortes pela doença até o momento.
A Sesab observa que os dois óbitos registrados por hepatite em 2024 ainda podem ser atualizados, pois o banco de dados pode passar por correções ao longo do ano. Portanto, não é possível realizar uma comparação precisa entre 2023 e 2024, dado que os dados de 2024 são preliminares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as hepatites virais resultam em cerca de 3,5 mil mortes diariamente ao redor do mundo. Essa condição é a segunda principal causa de morte infecciosa globalmente, ficando atrás apenas da tuberculose. Dentre as hepatites, a hepatite C é a mais letal, sendo responsável por 76,1% dos óbitos, seguida pela hepatite B com 21,5% e, por último, a hepatite A, que representa 1,5%.
Luciano Kalabric, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que as hepatites são inflamações do fígado e podem ter diversas causas, como o consumo de álcool, medicamentos e agentes infecciosos, incluindo os vírus das hepatites A, B, C, D e E.
O especialista destacou que, apesar de todos esses vírus causarem uma doença clinicamente semelhante, eles pertencem a classificações biológicas diferentes e requerem exames laboratoriais para identificação.
Kalabric ressaltou que a maioria das pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas uma parcela menor pode passar por uma fase aguda com febre, fadiga, icterícia (pele amarelada), urina escura e fezes claras. Raramente, essa fase aguda pode evoluir para uma hepatite fulminante, que pode levar ao óbito por insuficiência hepática.
Ele alertou que as hepatites B, D e C podem se tornar crônicas, levando décadas até que o fígado seja comprometido, resultando em doenças graves ou terminais. A hepatite crônica geralmente ocorre em pacientes imunocomprometidos.
O diagnóstico é simples e é realizado por meio de exames de sangue. Os vírus B e C podem ser tratados com antivirais, que ajudam a impedir a infecção, retardar a progressão da doença e, em alguns casos, levar à cura completa.
Kalabric mencionou que existem vacinas para hepatite A e B, disponíveis no calendário do SUS. A vacinação é recomendada para crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos que ainda não foram vacinados contra esses tipos de hepatite.
Victor Castro Lima, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFBA, esclareceu que as hepatites virais que causam problemas a longo prazo são principalmente a hepatite B e a C, que frequentemente levam a hepatites crônicas.
Ele apontou que o maior problema da hepatite crônica é a progressão para uma doença hepática avançada, conhecida como cirrose. Muitas pessoas acreditam que a cirrose está relacionada apenas ao consumo de álcool, mas outras causas, como hepatites virais, também podem resultar nessa condição.
Castro também alertou que outra complicação a longo prazo associada a hepatites virais crônicas é o câncer, em especial o carcinoma hepatocelular, que pode ocorrer como uma complicação da cirrose ou, em casos de infecção pelo vírus da hepatite B, mesmo na ausência de cirrose.
O especialista ressaltou que é fundamental que pessoas portadoras de vírus da hepatite mantenham um estilo de vida saudável, incluindo exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e um bom sono. Isso é essencial, pois algumas medicações e substâncias hepatóxicas podem prejudicar ainda mais o fígado.
Ele enfatizou que pessoas com danos pré-existentes ao fígado devem ser especialmente cautelosas com o uso de medicamentos, utilizando-os sempre sob orientação médica, já que alguns podem agravar a condição hepática. Certos chás e substâncias também podem ser prejudiciais ao fígado.
“Além disso, atualmente há uma tendência no uso de anabolizantes e suplementos, muitos dos quais são utilizados sem indicação e sem respaldo científico, podendo também causar danos ao fígado”, afirmou.
Em relação aos grupos de risco, Castro explicou que estão diretamente ligados às formas de transmissão do vírus. Indivíduos que receberam transfusões sanguíneas antes da década de 90, quando os testes diagnósticos eram menos precisos, estão em maior risco de contrair hepatites, especialmente B e C.
Ele acrescentou que pessoas com exposições sexuais de risco ou que já tiveram outras infecções sexualmente transmissíveis também estão em situação vulnerável. Além disso, usuários de drogas intravenosas que compartilham seringas têm um risco aumentado.
Sobre os avanços no tratamento da hepatite, o infectologista destacou os antivirais de ação direta, que são eficazes em curar mais de 95% dos casos de hepatite C. Esses tratamentos estão disponíveis no SUS há cerca de 10 anos. “É importante ressaltar que temos vacinas altamente eficazes para hepatite B e A, mas não há vacina para hepatite C”, concluiu.
STF autoriza funcionamento de lixões até fim do prazo de licenciamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (24) autorizar que aterros sanitários instalados em áreas de preservação permanente (APPs) podem continuar em funcionamento até o fim do prazo previsto nos contratos de licenciamento.
