Porém, segundo os pesquisadores, os cigarros eletrônicos vêm ameaçando esse avanço. Vendidos com sabores frutados e embalagens coloridas, eles são muitas vezes vistos por adolescentes como uma alternativa “mais segura” — percepção que os especialistas dizem ser enganosa. (G1)
:: ‘Saúde’
Auditoria do TCE-BA Revela Agravamento no Tempo de Espera da Regulação de Saúde e Aponta Fragilidades Estruturais
Uma auditoria recente realizada pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) trouxe à tona um cenário preocupante na gestão da saúde pública estadual, indicando que o tempo de espera para a realização de procedimentos pelo sistema de regulação piorou em 14 das 26 especialidades médicas avaliadas no período compreendido entre 2019 e 2024.
Este estudo minucioso revela um recuo na eficiência do sistema de saúde, com alguns procedimentos críticos registrando um aumento significativo nos prazos de atendimento.
Um exemplo gritante é o da cirurgia torácica, onde o tempo médio de espera subiu de quatro para 10,4 dias, podendo atingir a marca de 17 dias em determinadas macrorregiões do estado, evidenciando uma falha estrutural em absorver a demanda reprimida, mesmo com a alegada ampliação do número de leitos.
As áreas com as maiores filas e, consequentemente, com os maiores tempos de espera são justamente aquelas que tratam de condições de alta complexidade e urgência, concentrando-se em cirurgia torácica (10,4 dias), seguida por Hematologia (7,8 dias), Oncologia (6,7 dias), Urologia (5,7 dias) e Pneumologia (5,6 dias).
O relatório do TCE-BA conclui que, apesar dos investimentos pontuais, a rede hospitalar permanece insuficiente para lidar com o volume de pacientes que necessitam de intervenções especializadas. Em contrapartida, apenas nove especialidades registraram alguma melhora no período, enquanto três se mantiveram estáveis, indicando que o problema do represamento de pacientes é generalizado, atingindo a maioria das áreas avaliadas.
O estudo do Tribunal de Contas não se limitou apenas aos números de espera, mas também apontou fragilidades estruturais e de gestão que estão na raiz do problema da regulação.
Entre os principais pontos críticos, estão a predominância de servidores terceirizados na Central de Regulação, a falta de profissionais qualificados, a ausência de concursos públicos desde 2019 e, de forma alarmante, a desigualdade na oferta de leitos entre as diferentes macrorregiões do estado.
O representante da Coordenadoria de Controle Externo do TCE-BA, Denilson Machado, afirmou que o persistente déficit de leitos hospitalares e de especialistas médicos cria um desequilíbrio na oferta de serviços, penalizando a população de certas áreas.
Outra questão de gestão duramente criticada é a centralização excessiva do sistema, que ocorreu após o fechamento dos complexos reguladores nas regiões Sul e Sudoeste em 2020.
Essa decisão, que o tribunal afirma ter sido tomada sem justificativa técnica clara, fez com que a Central Estadual de Regulação (CER) passasse a absorver sozinha a demanda de 389 municípios e mais de 13 milhões de habitantes.
O relatório final também elenca problemas de infraestrutura física, falhas no sistema Surem (o sistema informatizado de regulação), deficiências no planejamento regional e a constatação de que as ações adotadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) têm sido insuficientes para reverter o quadro de deterioração no tempo de espera e na qualidade do serviço de regulação.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Prefeitura de Jequié reforça rede de assistência à população com construção da primeira Unidade de Saúde do Sol Nascente
A Prefeitura de Jequié, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem mantendo um ritmo intenso nos trabalhos de modernização e ampliação das Unidades de Saúde em todo o município, refletindo um investimento estratégico e contínuo na saúde pública.
Uma das obras de maior destaque é a construção da primeira Unidade Básica de Saúde (UBS) do Loteamento Sol Nascente, situado no bairro Joaquim Romão, um projeto que não apenas responde a uma demanda histórica e persistente daquela comunidade, mas também simboliza um avanço significativo no compromisso da administração municipal em expandir e, principalmente, qualificar o acesso aos serviços da Atenção Básica para a população de Jequié.
A concretização desta nova unidade é vista como um marco que levará o cuidado de saúde mais perto de uma área que, por muito tempo, careceu de uma infraestrutura própria e completa para o atendimento primário.
O projeto arquitetônico e funcional da UBS do Sol Nascente foi concebido sob a égide do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma iniciativa do Governo Federal, e foi meticulosamente planejado para garantir que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que residem nas áreas adjacentes ao Loteamento recebam atendimento, cuidado e acolhimento humanizado.
A estrutura da nova unidade será robusta e moderna, incluindo dois consultórios médicos e dois consultórios odontológicos, além de salas devidamente equipadas para enfermagem, vacinação, esterilização e procedimentos diversos.
Além das áreas clínicas, a UBS contará com dependências de apoio essenciais como sala de reunião, um auditório, copa, recepção acolhedora, farmácia para dispensação de medicamentos e área de estacionamento, configurando um ambiente completo e preparado para oferecer uma assistência integral e de alta qualidade à população local.
O secretário de Saúde, Marlon Pereira, enfatizou que a materialização desta obra é a realização de um anseio profundo e legítimo dos moradores locais, e um reflexo direto do esforço do executivo municipal em prol da melhoria da qualidade de vida.
