:: ‘Geral’
Cássio Elicar ganha destaque em Vitória da Conquista após mobilizar apoio a Waldenor e Zé Raimundo na zona rural e urbana
O líder comunitário e primeiro suplente de vereador pelo PSB, Cássio Elicar, vem ampliando sua participação no cenário político de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, após atuar na mobilização eleitoral em apoio ao candidato a deputado federal Waldenor Pereira (PT) e ao deputado estadual reeleito Zé Raimundo (PT), com destaque para a região da Cabeceira da Jiboia, onde sua articulação teria contribuído para a conquista de quase mil votos, além de uma atuação na zona urbana associada a mais de 1.300 votos nas eleições de 2026.
Conhecido pelo trabalho desenvolvido junto às comunidades, Cássio Elicar tem sua trajetória marcada principalmente pelo acompanhamento de demandas relacionadas à saúde pública, auxiliando moradores na busca por agendamentos de consultas, exames especializados e procedimentos cirúrgicos, atividade que contribuiu para ampliar sua presença entre famílias que enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde.
Na região da Cabeceira da Jiboia, a participação de Cássio nas articulações políticas ganhou destaque durante o processo eleitoral, quando esteve envolvido na mobilização de moradores em apoio às candidaturas de Waldenor e Zé Raimundo, enquanto na zona urbana sua atuação também alcançou diferentes comunidades, segundo as estimativas de votação atribuídas ao trabalho de mobilização de sua base política.
A trajetória eleitoral de Cássio também apresenta resultados próprios, já que nas eleições municipais de 2024 recebeu 1.443 votos para vereador pelo PSB e conquistou a condição de suplente, resultado que demonstrou a presença de sua candidatura em diferentes regiões de Vitória da Conquista e abriu espaço para sua continuidade nas articulações partidárias e comunitárias.
Além da área da saúde, Cássio mantém participação em atividades esportivas, culturais e encontros comunitários, especialmente em localidades rurais como Barrocas, na região da Limeira, onde já participou de iniciativas acompanhadas pelo deputado estadual Zé Raimundo, incluindo discussões sobre melhorias na infraestrutura e pavimentação de acessos utilizados pelos moradores.
Nas eleições de 2026, Waldenor Pereira recebeu 33.269 votos em Vitória da Conquista e ficou na suplência para a Câmara dos Deputados, enquanto Zé Raimundo conquistou 27.715 votos no município e garantiu sua reeleição à Assembleia Legislativa da Bahia, resultados que mostram a presença eleitoral dos dois políticos na cidade.
Com a manutenção de suas atividades comunitárias e a proximidade com representantes políticos ligados ao Governo da Bahia, Cássio Elicar segue participando das discussões sobre demandas da população de Vitória da Conquista, especialmente nas áreas da saúde, infraestrutura e atendimento às comunidades rurais.
Os números de quase mil votos na Cabeceira da Jiboia e mais de 1.300 na zona urbana são estimativas de mobilização política informadas à reportagem, não representando uma atribuição individual comprovada pelos dados oficiais da Justiça Eleitoral.
Fonte: jornalista Mateus Oliver.
Major Héber endurece discurso contra criminalidade e afirma que Polícia Militar não recuará em Ipiaú e região
O major Héber Nascimento Correia, comandante da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), sediada em Ipiaú, utilizou suas redes sociais neste domingo (11) para divulgar um pronunciamento sobre o enfrentamento à criminalidade na região, destacando as ações policiais realizadas, as apreensões de armas e drogas e o compromisso da corporação com a segurança dos moradores dos sete municípios sob responsabilidade da unidade.
Na publicação, o comandante ressaltou que os policiais militares enfrentam situações de perigo durante as operações de combate à criminalidade, especialmente em ocorrências envolvendo indivíduos armados, e afirmou que, apesar dos riscos, a tropa continuará atuando na proteção da população e na preservação da tranquilidade das comunidades.
O major também destacou que a 55ª CIPM vem registrando apreensões de armamentos e entorpecentes, além de prisões de suspeitos de envolvimento em atividades criminosas, embora não tenha apresentado números específicos dessas ocorrências na manifestação divulgada neste domingo.