A decisão da Corte foi tomada durante a análise de recursos apresentados para esclarecer o julgamento da questão, que foi realizado em 2018. Na ocasião, o Supremo entendeu que os aterros não podem funcionar em locais de preservação ambiental ao declarar constitucional um trecho do Código Florestal.
Um dos recursos foi protocolado pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão informou que cerca de 80% dos lixões do país estão próximos a áreas de preservação. Dessa forma, a decisão dos ministros poderia levar ao fechamento imediato dos aterros.
Ao analisar o caso, a maioria dos ministros entendeu que os lixões podem continuar em funcionamento pelos prazos definidos em contratos com os governos locais, em licenciamentos e previstos em lei.
De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), existem cerca de 3 mil lixões no Brasil. Segundo a entidade, o serviço de limpeza urbana alcança 93% da população, mas os resíduos são depositados em aterros inadequados.
Una e mais 135 prefeitos eleitos na Bahia citaram USFs e UBSs em seus planos de governo
Sendo a saúde primária uma designação dos municípios mediante a distribuição do Sistema Único de Saúde, nas eleições, a pauta se torna ainda mais relevante considerando o impacto do serviço nos cidadãos. Em 2024, um total de 136 prefeitos eleitos na Bahia incluindo o prefeito eleito em Una citaram propostas envolvendo a criação, manutenção e/ ou ampliação dos sistemas de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e/ou Unidades de Saúde da Família (USFs) em seus planos de governo.
Nas cidades, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel essencial na qualidade de vida e “preservação física” dos munícipes. Segundo o Ministério da Saúde, a rede de Atenção Básica é “a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Conforme a Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (Casaps), “a APS deve garantir o acesso universal e em tempo oportuno às pessoas, ofertando o mais amplo e possível escopo de ações”.
ambas as unidades de saúde, UBSs e USFs, oferecem atendimento de caráter individual, coletivo e familiar para todos os ciclos de vida. No geral, as equipes são multiprofissionais com, no mínimo: médico; enfermeiro; auxiliar ou técnico de enfermagem; e agentes comunitários de saúde.
A diferença entre ambas está na abrangência do público e atendimentos, já que a USF possui território demarcado e uma população com quantitativo distinto, além da formação das equipes de saúde, compostas por médicos generalistas, diferente da UBS, que oferece serviços especializados como ginecologia e pediatria.
No entanto, sete municípios citaram propostas para ambas as políticas de Atenção Primária à Saúde, sendo eles, Amélia Rodrigues, Barra do Choça, Miguel Calmon, Mucuri, Nova Redenção, Santo Antônio de Jesus e Una.
Ressaltando que em Una o prefeito Rogério (PP), dedicou seis tópicos de seu plano de governo para o reforço da atenção básica, propondo inclusive a reforma e a instrumentalização das UBSs do município, além da construção de uma nova USF no distrito de Colônia.
Bahia Notícias
MP que isenta medicamentos importados perde a validade nesta sexta
A Medida Provisória (MP) que isenta medicamentos importados de impostos perde a validade nesta sexta-feira, 25. A medida afetava medicamentos que não são produzidos no Brasil e eram importados por pessoas físicas para uso próprio ou individual.
O fim do período de vigência da MP significa que fármacos, por exemplo, incluídos o tratamento de doenças raras, passarão a ser taxados com uma alíquota de 60% sobre o imposto de importação.
A MP foi publicada pelo governo em junho, depois de o programa “Programa Mobilidade Verde e Inovação – Mover” ter sido sancionado pelo presidente Lula com a emenda que previa a taxação das “comprinhas” internacionais.
A norma foi enviada pelo governo ao Congresso após apelos de diversas associações de pacientes e profissionais da saúde.
Idade não é mais fator de risco para infarto, alerta cardiologista
“Qualquer pessoa na idade adulta, adultos jovens e infelizmente até crianças podem se enquadrar em risco cardiovascular aumentado”. O alerta do cardiologista Agnaldo Biscopo mostra a realidade de um número preocupante: 99,7% dos pacientes com doenças cardiovasculares não conseguem controlar fatores de risco, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
“Jovens com fatores de risco bem evidentes têm aumentando a incidência de doença cardiovascular no nosso meio”, ressalta o médico.
Em entrevista ao podcast Bem-Estar, Bispo afirma que a idade não é mais um fator que divide quem tem risco de desenvolver problemas cardiovasculares, e explica o motivo.