Ele destacou que a gestão tem dedicado esforços intensos na reforma, modernização e ampliação das Unidades de Saúde existentes, baseando-se no entendimento de que esses espaços são a porta de entrada e o pilar do cuidado, da prevenção e da transformação social.
A chegada da nova UBS do Sol Nascente, conforme sublinhou o secretário, tem a missão de suprir a assistência em áreas historicamente descobertas, reforçando o compromisso com a melhoria contínua da saúde em Jequié por meio de um investimento público fundamental que garantirá um atendimento completo, humanizado e extremamente próximo da comunidade.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
SSP da Bahia Articula Ações com Farmácias para Intensificar o Combate a Roubos de Canetas Emagrecedoras
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) realizou uma reunião estratégica na tarde desta quinta-feira (27) com representantes de farmácias e drogarias, com o objetivo principal de discutir e alinhar ações coordenadas de combate aos crescentes roubos de canetas emagrecedoras, que se tornaram alvo de grupos criminosos.
O encontro foi conduzido por lideranças da pasta, incluindo o coordenador executivo, Olinto Marcelo, e o superintendente de Inteligência, Rogério Dourado, reforçando o foco da segurança pública no enfrentamento a essa modalidade específica de crime.
Durante a reunião, foram apresentadas aos representantes dos estabelecimentos comerciais as principais estratégias ostensivas e investigativas que estão sendo desenvolvidas e executadas pelas Polícias Militar e Civil para combater as ações dos criminosos especializados neste tipo de roubo.
As informações e o panorama das ações foram detalhados por integrantes do Comando de Operações Policiais Militares (COPPM), do Batalhão Apolo e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil, demonstrando a mobilização de diferentes setores da segurança do estado.
A eficácia das ações conjuntas já demonstra resultados práticos: foi destacado que, somente nos últimos 15 dias, seis assaltantes envolvidos nessa modalidade de crime foram detidos pelas Forças Estaduais da Segurança Pública.
O coordenador executivo da SSP, Olinto Marcelo, ressaltou a importância da colaboração mútua entre o setor público e o privado para o sucesso da estratégia de combate ao crime.
Ele enfatizou que “A integração com os representantes dos estabelecimentos comerciais é fundamental para seguirmos fechando o cerco contra os grupos envolvidos com roubos e receptação de canetas emagrecedoras”, sinalizando que a parceria é vital para monitorar e desarticular as redes criminosas que atuam desde o assalto até a comercialização ilegal dos produtos.
Ao final do encontro, o coordenador executivo fez um apelo direto à população e aos comerciantes, destacando a ferramenta do Disque Denúncia como um canal seguro e eficaz para repassar informações.
Olinto Marcelo lembrou que, através do telefone 181, qualquer cidadão pode fornecer informações sobre a atuação de criminosos com total sigilo garantido. Ele completou, reforçando a segurança do serviço: “A ligação é gratuita e o anonimato garantido por lei”, incentivando a participação ativa da sociedade na luta contra a criminalidade.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Parceria Viabiliza Início das Obras do Hospital Baiano de Oncologia em Feira de Santana com Investimento de R$ 91 Milhões
O Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado nesta quinta-feira (27), foi marcado em Feira de Santana pela assinatura de um convênio de grande importância para a saúde regional, que viabiliza o início das obras do Hospital Baiano de Oncologia (HBO), uma unidade de alta complexidade que estará ligada à Santa Casa de Misericórdia do município.
O ato solene contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, e reforça a posição estratégica de Feira de Santana como um polo de serviços de alta complexidade no interior da Bahia.
O governador Jerônimo Rodrigues sublinhou que a construção do novo hospital é um resultado direto da cooperação articulada entre o Governo do Estado, a gestão municipal, a Santa Casa de Feira de Santana e a bancada federal de deputados, destacando a importância do investimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
O governador enfatizou a economia de deslocamento que a nova unidade proporcionará aos pacientes da região, afirmando que o hospital de ponta “economiza 200 quilômetros de ida e volta de Salvador”, e expressou seu sentimento de alegria e solidariedade, lembrando o impacto do câncer em sua própria família.
O investimento total para a realização do projeto alcança a cifra de R$ 91 milhões, sendo que a primeira etapa, que já foi viabilizada pelo convênio assinado, prevê a construção de 90 leitos, incluindo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), seis salas cirúrgicas e um centro de bioimagem integrado à estrutura já existente da Santa Casa.
A composição do financiamento demonstra a amplitude da parceria: o Governo do Estado contribuirá com R$ 34 milhões, somados a R$ 26 milhões provenientes de emendas parlamentares da bancada federal, mais R$ 10 milhões de uma emenda individual do deputado federal Zé Neto, e R$ 21 milhões de empresários em parceria com a prefeitura municipal.
Além do investimento inicial, o município de Feira de Santana assumirá o compromisso de custeio mensal da unidade, estimado em R$ 5 milhões.
A Secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destacou o alinhamento do projeto com o esforço de interiorização do atendimento oncológico de alta complexidade na Bahia.
Ela ressaltou o aspecto humano por trás dos números, afirmando que os 90 leitos representam “histórias, vida, que têm cara”, reforçando o foco em ampliar o acesso a um tratamento de excelência e humanizado em todas as regiões.