Em uma das partes mais enfáticas do pronunciamento, Héber reafirmou o compromisso assumido com a população e declarou que a Polícia Militar não pretende diminuir a intensidade das ações de segurança pública, mesmo diante dos desafios enfrentados diariamente pelos integrantes da corporação.
“Não prometemos o Céu na Terra, mas não iremos recuar 01mm de proteger a população de nossas 07 cidades desses elementos armados que atentam contra a vida e a tranquilidade das pessoas”, afirmou o comandante.
Ao encerrar sua manifestação, o oficial utilizou a expressão “TEMPO RUIM O TEMPO TODO!!!”, reforçando a mensagem de continuidade do enfrentamento à criminalidade e o posicionamento do comando diante das ocorrências registradas na região.
A 55ª CIPM é responsável pelo policiamento ostensivo nos municípios de Ipiaú, Ibirataia, Itagibá, Aiquara, Barra do Rocha, Dário Meira e Boa Nova, abrangendo uma região que exige atuação permanente das forças de segurança no enfrentamento aos crimes violentos e na proteção dos moradores.
O pronunciamento evidencia a postura adotada pelo major Héber à frente da unidade, com ênfase na continuidade das operações policiais, na atuação dos militares e na responsabilidade institucional de garantir a segurança da população dos sete municípios atendidos pela companhia.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Troca de tiros em Ipiaú termina com homem preso, adolescente de 17 anos apreendido e pistola 9 mm apreendida pela PM
Uma operação realizada por policiais militares da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (55ª CIPM) movimentou a manhã deste domingo (11), em Ipiaú, no Médio Rio de Contas, após uma troca de tiros registrada nas proximidades dos fundos do Colégio Militar, situação que assustou moradores e mobilizou equipes de segurança pública.
De acordo com informações policiais, a ação terminou com um homem preso, um adolescente de 17 anos apreendido e uma pistola calibre 9 mm recolhida pelos policiais militares, sendo esses os primeiros resultados conhecidos da ocorrência.
Moradores relataram momentos de tensão diante da sequência de disparos ouvidos na localidade, especialmente pela proximidade da operação com residências e áreas de circulação de pessoas, enquanto as circunstâncias que provocaram o confronto ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.
Apesar do confronto, a ação não deixou feridos e os elementos, bem como a arma apreendida foram encaminhados ao plantão central da polícia civil em Jequié para adoção das medidas cabíveis.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Crescimento de Silva Neto nas urnas fortalece novo grupo político em Vitória da Conquista e coloca Dr. Murilo Nunes Araujo no debate sobre 2028

O desempenho eleitoral do deputado estadual Silva Neto nas eleições de 2026 reforçou a presença de seu projeto político na Bahia e trouxe destaque para as articulações construídas em Vitória da Conquista na zona urbana e rural e em municípios do Sudoeste baiano. Eleito para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Silva Neto obteve 66.967 votos em todo o estado, consolidando sua participação no cenário político estadual.
Em Vitória da Conquista, a formação de um novo grupo político coordenado pelo advogado e professor de Direito Dr. Murilo Nunes Araujo passou a integrar esse movimento de articulação regional.
A atuação do grupo foi marcada pela aproximação de lideranças, pelo diálogo político e pela construção de relações de cooperação com os demais coordenadores do time Silva Neto.
A relação de confiança e a capacidade de interlocução de Murilo com outras lideranças foram aspectos importantes na organização do trabalho político local. A integração entre os diferentes grupos contribuiu para reunir esforços em torno do projeto do parlamentar, em um cenário que evidencia a relevância das articulações municipais para a construção de bases políticas mais amplas.
Além da atuação política, Dr. Murilo Nunes Araujo tem sua trajetória associada ao Direito, à educação, ao empreendedorismo e à participação em instituições e iniciativas de interesse social. Esses espaços de atuação ampliam seu contato com diferentes segmentos da sociedade conquistense e ajudam a explicar por que seu nome começa a aparecer nas discussões sobre os próximos movimentos da política municipal.