“É impressionante que as pessoas ainda saibam que por exemplo a diabetes, a pressão alta, que a hipertensão arterial, o colesterol, a inatividade física, ou seja, sedentarismo… São fatores que diretamente aumentam o risco cardiovascular.”
Segundo Biscopo, podem ser considerado fatores de risco para doenças do coração: tabagismo; diabetes; pressão alta; colesterol de origem familiar elevado; sedentarismo; e obesidade.
De acordo com o cardiologista, os números alarmantes apontam uma conexão entre o aumento da obesidade e das doenças cardíacas . A gordura abdominal está ligada a processos inflamatórios que elevam a pressão arterial e aumentam a resistência à insulina, favorecendo também o desenvolvimento de diabetes. *Com informações do g1
Saúde: Deputado Euclides Fernandes pede aparelho de radioterapia para o Hospital Geral Prado Valadares – HGPV
O deputado Euclides Fernandes (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa, indicação endereçada ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Roberta Santana, solicitando a implementação de um aparelhamento de radioterapia para o Hospital Geral Prado Valadares – HGPV, no município de Jequié. Euclides fundamentou a proposição com uma série de considerações que evidenciam ”a relevância dessa intervenção para a saúde pública dos territórios do Médio Rio de Contas e do Vale do Jiquiriçá”.
No documento, protocolado na Assembleia Legislativa, o legislador pontuou que o tratamento do câncer é uma das prioridades na saúde pública, sendo uma das principais causas de mortalidade em nossa sociedade. ”Infelizmente, muitos pacientes, em Jequié e regiões circunvizinhas, enfrentam dificuldades significativas para acessar tratamentos adequados, especialmente aqueles que necessitam de radioterapia”, salientou o deputado, lamentando ainda que, muitas vezes, ”os pacientes são obrigados a viajar longas distâncias, acarretando despesas financeiras e também um desgaste emocional e físico, inclusive para as pessoas das famílias”.
Fernandes destacou que a implementação de um serviço de radioterapia no HGPV não só garantiria que esses pacientes tivessem acesso a um tratamento essencial mais próximo de suas residências, mas também promoveria uma melhora significativa na qualidade de vida dessas pessoas. Ele está convencido de que ”a proximidade do tratamento pode ser um fator crucial na adesão e na eficácia terapêutica, uma vez que reduz o desgaste associado ao deslocamento e ao afastamento da família durante um período tão delicado”.
O parlamentar argumentou também que a instalação desse equipamento poderá fomentar o desenvolvimento econômico local, gerando empregos e oportunidades de capacitação para profissionais de saúde, possibilitando, por outro lado, ”a integração de serviços de saúde, promovendo uma abordagem mais abrangente e contínua no cuidado aos pacientes oncológicos da nossa região”. Por fim, o deputado Euclides Fernandes solicitou a atenção e o empenho dos gestores públicos para ‘viabilizar esta importante iniciativa, que vai trazer um impacto positivo para a saúde de nossa população e reforçará o compromisso deste governo com o bem-estar dos baianos e baianas”.
Após exame de imagem, médico diz que o presidente Lula está estável e libera presidente para trabalhar
Após a realização de novo exame na cabeça, nesta terça-feira (28), o boletim médico do Presidente Lula aponta que ”o exame de imagem está estável em comparação ao anterior”, e o gestor foi liberado para trabalhar. O quadro estável vem após a queda sofrida pelo presidente no banheiro da residência presidencial, no último sábado (21).
Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o presidente estava cortando as unhas do pé quando caiu de um banco. O acidente aconteceu quando ele foi trocar de pé e se desequilibrou. Na ocasião, o presidente bateu a nuca durante a queda e, posteriormente, ficou impossibilitado de viajar à Rússia para uma reunião do Brics.
O exame realizado por Lula nesta terça foi uma ressonância magnética no Hospital Sírio-Libanês. Segundo o informe, um novo exame deverá ser realizado nas próximas 72 horas.
”Encontra-se apto a exercer sua rotina de trabalho” e permanece sob acompanhamento de equipe médica, diz a nota. Com relação às viagens, o boletim não explicita a aptidão do gestor para se locomover a longas distâncias. Lula deve participar de uma reunião do Brics por videoconferência na quarta-feira (23).
Bahia registra 919 mortes por câncer de mama até julho de 2024
O Outubro Rosa é um mês dedicado à campanha de conscientização sobre o câncer de mama, destacando, especialmente, a necessidade do tratamento adequado e do diagnóstico precoce da doença que já causou a morte de 919 pessoas na Bahia, sendo 907 de mulheres e 12 de homens, de acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), referentes a 25 de setembro de 2024. Já os casos de internação, até julho deste ano, chegaram a 2.705 ocorrências (2.679 de mulheres e 26 de homens). Em 2023, foram registradas 4.071 de hospitalizações (4.005 de mulheres e 66 de homens), com 1.223 óbitos (1.209 de mulheres e 14 de homens).