O Hospital Baiano de Oncologia representa o maior projeto já empreendido na história da Santa Casa de Feira de Santana, com uma estrutura moderna e especializada no tratamento do câncer, concebida para duplicar a capacidade cirúrgica da instituição, que já é amplamente reconhecida.
Quando estiver totalmente concluído, o HBO alcançará a marca de 224 leitos, sendo 204 para internamento clínico e 20 de UTI, além de contar com um centro cirúrgico modernizado para diferentes procedimentos, uma sala específica para a realização de cirurgias robóticas, um pronto-socorro com 12 leitos, 20 poltronas de observação, uma sala vermelha e três consultórios médicos.
A unidade também será equipada com um centro de diagnóstico por imagem de última geração, oferecendo ressonância magnética, tomografia, PET-CT, densitometria óssea, raio-X e ultrassom.
A nova estrutura é projetada para adicionar anualmente até 3 mil cirurgias, 6 mil internações e 50 mil exames à capacidade da Santa Casa, além de ampliar em até 70% o atendimento aos casos de urgência.
A agenda do dia também incluiu a entrega de uma ambulância para o Hospital Pedro de Alcântara, outra unidade pertencente à Santa Casa.
A importância do investimento foi reforçada pelo depoimento de Zaine Oliveira, de 32 anos, que faz tratamento contra um câncer colorretal há três anos, que salientou como o investimento ampliará o acesso ao diagnóstico precoce e a serviços de qualidade.
O Secretário Municipal de Saúde de Feira de Santana, Rodrigo Matos, concluiu que a parceria eleva o patamar da assistência na cidade, permitindo que a região acolha melhor os pacientes oncológicos, organize o cuidado em rede e evite que famílias precisem se deslocar para Salvador em busca de tratamento, classificando-o como um “passo histórico”.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Gestante Indígena em Risco de Vida no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus Clama por Socorro
Um apelo de extrema gravidade foi feito por Laíne Silva dos Santos, uma mulher indígena de 28 anos, que se encontra internada em uma situação de altíssimo risco no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, na cidade de Ilhéus.
Em sua mensagem, a paciente relata estar no quinto mês de gestação e enfrentando um quadro clínico alarmante que ameaça simultaneamente sua vida e a de seu bebê, destacando a necessidade urgente de intervenção e orientação clara por parte das autoridades de saúde.
Laíne descreve um cenário médico de grande complexidade, marcado por uma perda de sangue grave e contínua, além da completa perda do líquido amniótico que protege o feto.
Essa combinação de fatores a levou a entrar em trabalho de parto prematuro, uma emergência obstétrica que exige atenção especializada imediata.
O relato da paciente expressa o desespero de sua família e a incerteza diante da falta de informações precisas sobre os procedimentos que estão sendo realizados e sobre o que pode ser feito para tentar preservar as chances de vida do seu filho e garantir a sua própria segurança.
Em seu texto, Laíne suplica por ajuda e orientação, clamando pela atenção de profissionais de saúde, autoridades e de qualquer pessoa ou grupo que possa fornecer apoio e fortalecer sua família neste momento de imensa dificuldade.
A situação exposta por esta paciente indígena, internada em uma unidade de referência, ressalta a urgência em garantir que haja transparência no atendimento e que todos os recursos e especialidades médicas sejam mobilizados para manejar o quadro de hemorragia e a gravidez de alto risco.
O caso de Laíne Silva dos Santos serve como um chamado contundente para que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e a direção da unidade hospitalar de Ilhéus se posicionem e assegurem o fornecimento de todo o suporte clínico necessário para o manejo adequado da emergência obstétrica e para que a família receba a comunicação e o acolhimento humanizado que a situação exige.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Vacina Contra a Dengue Butantan-DV de Dose Única Será Aplicada a Partir de Dezembro
As primeiras aplicações da Butantan-DV, a primeira vacina de dose única do mundo desenvolvida para combater a dengue e que obteve recentemente a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deverão ser iniciadas já no próximo mês, em dezembro.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (26) pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou do anúncio oficial, marcando uma etapa crucial no combate à doença no país.
Entretanto, apesar do início das aplicações pontuais ainda este ano, a inclusão plena e a distribuição do imunizante no calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estão previstas para ocorrer somente a partir do começo do ano de 2026.
O Instituto Butantan, responsável pela produção da vacina, já possui um estoque inicial de 1 milhão de doses prontas para uso.
O cronograma de produção e entrega é ambicioso e estratégico para atender à demanda nacional, com a expectativa de que o Butantan consiga disponibilizar mais 25 milhões de doses até o segundo semestre de 2026.
Para o ano de 2027, o volume de produção deverá ser ainda maior, com a previsão de entrega de mais 35 milhões de doses, garantindo a ampliação gradual da cobertura vacinal em todo o território nacional. Um dado que reforça a relevância deste novo imunizante é o resultado dos estudos clínicos, que apontaram que os voluntários que receberam a vacina ficaram protegidos contra a dengue por um período de até cinco anos.
A concretização da disponibilização do imunizante foi consolidada nesta quarta-feira, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária assinando o termo de compromisso junto ao Instituto Butantan.
Este termo visa estabelecer os parâmetros para estudos e monitoramento contínuo da eficácia e segurança da vacina após a sua aprovação, sendo este o último passo formal que faltava para a conclusão do registro definitivo do imunizante.