Dr. Murilo Nunes Araujo entra no radar para a disputa de 2028
Com as eleições municipais de 2028 no horizonte, Dr. Murilo Nunes Araujo é apontado como um dos nomes cotados para uma possível candidatura a vereador em Vitória da Conquista. Sua trajetória profissional, o engajamento em causas sociais, a atuação na área educacional, a proximidade com o empreendedorismo e a participação nas instituições das quais faz parte são elementos mencionados por interlocutores que acompanham sua movimentação política.
A possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara Municipal poderá representar um novo capítulo em sua trajetória, caso se concretize. O cenário também abre espaço para avaliar como a experiência adquirida na articulação de grupos políticos e no diálogo com diferentes lideranças poderá se refletir em uma eventual atuação parlamentar.
Por enquanto, uma candidatura em 2028 deve ser tratada como uma possibilidade em discussão, e não como uma decisão formalmente anunciada. O desenvolvimento desse cenário dependerá das articulações futuras, das definições partidárias e do próprio posicionamento do Dr. Murilo.
Articulação regional e novos caminhos para a política local
O crescimento da presença de Silva Neto no cenário estadual e a formação de novos grupos em Vitória da Conquista demonstram como lideranças locais podem participar da construção de projetos políticos regionais. Nesse contexto, a cooperação entre os coordenadores, a capacidade de diálogo e a aproximação com diferentes setores sociais ganham relevância.
Para Dr. Murilo Nunes Araujo, o momento representa a ampliação de sua participação no debate público conquistense, reunindo experiência profissional, atuação social e articulação política. Os próximos anos deverão mostrar se esse movimento se consolidará em uma candidatura municipal e em um novo espaço de representação na política de Vitória da Conquista.
O Fascismo depois do Fascismo: Democracia e autoritarismo no Brasil contemporâneo

Por Williem da Silva Barreto Júnior; Doutor e Mestre em Direito; Advogado e Professor Universitário.
Há palavras que, de tanto utilizadas, terminam por perder parte do seu significado; fascismo é uma delas. Nas disputas políticas contemporâneas, tornou-se comum empregá-la como simples insulto, dirigido a qualquer adversário mais autoritário, conservador ou intolerante. O resultado dessa banalização é paradoxal: quanto mais se chama tudo de fascismo, menos se compreende o fascismo quando os seus traços efetivamente reaparecem.
E eles reaparecem, embora não necessariamente trajando camisas negras, organizando marchas sobre capitais ou reproduzindo, de maneira caricatural, os regimes totalitários da primeira metade do século XX. O fascismo não precisa retornar exatamente como nasceu, pois os fenômenos políticos não atravessam um século preservados em formol; eles mudam a linguagem, os instrumentos de comunicação, os inimigos escolhidos e, sobretudo, as formas pelas quais buscam legitimação.
Uma sociedade que conhece, mesmo superficialmente, os horrores produzidos pelos fascismos históricos, dificilmente receberia com naturalidade um partido que anunciasse, em seu programa, a destruição das liberdades públicas, a perseguição das minorias e a eliminação da democracia. A erosão institucional, por isso, costuma percorrer caminhos menos ostensivos: fala em nome do povo, invoca a liberdade para atacar direitos, transforma adversários em inimigos e apresenta a submissão das instituições ao líder como restauração de uma ordem que teria sido roubada por elites, juízes, intelectuais, minorias, estrangeiros ou quaisquer outros grupos escolhidos para representar a decadência nacional.
Compreender o fascismo exige, inicialmente, abandonar a confortável ideia de que ele constitui acidente histórico definitivamente encerrado em 1945, pois a derrota militar dos regimes fascistas europeus não eliminou as condições sociais e políticas capazes de produzir formas autoritárias aparentadas. Tampouco suprimiu o fascínio exercido pelo chefe providencial, a sedução da força, o medo da diferença ou a tentação de converter uma sociedade plural em comunidade imaginariamente homogênea. A democracia constitucional construiu barreiras contra essas pulsões, mas nenhuma Constituição possui, por si, a capacidade mágica de impedir que cidadãos democraticamente autorizem a destruição gradual das condições que tornam possível a própria democracia.