Para auxiliar na investigação, a mamografia é o principal exame usado para o rastreio desta enfermidade que impacta a saúde, principalmente das mulheres. Dados da pesquisa “Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil”, feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, para o triênio 2023/2025, estimam que o número de câncer de mama diagnosticado, a cada 100 mil habitantes, deve chegar a 4,2 mil na Bahia, anualmente.
“O diagnóstico precoce de câncer de mama é crucial, porque aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido e sobrevivência. Quando é detectado em estágios iniciais, as opções de tratamento são mais eficazes e menos invasivas, e a taxa de cura é mais alta. Além disso, ele pode ajudar a evitar a disseminação do câncer para outras partes do corpo (metástase)”, destaca a médica radiologista e gestora do serviço de imagem do Sabin Diagnóstico e Saúde, Carolina Neves.
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) pontua que o conhecimento prematuro da doença aumenta as chances de cura em até 95%.
Acidentes causados por escorpiões e aranhas são maiores causas de envenenamento
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, foram registrados 341.806 acidentes com animais peçonhentos no Brasil, 12% dos casos, ocasionados por aranhas, o que corresponde à segunda maior causa de envenenamento no Brasil. Na Bahia, entre janeiro e junho de 2024, foram notificados 605 acidentes com este tipo de animal, com frequência inferior à de escorpiões, serpentes e abelhas.
De acordo com a bióloga do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia – CIATox-BA, Juliana Almeida Silva, é recomendado que o indivíduo acidentado lave bem o local da picada, com bastante água e sabão; que a pessoa seja colocada em repouso; que caso o acidente com o animal peçonhento tenha ocorrido nos membros inferiores, lavar os membros; tentar manter o indivíduo calmo e levá-lo imediatamente para a unidade de saúde mais próxima. “Caso seja possível fazer a captura deste animal, ótimo, pode levar junto, em segurança, para fazer a identificação. Caso consiga tirar uma fotografia, uma foto nítida, também é válido e até mais recomendado para evitar um possível segundo acidente”, explica.
A especialista alerta que não é recomendado fazer torniquete, ou seja, amarrar o local próximo à picada, ou passar substâncias como manteiga, alho e folhas. O CIATox-BA dispõe de plantão toxicológico 24 horas, com médicos e enfermeiros que prestam auxílio às unidades de saúde no diagnóstico e tratamento desses pacientes.
“Em relação à frequência de acidentes por animais peçonhentos, nós temos dados de 2023 que os escorpiões ocupam o primeiro lugar em acidentes por animais peçonhentos, 73%, seguido dos acidentes provocados por serpentes, com 10,8% dos casos, 7,1% dos casos de acidentes por animais peçonhentos são provocados por abelhas, seguido de 3,3% provocados por aranha”, aponta a bióloga.
Segundo ela, houve um aumento no número de acidentes por abelhas, ultrapassando, inclusive, o número de acidentes por aranha, e esse dado chama a atenção pela possível associação com novos hábitos urbanos. “Muitas construções civis de formas demasiadas, onde esses animais fazem a migração para qualquer ambiente, principalmente, para o ambiente urbano e periurbano, provocando um aumento no número desses casos”, explica.
O Ministério da Saúde detalha que acidentes por aranhas, ou araneísmo, é o quadro clínico de envenenamento decorrente da inoculação da peçonha de aranhas, através de um par de ferrões localizados na parte anterior do animal. “Aranhas já são o segundo maior causador de envenenamentos por animais peçonhentos no Brasil, ficando atrás apenas dos escorpiões. Embora apenas 3 grupos de aranhas causem acidentes graves no país, elas fazem parte do nosso convívio, seja dentro de casa, nos quintais e parques”, alerta o coordenador-geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial do Ministério da Saúde, Francisco Edilson Ferreira.
Sobre os sintomas, cada grupo de animais vai apresentar seus sintomas específicos, inclusive, entre os gêneros. No caso dos escorpiões, a bióloga cita as duas principais espécies presentes na Bahia: o escorpião amarelo, que é o Tityus serrulatus, e o escorpião listrado, que é o Tityus stigmurus.