O anúncio oficial da aprovação e do cronograma de distribuição foi feito em uma coletiva de imprensa conjunta, organizada pelo Ministério da Saúde, pelo Instituto Butantan e pelo Governo de São Paulo, contando com a presença de diversas autoridades, incluindo o governador Tarcísio de Freitas, o que sublinha a importância da parceria federativa no desenvolvimento e na distribuição de novas tecnologias de saúde.
A etapa seguinte, e de extrema importância para a logística de distribuição inicial, já tem data marcada: na próxima segunda-feira (1º), será realizada uma reunião com um comitê de especialistas e gestores do SUS.
O objetivo primordial deste encontro técnico será definir, com base em critérios epidemiológicos e de risco, o grupo prioritário que será inicialmente contemplado com as primeiras doses da vacina, garantindo que o imunizante seja aplicado de forma estratégica para maximizar o impacto na prevenção da dengue.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Estresse Crônico Aumenta em Até 78% o Risco de AVC Isquêmico em Mulheres Jovens, Alerta Estudo
Um estudo de grande relevância publicado em março de 2025 acendeu um alerta significativo para um risco à saúde muitas vezes subestimado em sua gravidade: o estresse crônico, que se manifesta de maneira silenciosa, mas com consequências potencialmente fatais para a saúde vascular.
De acordo com a pesquisa, mulheres jovens que estão constantemente expostas a níveis elevados de estresse contínuo apresentaram uma estatística alarmante, com até 78% mais risco de sofrerem um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, a forma mais comum da doença, que é causada pela obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro.
Este resultado chama atenção das comunidades médica e científica para um problema que transcende a esfera puramente emocional e se manifesta de forma direta e danosa no funcionamento integral do organismo humano.
Em um cenário global caracterizado por rotinas excessivamente aceleradas, acúmulo de responsabilidades e uma pressão social e profissional constante, o estresse prolongado tem se tornado uma condição cada vez mais prevalente na sociedade moderna, afetando de modo particular as mulheres, que frequentemente acumulam múltiplas jornadas que incluem o trabalho formal, os estudos e as pesadas responsabilidades dos cuidados familiares.
A maneira como o estresse afeta o corpo é um processo complexo: quando o organismo é mantido em um estado constante de alerta por longos períodos de tempo, há uma liberação contínua e excessiva de hormônios como o cortisol e a adrenalina na corrente sanguínea.
Estes hormônios, que deveriam atuar como mecanismos de defesa liberados apenas em situações pontuais de perigo ou emergência, passam a provocar desequilíbrios crônicos em diversos sistemas do organismo, com efeitos deletérios que se acumulam ao longo das semanas e dos meses.
Com o tempo, essa sobrecarga hormonal e o estado de hiperatividade do sistema nervoso podem desencadear uma série de alterações fisiológicas perigosas, tais como a elevação da pressão arterial, o aumento persistente da frequência cardíaca, o estímulo a processos inflamatórios sistêmicos e o favorecimento da formação de coágulos sanguíneos, além de provocar o desgaste e o enrijecimento progressivo dos vasos sanguíneos.
O conjunto de todos esses fatores cria um ambiente biológico altamente propício para o desenvolvimento de uma gama de doenças cardiovasculares, das quais o AVC é uma das consequências mais graves.
O estudo em questão deu um destaque particular à vulnerabilidade das mulheres jovens, especialmente aquelas com idade entre 18 e 40 anos, indicando que elas estão mais expostas a este risco devido a uma convergência de fatores que incluem a pressão social, a sobrecarga de tarefas, a instabilidade profissional e os intensos impactos emocionais relacionados ao estilo de vida moderno.
Além do estresse como causa primária, a pesquisa também observou que fatores secundários comuns a este grupo populacional podem potencializar os efeitos nocivos do estresse crônico no organismo, elevando ainda mais o risco de complicações vasculares.
Entre estes fatores estão o uso de anticoncepcionais hormonais, a prática de sedentarismo, hábitos de má alimentação, distúrbios do sono e quadros de ansiedade não tratados.
Diante desse panorama de risco acentuado, os especialistas reforçam o alerta sobre a importância vital de reconhecer os sinais de alerta de um AVC, que exigem atendimento médico de emergência imediato.
Os principais sintomas a serem observados incluem fraqueza ou dormência súbita em apenas um lado do corpo, dificuldade repentina para falar ou compreender comandos verbais, tontura repentina e inexplicável, alteração na visão e o sintoma característico de uma dor de cabeça intensa e súbita.
Os profissionais de saúde são categóricos ao afirmar que, ao perceber qualquer um desses sintomas, é absolutamente essencial procurar socorro médico o mais rápido possível, visto que o tempo é um fator decisivo para salvar a vida e evitar sequelas neurológicas graves ou irreversíveis.
Embora seja reconhecido que o estresse é, em alguma medida, parte intrínseca da vida moderna, é perfeitamente possível reduzir drasticamente seus efeitos prejudiciais por meio da adoção de mudanças simples e consistentes na rotina diária.
As estratégias de prevenção incluem a prática regular de atividades físicas, a manutenção de uma alimentação nutricionalmente equilibrada, a priorização de uma boa qualidade e higiene do sono, a reserva de momentos dedicados ao lazer e ao descanso, e, quando necessário, a busca por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico especializado.