O fascismo começa a se tornar inteligível quando se observa a sua relação com a ideia de povo, já que, na democracia, o povo não é uma pessoa gigantesca que pensa, deseja e fala de maneira uníssona. Ele é uma pluralidade irredutível de indivíduos, grupos, classes, religiões, identidades, interesses e projetos de vida, cuja convivência somente se torna possível porque ninguém detém o direito de converter a sua particular visão do mundo em verdade obrigatória para todos. A democracia existe justamente porque há desacordo.
Eleições não eliminam essa diversidade; apenas definem, por período determinado e segundo regras previamente estabelecidas, quem exercerá determinadas funções de governo. A imaginação fascista opera em sentido diverso, pois, para ela, existe um povo verdadeiro, dotado de identidade essencial e de valores supostamente permanentes.
Quem não compartilha desses valores pode até possuir formalmente a nacionalidade, mas passa a ser tratado como corpo estranho, surgindo, então, operação política decisiva: a sociedade real, múltipla e conflitiva, é substituída pela ficção de uma comunidade orgânica. O povo deixa de designar todos os cidadãos e passa a significar apenas os bons cidadãos, aqueles reconhecidos pelo movimento como integrantes legítimos da nação.
Naturalmente, alguém precisa dizer quem pertence a esse povo e interpretar aquilo que ele deseja, sendo precisamente nesse ponto que aparece a figura do líder. O fascismo não cultua apenas uma autoridade administrativa, mas necessita de um chefe capaz de estabelecer ligação emocional com a comunidade imaginada, apresentando-se menos como representante submetido às instituições do que como intérprete autêntico de uma vontade popular que existiria antes e acima delas. Nessa lógica, o Parlamento que o contraria pode ser apresentado como traidor do povo, assim como os tribunais que limitam seus atos passam a afrontá-lo, a imprensa que revela fatos inconvenientes é acusada de conspirar contra ele e as universidades que contestam suas afirmações são convertidas em espaços capturados por seus inimigos.
Essa engrenagem ajuda a compreender por que o fascismo mantém relação tão difícil com a legalidade. Não significa que movimentos de feição fascista rejeitem todas as leis desde o primeiro momento; ao contrário, podem utilizá-las intensamente, disputar eleições e ocupar instituições. O problema surge quando a norma impede a realização da vontade atribuída ao chefe e à maioria que o acompanha. Nesse instante, a lei deixa de funcionar como limite legítimo ao poder e passa a ser descrita como obstáculo artificial, produzido por burocratas, magistrados, políticos profissionais ou forças ocultas.
A pergunta já não é se determinada ação está autorizada pela Constituição, mas se ela atende àquilo que o líder proclama como interesse da nação. O deslocamento é profundo, uma vez que o constitucionalismo democrático foi construído precisamente para impedir que maiorias circunstanciais façam tudo aquilo que desejam. Direitos fundamentais, separação de poderes, garantias judiciais e proteção das minorias existem porque a vitória eleitoral não confere ao vencedor propriedade sobre o Estado. Para a lógica fascista, contudo, esses freios parecem suspeitos, pois, se o chefe encarna o povo, limitá-lo equivaleria a limitar o próprio povo. Assim, o governo das leis cede, progressivamente, espaço ao governo dos homens.
Daí decorre outra característica conhecida: a necessidade permanente de inimigos, uma vez que regimes democráticos reconhecem adversários que podem vencer amanhã, participar do debate público, ocupar instituições e, ainda assim, continuar pertencendo à comunidade política, enquanto o fascismo necessitade alguém que possa ser neutralizado, expulso, silenciado ou derrotado de maneira definitiva. A diferença não é meramente vocabular, porque revela duas maneiras distintas de compreender o conflito político e os limites impostos ao exercício do poder.
A política deixa de ser espaço de mediação dos conflitos e converte-se numa batalha moral entre os que supostamente salvam a nação e aqueles acusados de destruí-la. A identidade do inimigo varia conforme o tempo e o lugar, podendo assumir a forma de comunistas, estrangeiros, imigrantes, professores, artistas, jornalistas, feministas, pessoas LGBT, integrantes de determinadas religiões ou membros de instituições que resistam à concentração do poder.