No caso das aranhas, há três principais espécies presentes na Bahia, que são venenosas, podendo causar óbito a um indivíduo acidentado, são: a viúva negra, que tem um quadro clínico específico, provocando dor no local da picada, pelo corpo, mal estar, suor frio, tremores; a aranha marrom, cujos sintomas do acidente são dor, inchaço e ferida com crosta preta no local da picada, com difícil de cicatrização, e nas formas mais graves, elas apresentam lesões no fígado e nos rins, podendo levar o indivíduo à morte; além da aranha armadeira, que consegue saltar e efetuar a picada, com quadro clínico de dor forte, inchaço no local da picada. No caso de acidentes com aranhas marrons e aranhas armadeiras, é usado o soro antiaracnídico.
Pela presença destes animais em área residencial, especialmente em janelas, portas e rodapés, Juliana Almeida Silva orienta sempre sacudir as roupas, verificar os calçados antes de utilizá-los, manter as camas e os berços afastados das paredes, e sempre manter o ambiente limpo. “Geralmente, os acidentes provocados pelas aranhas marrons são ocasionados no momento em que um indivíduo vai se vestir ou calçar o sapato, por conta da pressão que a gente exerce quando vai vestir alguma roupa, ou às vezes está no lençol, subiu no lençol e o indivíduo deita por cima”, revela.
Estudantes de Ilhéus criam repelente natural contra Aedes aegypti
Arthur Pereira, Alana de Melo e Manoel Marcos, são alunos do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira (Ceepamev) da cidade e se uniram para criar um produto com baixo custo para combater as picadas.
Conforme a professora e orientadora do grupo, Margarete Correia, a ideia surgiu quando Alana de Melo, uma das estudantes, se incomodou com as picadas de mosquitos.
Para resolver o problema, ela decidiu criar um repelente barato e sustentável, convidando os colegas Arthur e Manoel para desenvolver o produto.
TCE e Sesab discutem Central de Regulação
Com a intenção de conhecer a sistemática de atuação da Secretaria de Saúde (Sesab) em relação à Central Estadual de Regulação, o presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), conselheiro Marcus Presidio, e o conselheiro corregedor Gildásio Penedo Filho participaram, na tarde de segunda-feira (23), de uma reunião com a secretária da Sesab, Roberta Santana. Participaram também a procuradora-geral do Estado da Bahia, Bárbara Camardelli; o secretário de Controle Externo do TCE, José Raimundo Bastos Aguiar; e o coordenador da 2ª Coordenadoria de Controle Externo, Denilson Martins Machado.
Acompanhada da sua equipe, a secretária Roberta Santana iniciou a apresentação destacando a atuação nos 27 territórios de identidade e os equipamentos de saúde por nível de atenção, e reforçou a intenção do governador de fazer o Pacto pela Saúde num esforço conjunto dos três entes federados na governança do SUS.
“Nenhum ente, de forma isolada, vai conseguir vencer os desafios que temos, sendo que a regulação é só uma parte dela”, disse, acrescentando que, em um ano e meio, foram entregues 3.168 novos leitos e outras ações, a exemplo do prontuário eletrônico, saúde digital e a implementação de uma série de tecnologias no sentido de trazer melhoria na eficiência do processo regulatório.
Espera: 34 pessoas morreram na fila por um órgão na Bahia este ano
O aposentado Albênio Lima Honório, 70, já tinha percorrido o trajeto entre Salvador e Ituaçu, no centro-sul baiano, incontáveis vezes. Mas, em um dia de 2015, os 500 quilômetros que separam as cidades foram cruzados com um gosto amargo na boca e uma tensão diferente. Ele recebeu a notícia de que precisaria de um transplante de fígado e teve certeza de que não sobreviveria. Decidiu, então, ir à sua terra natal comprar uma sepultura para ser enterrado ao lado dos pais. O medo é uma constante para pacientes que aguardam na fila dos transplantes. Só neste ano, 34 desses morreram na Bahia.
A cirrose hepática evoluiu sem que Albênio se desse conta da gravidade do problema. Em dois anos, o quadro se tornou tão grave que ele foi levado de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para Fortaleza, onde ainda aguardou quase um mês para a cirurgia.
“Eu sabia que tinha algum problema, mas o agravamento foi repentino. Eu achei que fosse morrer e mandei logo fazer uma sepultura. O transplante foi uma benção na minha vida porque eu fui curado”, diz Albênio. O hepatologista Paulo Bittencourt explica que a cirrose costuma ser silenciosa e a perspectiva é que os pacientes com quadros graves tenham a estimativa de, em média, dois anos de vida.
Entre janeiro e junho deste ano, sete pessoas morreram enquanto aguardavam transplante de fígado na Bahia. No mesmo período, 24 faleceram enquanto esperavam rins e, outros três, durante a espera por córneas. *Ler mais no Correio 24h.