O estudo reforça, portanto, que cuidar da saúde mental não é meramente uma questão de bem-estar emocional, mas sim uma estratégia fundamental e insubstituível para a prevenção de doenças físicas graves, instando a sociedade a enxergar o estresse não como algo normalizado ou inevitável, mas sim como um sério fator de risco que pode comprometer severamente a saúde e a qualidade de vida das novas gerações.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Crise na Saúde de Una: Estoque Zero de Remédios Essenciais no Diário Oficial Expõe Descaso com a População
A publicação da “Posição de Estoque de Medicamentos” datada de 17/11/2025 no Diário Oficial do Município de Una desta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, transcende a mera prestação de contas é a comprovação formal de uma crise que atinge a saúde pública e expõe a inoperância administrativa da Prefeitura Municipal de Una.
O documento, emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, revela que a falta de medicamentos vitais é uma realidade crônica em toda a rede de atendimento, contradizendo a mensagem de que a gestão segue “com fé e trabalho”.
A situação mais grave reside no completo desabastecimento de itens cruciais em todas as unidades de saúde listadas, incluindo a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), o CSU e os postos de bairros.
O estoque zero de medicamentos como o Omeprazol 20mg, essencial para o tratamento de úlceras e gastrites, o Paracetamol 200mg/ml Frasco, fundamental na pediatria, a Espironolactona 100mg, vital para pacientes hipertensos e com problemas cardíacos, e a SULFADIAZIDA DE PRATA PT, indispensável em casos de queimaduras, significa que o tratamento de condições básicas e emergenciais está comprometido para a população de Una.
A escassez em unidades específicas de outros remédios como o Captopril 25mg e o Ibuprofeno 600mg , com a CAF também apresentando números baixos ou zero para alguns itens, aponta para um colapso logístico e de planejamento que se arrasta.
A negligência é ainda mais acentuada na área de medicamentos controlados quando o Diário Oficial confirma que não há estoque do Haloperidol Sol. Oral 2mg/ml , um antipsicótico crucial, nem da Amitriptilina 25mg , um antidepressivo, em nenhum dos três principais pontos de distribuição (CAF, CSU e CAPS).
A falta de continuidade no fornecimento desses fármacos de uso contínuo pode levar à desestabilização de pacientes com transtornos psiquiátricos graves, gerando riscos de crises e internações.
O baixo número da Clonazepan 2,5mg/ml Oral no CSU (apenas 6 unidades) , e o estoque zero na CAF e no CAPS, exemplifica um descontrole que ignora as necessidades mais sensíveis da comunidade.
A Secretaria da Saúde do Município de Una , ao publicar o próprio inventário de faltas , reconhece tacitamente a incapacidade de cumprir o Artigo 6º-A da Lei Federal nº 8.080/1990 , que estabelece a assistência terapêutica integral, incluindo o acesso aos medicamentos.
A saúde é um direito inalienável, e o desabastecimento documentado representa uma violação direta desse direito fundamental e a crise do estoque não é um mero problema de almoxarifado, mas sim um indicativo do descaso da gestão municipal com a vida e a dignidade dos cidadãos de Una, exigindo uma investigação e um plano de ação emergencial e transparente para sanar imediatamente essa situação crítica.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Acolhimento e Prevenção: Prefeita de Ipiaú Promove Ação Especial para Mulheres em Tratamento Oncológico
A Prefeita de Ipiaú, Larissa Dias (PP), utilizou suas redes sociais neste domingo (19) para destacar uma importante iniciativa de saúde e acolhimento voltada às mulheres que enfrentam o câncer no município.
A ação especial, realizada neste final de semana, focou no apoio emocional e na promoção do bem-estar.
Em uma mensagem emocionada, a prefeita expressou solidariedade e admiração pela força das pacientes, “Hoje quero abraçar, com o coração, cada mulher que enfrenta o diagnóstico e o tratamento oncológico. Vocês nos ensinam, todos os dias, o verdadeiro significado da palavra força.”
O evento, dedicado às mulheres em acompanhamento oncológico, ofereceu um momento de escuta e fortalecimento emocional, contando com uma roda de conversa com psicólogo, atendimento nutricional personalizado, sessões de massagem e auriculoterapia, além de exames de ultrassonografia.
A prefeita Larissa Dias ressaltou que o objetivo da iniciativa foi ir além do tratamento médico; “Mais do que um evento, foi um abraço coletivo”, reafirmando que o cuidado vai muito além do tratamento; “ele está na atenção, na escuta e no carinho presente em cada detalhe.”
A gestora aproveitou o momento para reforçar a importância da prevenção e do cuidado contínuo, deixando um lembrete crucial; “façam o autoexame! Prevenir é um gesto de amor, de cuidado.” A ação reforça o compromisso da administração municipal de Ipiaú com a saúde e o suporte integral à população.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Família Denuncia Descaso da Saúde de Ipiaú: Transporte de Criança com Necessidades Especiais para Tratamento é Negado
A família de Maria Cecília Matos Bomfim, uma criança com necessidades especiais que realiza tratamento contínuo em Gandu, denunciou nesta segunda-feira (13) falhas recorrentes e descaso no serviço de transporte fornecido pela Secretaria de Saúde de Ipiaú.