A precisão pouco importa, sendo, aliás, funcional certa indeterminação, pois um inimigo suficientemente elástico pode ser adaptado às necessidades políticas de cada momento: pode ser o Supremo Tribunal em determinada circunstância, uma universidade em outra, uma organização internacional ou uma minoria religiosa logo adiante. A mobilização depende menos da coerência na escolha desse inimigo do que da permanência do medo que sua presença é capaz de produzir.
O medo, entretanto, não trabalha sozinho se associando a ele uma narrativa de humilhação. A nação teria sido grande, ordeira, moralmente íntegra e respeitada, até que forças internas ou externas lhe retiraram a dignidade. O presente aparece então como decadência, enquanto um passado idealizado funciona como promessa de futuro, razão pela qual movimentos autoritários gostam tanto de expressões que anunciam restauração. Recuperar o país, devolver a pátria ao povo, restabelecer valores, salvar a família: o vocabulário varia, mas a estrutura permanece semelhante.
Não se propõe simplesmente uma política pública; promete-se uma redenção. Nesse ambiente, a tradição assume função peculiar, pois não se trata de conhecer criticamente o passado, com suas grandezas e misérias, mas de selecionar símbolos capazes de oferecer segurança a uma sociedade assustada com transformações econômicas, culturais e comportamentais.
A família é apresentada como instituição ameaçada; papéis de gênero são convertidos em ordem natural; diferenças sexuais e afetivas passam a ser percebidas como agressões à normalidade; a religião majoritária é frequentemente mobilizada como elemento constitutivo da identidade nacional. O que foge desse desenho deixa de ser apenas diferente e passa a representar perigo.
O machismo, por isso, não constitui elemento periférico, já que a concepção fascista de sociedade é fortemente hierarquizada. Homens e mulheres possuem lugares previamente definidos; autoridade, força e comando são associados ao masculino, enquanto cuidado, obediência e vida doméstica são apresentados como atributos femininos.
A emancipação das mulheres incomoda não apenas porque altera relações privadas, mas porque desorganiza uma representação política do mundo fundada na autoridade paterna, na disciplina e na obediência. Também não surpreende o fascínio pelas armas, pelos uniformes e pela linguagem militar; a política democrática é lenta, negociada, frequentemente frustrante, exige compromissos, procedimentos, contraditório e aceitação da derrota.
O imaginário militar oferece imagem oposta: comando, hierarquia, unidade, prontidão e eliminação da hesitação. Quando a sociedade passa a ser descrita como campo de batalha, a força deixa de ser último recurso e adquire valor moral e o homem armado transforma-se em símbolo de autonomia; o soldado, em modelo de cidadania; a disposição para o confronto, em prova de coragem.
Há, ainda, um culto à ação que despreza a reflexão, contexto no qual o intelectual se torna suspeito porque problematiza, o especialista incomoda ao introduzir complexidade e o jornalista que verifica fatos atrapalha ao romper a narrativa. A dúvida cede espaço à certeza, o argumento à palavra de ordem e a linguagem capaz de nomear nuances a um vocabulário reduzido, repetitivo e emocionalmente carregado, adequado a uma compreensão do mundo na qual a complexidade aparece menos como dado da realidade do que como obstáculo à mobilização.
A simplificação não é defeito acidental: quanto mais complexa a realidade, maior a utilidade política de uma linguagem que a reduza a algumas oposições elementares (patriotas e traidores, cidadãos de bem e criminosos, família e degeneração, Deus e seus inimigos). As novas tecnologias conferiram a essa velha estrutura possibilidades extraordinárias, pois o chefe já não necessita de uma grande emissora para falar diariamente às massas; carrega o palanque no bolso de cada seguidor.
Redes sociais permitem contornar mediações, desacreditar previamente qualquer fonte externa de informação e construir comunidades fechadas em que a repetição substitui a demonstração. Uma falsidade reproduzida milhares de vezes, acompanhada de imagens, indignação e sentimento de pertencimento, pode tornar-se politicamente mais eficaz do que um fato cuidadosamente apurado.