Sem o veículo adequado, a criança corre o risco de perder seu tratamento, fundamental para seu desenvolvimento.
Segundo a avó de Maria Cecília, o carro da Secretaria de Saúde não compareceu para levar a criança ao tratamento, e a família não obteve qualquer resposta após tentar contato com os responsáveis pelo serviço.
“A mãe ficou esperando e até agora nada do carro aparecer. Tentei contato com a Secretaria, mas não responderam. A menina precisa fazer o tratamento direitinho, não pode perder nenhum dia”, relatou a avó.
A situação não é inédita. A família afirma que em momentos anteriores a criança já foi enviada em ônibus comum, sem a segurança e o suporte necessários, e em outras ocasiões o transporte correto atrasou significativamente.
Os familiares expressam grande preocupação com os prejuízos que as falhas no serviço podem causar ao acompanhamento médico de Maria Cecília, que reside no bairro Democracia.
Especialistas em saúde pública alertam que falhas no transporte de pacientes para tratamento especializado configuram descaso institucional e podem gerar graves consequências, especialmente para crianças com necessidades especiais.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Familiares pedem transferência urgente de idosa internada no HGI com quadro grave de necrose
Uma idosa de 67 anos, identificada como Zilda Miranda Mendes, está internada desde o dia 30 de junho no Hospital Geral de Ipiaú (HGI) e aguarda, com urgência, uma regulação para uma unidade de saúde especializada, onde possa ser submetida a uma cirurgia em uma das pernas. Zilda é moradora do bairro Santa Rita e apresenta um grave quadro vascular agravado por complicações da diabetes e hipertensão.
Segundo relato emocionado da filha, Marli Miranda de Souza, ao GIRO, o estado de saúde da mãe tem piorado a cada dia. “Ela é diabética e hipertensa. A metade da perna dela, incluindo o pé, já está com necrose. O cheiro é insuportável. Minha mãe está em uma enfermaria, morrendo aos poucos. Pelo amor de Deus, alguém nos ajude. Ela chegou aqui andando e hoje está apodrecendo, sem nenhum tipo de ação efetiva. A situação é desesperadora”, disse Marli.
A família apela por uma intervenção imediata das autoridades de saúde, pois, segundo eles, a paciente necessita de atendimento em um hospital com estrutura adequada para realizar a cirurgia e conter o avanço da infecção.
Até o momento, não há informações sobre previsão de transferência. O caso chama atenção para a demora nos processos de regulação e a falta de vagas em hospitais de média e alta complexidade, problema recorrente enfrentado por pacientes do interior da Bahia. (Giro Ipiaú)
Após quatro meses, Bahia tem menos de 40% do público-alvo vacinado contra a gripe
Pouco mais de quatro meses após o início da campanha de vacinação contra a gripe no país, apenas 38% do público foi imunizado na Bahia até o último domingo (20). Os números seguem a mesma tendência nas outras esferas: em Salvador, foram 36,92% de vacinados nos grupos prioritários. Os percentuais não estão muito distantes da média nacional – 44,92% -, mas são ainda menores, de acordo com a Rede Nacional de Dados em Saúde.
Originalmente, o público-alvo da campanha de vacinação é formado por idosos, gestantes e crianças, mas, na segunda quinzena de maio, o Ministério da Saúde ampliou a campanha para toda a população. Ainda assim, tanto a baixa adesão nos grupos prioritários quanto pelo público geral tem deixado órgãos de saúde em alerta.
A Bahia recebeu pouco mais de cinco milhões de doses da vacina e todas já foram enviadas aos 417 municípios do estado, que ficam responsáveis pelas respectivas campanhas locais. No entanto, mesmo com a ampliação para todas as pessoas com mais de seis meses de idade, apenas 2,6 milhões de doses foram aplicadas. (Correio 24h)
Trabalhadores do Hospital São José em Ilhéus iniciam paralização após três meses de salários atrasados
Empregados do Hospital São José, em Ilhéus, deram início a uma paralisação de 12h nesta segunda-feira (14). O objetivo da medida é pressionar a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, responsável pelo Hospital, a pagar os três salários atrasados dos funcionários, afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintesi e Sindtae).
A paralisação começou às 7h e seguirá até as 19h. “Os trabalhadores estão passando por sérias dificuldades financeiras, sem vale-transporte e sem pagar seus compromissos básicos”, afirmou o Sindicato em nota.
Ainda conforme a representação dos trabalhadores, nos últimos anos, o Hospital teve sua produção reduzida, enquanto viu crescer o endividamento com funcionários e com fornecedores. “A direção atual precisa fazer ajustes e ter a capacidade de atrair convênios e novos investimentos”, concluiu o Sindicato.
A Santa Casa ainda não se manifestou sobre o protesto dos funcionários.
Uso de vape entre adolescentes aumenta risco de tabagismo em 30 vezes, diz estudo
Mesmo com o avanço das campanhas contra o tabagismo ao longo das últimas décadas, adolescentes que usam cigarros eletrônicos hoje têm a mesma probabilidade de começar a fumar cigarros convencionais que jovens da década de 1970. É o que revela um estudo inédito co-dirigido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Publicada na revista Tobacco Control, a pesquisa analisou dados de três coortes de nascimento no Reino Unido e concluiu que, embora o tabagismo entre adolescentes tenha caído drasticamente nos últimos 50 anos, o surgimento dos cigarros eletrônicos — os populares vapes — pode estar revertendo essa tendência entre os jovens usuários.
Os pesquisadores descobriram que adolescentes que nunca haviam usado cigarros eletrônicos tinham uma chance menor que 1 em 50 de se tornarem fumantes semanais. Já entre aqueles que faziam uso frequente de vapes, a chance de passar a fumar cigarros convencionais subia para quase 1 em 3 — um risco 30 vezes maior.
Nas últimas décadas, o cigarro perdeu seu status de símbolo glamoroso e passou a ser tratado como um dos principais vilões da saúde pública. O tabagismo foi progressivamente estigmatizado, com proibições em espaços públicos, alertas sanitários e restrições à propaganda.
Brasil vai se declarar livre da gripe aviária nesta quarta-feira
O Brasil vai se declarar oficialmente livre da gripe aviária nesta quarta-feira, 18, após cumprir os 28 dias de vazio sanitário exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A medida segue a ausência de novos casos em granjas comerciais após um foco identificado em Montenegro (RS).
Segundo o Ministério da Agricultura, o próximo passo será notificar formalmente a OMSA e comunicar os países que impuseram restrições à importação de carne de frango brasileira, solicitando a revogação dos embargos.
Desde o foco no Rio Grande do Sul, mais de 40 países adotaram algum tipo de restrição, embora alguns, como México e Rússia, tenham aplicado medidas apenas regionais.
Durante o período, só houve registro da doença em aves silvestres e de subsistência. O governo, que já vinha negociando com parceiros comerciais, busca agora a retirada total ou a regionalização das restrições.
Rinovírus: conheça o vírus responsável por metade dos casos de síndrome respiratória grave na Bahia
Entre 1º de janeiro e 9 de junho deste ano, a Bahia contabilizou 5.007 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A condição, que é a versão agravada de problemas respiratórios – como Covid-19, Influenza e resfriados que evoluem para algo mais sério – matou pelo menos uma pessoa por dia até 3 de maio, quando 123 óbitos já tinham sido registrados. Mais de um mês depois, esse número saltou para 191, segundo dados do boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Por trás dos quadros de SRAG, está o rinovírus, que é o causador de 53,5% das ocorrências da síndrome entre os baianos.
Por definição, o rinovírus é o vírus responsável por causar a maioria dos resfriados comuns. Há mais de 100 tipos diferentes desse agente, o que torna difícil a criação de vacinas eficazes contra eles. Apesar de ser altamente contagioso, os grupos que correm mais risco com o rinovírus são crianças e idosos.
“O vírus pode progredir para casos de síndrome respiratória aguda grave, mas o que mais observamos são casos do tipo vinculados a Influenza. Quando o rinovírus começa a agir, ele dá o quadro de resfriado, que são casos leves. Só que crianças e idosos podem evoluir para um quadro mais delicado”, aponta a infectologista Clarissa Cerqueira.
Número de casos de síndrome respiratória é o maior dos últimos 2 anos
O boletim semanal InfoGripe – divulgado hoje (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro – alerta que este ano o total de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) no país tem sido maior do que o anotado nos últimos dois anos.

Em quatro semanas, o número de casos de SRAG quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, registrando aumento de 91%. Essa alta atípica de ocorrências se concentra principalmente nos estados das regiões centro-sul. A influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) têm causado o maior número de hospitalizações por SRAG em grande parte do país.
Apenas em alguns estados – Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo e no Distrito Federal – o estudo começa a verificar um sinal de interrupção do crescimento ou início de diminuição de casos. No entanto, a incidência de hospitalizações por SRAG nessas regiões continua muito elevada. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 23, entre 1º e 7 de junho.
Em relação aos idosos, observa-se um aumento em Aracaju, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Além disso, Aracaju, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Porto Velho, Rio de Janeiro e São Luís também apresentam tendência de crescimento entre jovens e adultos.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 40% para influenza A; 0,8% para influenza B; 45,5% para vírus sincicial respiratório; 16,6% para rinovírus; e 1,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19).
Entre os óbitos, a presença desses vírus foi de 75,4% para influenza A; 1% para influenza B; 12,5% para VSR; 8,7% para rinovírus; e 4,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Fundação de Hematologia e Hemoterapia faz apelo por doação de sangue a vítimas de desabamento em Jequié
Após o acidente que deixou 11 feridos na manhã desta terça-feira (10/06) na Paróquia São Judas, em Jequié, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba), unidade local, instalada no Hospital Geral Prado Valadares faz apelo aos doadores de sangue por doação voluntária para atender as vítimas do desastre.
Segundo o Hemoba, os feridos necessitam de sangue tipo: O- e O+. Muitos doadores compareceram ao local nesta tarde para fazer a doação.
Número de casos suspeitos de gripe aviária caem no Brasil
O número de casos suspeitos de gripe aviária atualmente investigados pelo Ministério da Agricultura caiu para seis, conforme atualização da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves neste domingo, 8. Todos os casos em análise envolvem aves domésticas ou silvestres, sem impacto direto sobre granjas comerciais.
Entre os registros em apuração, três envolvem aves de criação doméstica — galinhas localizadas em Itaituba (PA), Novo Cruzeiro (MG) e Alegre (ES). Os outros três referem-se a aves silvestres: um pombo em Santo Antônio do Monte (MG), um carcará em Florestal (MG) e um albatroz-de-sobrancelha em Angra dos Reis (RJ).