O problema não reside apenas na existência de notícias falsas, porque a desinformação autoritária é mais profunda e busca destruir a possibilidade de existência de um mundo factual compartilhado. Se toda informação desfavorável ao líder é mentira, toda decisão judicial contrária é perseguição, toda pesquisa inconveniente é fraude e toda eleição perdida é suspeita, desaparece o terreno comum no qual uma democracia pode administrar seus conflitos. Restam grupos que não discordam somente sobre o significado dos fatos, mas sobre a própria existência deles.
É precisamente nesse ponto que o fascismo deixa de ser apenas uma lembrança europeia e passa a funcionar como chave de leitura do presente, o que evidentemente não autoriza chamar de fascista qualquer eleitor conservador, pessoa religiosa ou cidadão de direita, operação que seria intelectualmente pobre e politicamente inútil. Conservadorismo, liberalismo, direita democrática e fascismo não são sinônimos, razão pela qual a questão relevante é outra: determinadas práticas, discursos e formas de mobilização da extrema direita contemporânea reproduzem componentes historicamente associados à gramática fascista?
No caso brasileiro, há razões concretas para que a pergunta seja levada a sério. O bolsonarismo consolidou-se explorando diversos desses elementos, pois, desde a sua ascensão, investiu na personalização extrema da representação política, na identificação do líder com o “cidadão de bem”, na fabricação de inimigos internos e na apresentação das instituições de controle como adversárias do povo.
O conflito com o Supremo Tribunal Federal, a hostilidade contra a imprensa, a desconfiança sistematicamente lançada sobre o processo eleitoral e a valorização política das Forças Armadas não foram episódios isolados, desconectados entre si. Formaram um ambiente no qual a legitimidade das instituições passou a depender de sua concordância com o projeto do líder.
A história posterior retirou dessa discussão parte do caráter especulativo. A contestação da confiabilidade das urnas, sem que fossem apresentadas provas capazes de demonstrar a fraude anunciada, a mobilização de seguidores após a derrota eleitoral de 2022, os acampamentos diante de quartéis e a invasão das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023 compuseram uma sequência de acontecimentos que ultrapassou a retórica agressiva.
Anos depois, o Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro e integrantes do núcleo central da trama por crimes relacionados à tentativa de ruptura da ordem democrática. Pode-se discordar politicamente do tribunal, criticar fundamentos das suas decisões e discutir penas, como é próprio de uma sociedade livre. O que já não é razoável é tratar a existência de uma movimentação golpista como simples invenção retórica de adversários políticos.
Tal constatação não significa que o Brasil tenha vivido um regime fascista nos moldes da Itália de Mussolini. A afirmação seria historicamente imprecisa, pois as instituições resistiram, eleições continuaram competitivas, a oposição venceu o pleito presidencial e o poder foi transferido. Justamente por isso, talvez seja mais útil falar em práticas fascistizantes, tendências autoritárias e repertórios políticos que guardam parentesco com o fascismo, em vez de buscar uma identidade perfeita entre experiências separadas por um século.
Um dos sinais mais perturbadores dessa radicalização apareceu recentemente num terreno que parecia definitivamente conquistado pela democracia brasileira: o voto feminino. Noventa e quatro anos depois da incorporação das mulheres ao eleitorado nacional, figuras e influenciadores ligados à extrema direita voltaram a discutir publicamente a legitimidade dessa participação.
Paulo Figueiredo, personagem próximo à família Bolsonaro, afirmou que as mulheres “votam muito mal”, especialmente quando solteiras, associando o problema ao fato de tenderem a escolher a esquerda. Em ambiente semelhante, a influenciadora conservadora Pietra Bertolazzi declarou-se contrária ao voto feminino.
Seria desonesto transformar essas manifestações em posição oficial de todos os bolsonaristas ou de toda a direita brasileira, porque não o são; seria igualmente ingênuo, contudo, tratá-las como piadas sem importância, sobretudo porque direitos raramente desaparecem no instante em que alguém publica um decreto anunciando a sua extinção, precisando, antes disso, tornar-se discutíveis e perder, gradualmente, a condição de conquistas que pareciam incorporadas à própria normalidade democrática.