Em Campinápolis (MT), um caso envolvendo uma galinha doméstica foi confirmado como gripe aviária. Como se trata de criação não comercial, a confirmação não afeta as exportações brasileiras de carne de frango.
A investigação de casos suspeitos é parte rotineira do sistema de defesa sanitária agropecuária, uma vez que a notificação da influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é obrigatória e deve ser feita imediatamente aos órgãos oficiais.
Produtores, técnicos, proprietários rurais, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais são obrigados a comunicar qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial (SVO).
No total, o país já confirmou 172 casos da doença: 167 em animais silvestres (163 aves e 4 leões-marinhos), 4 em criações de subsistência e apenas 1 em granja comercial.
Bahia: 40% dos municípios estão com desabastecimento de vacinas
A terceira edição da pesquisa ‘Falta vacina para proteger as crianças brasileiras’ revelou que 45 municípios baianos sofrem com a falta de imunizantes inclusos no calendário nacional de vacinação. Esse número é equivalente a 40% das cidades da Bahia que aceitaram responder – no total, foram 112 –, voluntariamente, os questionamentos sobre abastecimento vacinal propostos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que realiza o estudo.
A pesquisa coletou dados referentes aos meses de abril e maio deste ano, e mostrou que a Bahia ocupa a 8ª posição no ranking dos estados com maior índice de desabastecimento vacinal. Na última edição do levantamento, divulgada em janeiro, o estado ocupava a mesma posição, embora com maior número de desabastecimentos, que alcançava 110 municípios.
Segundo o estudo, houve uma melhora considerável na distribuição dos imunizantes em todo o país, ainda que insuficiente para a erradicação do problema. Dessa forma, as vacinas mais ausentes na Bahia, segundo as secretarias de saúde, são as que previnem catapora, sarampo, caxumba e rubéola.
Para Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, os fatores que favorecem o desabastecimento de vacinas da Bahia são de conhecimento do Ministério da Saúde, a quem cabe adquirir e distribuir todas as vacinas do calendário de vacinação para os estados. Ele afirma que, desde a primeira edição da pesquisa, o órgão federal reconheceu a existência de problemas no abastecimento por meio de uma nota técnica.
“No documento, o Ministério atribui os entraves principalmente a dificuldades relacionadas à fabricação, à logística e ao aumento da demanda. Como medida de contenção, informou estar buscando alternativas para a aquisição de vacinas, inclusive por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, contou Paulo Ziulkoski.
o Ministério da Saúde não respondeu quantos e quais municípios enfrentam o cenário de desabastecimento vacinal nem o porquê, mas informou que mantém cronograma de entrega de vacinas a todos os estados, que são os responsáveis pela distribuição nos municípios. Também, disse que o quantitativo de imunizantes é definido juntamente com os gestores municipais.
A pasta acrescentou que o Brasil registra aumento das coberturas vacinais em todo o país. “[Isso é] resultado das ações de incentivo do Ministério da Saúde – como vacinação nas escolas e a volta das grandes mobilizações nacionais, como o Dia D de vacinação contra a gripe – e da garantia de abastecimento”, disse o órgão federal.
Ainda em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o cronograma de solicitação dos estados e municípios quanto à vacina varicela, que é a que mais está em falta na Bahia, tem sido atendido conforme disponibilização do fornecedor. “Neste ano, já foram entregues 2 milhões de doses e 1,7 milhão aplicadas. Estão previstas novas remessas de doses das vacinas de dengue, varicela e as demais que compõem o calendário nacional de vacinação no país”, completou, sem definir prazos.
Marcos Sampaio, presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA), disse desconhecer o cenário de desabastecimento de vacinas no estado. Ele afirma que, ao verificar junto a Superintendência de Vigilância Estadual, que tem a responsabilidade de fazer a distribuição dos imunizantes, não foi verificada nenhuma queixa de falta de vacina por parte dos municípios.
“Pelo contrário, houve municípios, inclusive, que em relação a algumas vacinas, como a Influenza e a Covid-19, nem tem vindo retirar as remessas. […] A notícia que temos é que não existe desabastecimento na Bahia. Pode haver algum tipo de necessidade de vacinas pontuais, mas são vacinas que substituem uma à outra”, pontuou.
Ele, no entanto, admite que a base de dados da Saúde não é clara o bastante. “Dizer que há municípios sem abastecimento na Bahia é muito impreciso e eu atribuo isso ao fato de não termos, de fato, um sistema onde os municípios possam alimentar com informações em tempo real”, ressaltou.
Diante da ausência de um sistema de informações mais transparente, o presidente do CES-BA pediu que secretarias e moradores de cidades que estejam com falta de algum imunizante procurem imediatamente as autoridades, para que seja possível fazer o remanejamento de estratégia vacinal e garantir a proteção de todos.
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) foi procurada para informar quantos e quais municípios baianos sofrem com desabastecimento vacinal, quais vacinas estão em falta na Bahia e quais ações estão sendo adotadas para solucionar esse caso. A pasta disse que não seria possível responder a demanda nesta terça-feira (3), data de fechamento desta matéria.