A primeira operação consiste em retirar de uma conquista democrática a condição de evidência civilizatória e devolvê-la ao mercado das opiniões: talvez mulheres não devam votar; talvez a democracia tenha ido longe demais; talvez determinados cidadãos escolham mal; talvez alguns votos prejudiquem a nação. A lógica é especialmente reveladora porque desnuda o caráter instrumental de certo discurso democrático.
O voto é celebrado enquanto produz o resultado esperado, mas, quando mulheres, pobres, minorias ou jovens escolhem de maneira inconveniente, passa-se a questionar a qualidade da sua participação.
A soberania popular, então, deixa de significar o direito igual de todos os cidadãos decidirem e passa a significar o direito de os cidadãos considerados corretos produzirem a decisão considerada correta, deslocamento por meio do qual uma democracia pode conservar eleições e, pouco a pouco, perder parte de sua substância.
A condição feminina também ajuda a compreender a aproximação entre extrema direita e determinadas formas de fundamentalismo religioso.
O problema evidentemente não é a religião, uma vez que a liberdade religiosa integra o núcleo das democracias constitucionais, e milhões de brasileiros conciliam sua fé com profundo respeito ao pluralismo, aos direitos fundamentais e à separação entre Igreja e Estado.
O problema nasce quando uma crença pretende abandonar o espaço legítimo da convicção e converter os seus mandamentos em programa obrigatório de organização da vida de quem não a professa. Nos últimos anos, o vocabulário religioso ocupou posição cada vez mais visível na política da extrema direita.
A disputa eleitoral passou a ser descrita, não raramente, como enfrentamento entre o bem e o mal; candidatos receberam unções simbólicas; projetos de poder foram associados à missão espiritual de reconquistar instituições; e correntes identificadas com a chamada teologia do domínio passaram a defender presença cristã organizada nas diversas esferas sociais, incluindo o Estado.
Em 2026, a própria campanha presidencial voltou a produzir controvérsia quando Flávio Bolsonaro afirmou que declararia o Brasil pertencente a Jesus Cristo, episódio que reacendeu discussões sobre a laicidade estatal e a instrumentalização eleitoral da fé. Novamente, a cautela é necessária, pois um político professar publicamente sua religião não viola, por si, a democracia.
A laicidade não exige governantes ateus, nem obriga pessoas religiosas a esconderem suas convicções. O limite aparece quando a legitimidade do poder político é apresentada como decorrência de mandato divino, ou quando direitos de terceiros passam a depender da conformidade com uma moral religiosa específica. Nesse momento, a cidadania corre o risco de ser dividida entre aqueles cuja vida coincide com a doutrina dominante e os demais, apenas tolerados enquanto não desafiam a ordem moral pretendida.
É difícil, nesse cenário, não recordar O conto da aia. A aproximação deve ser feita sem infantilizações, já que a República de Gilead, concebida por Margaret Atwood, é uma distopia, não uma descrição do Brasil contemporâneo. Mulheres brasileiras votam, ocupam cargos públicos, dirigem instituições, estudam, trabalham e dispõem de direitos que as personagens de Gilead perderam.
Utilizar a obra como se estivéssemos vivendo literalmente aquela realidade reduziria a força da comparação. O valor da distopia está em outro lugar, pois Gilead mostra que a supressão da liberdade pode ser moralmente apresentada como proteção; que a subordinação feminina pode ser revestida de linguagem familiar e religiosa; que textos sagrados podem ser selecionados para legitimar relações de poder; e que direitos antes considerados consolidados podem ser reinterpretados como excessos responsáveis pela decadência social.
A violência não começa necessariamente com o uniforme das aias, mas quando a autonomia deixa de ser considerada direito e passa a ser tratada como problema. Quando alguém afirma que mulheres votam mal e sugere que o voto masculino, especialmente o do marido, seria politicamente mais confiável, o que está em jogo ultrapassa uma grosseria machista.
Reaparece, assim, a velha concepção de que a família possui uma única vontade e de que o homem funciona como seu representante natural no espaço público, tornando redundante a cidadania feminina porque a esposa estaria politicamente contida no marido, formulação dificilmente compatível com a ideia democrática de igualdade jurídica.
Essa estrutura se conecta, ainda, à perseguição de outras diferenças. Se existe uma família natural, uma religião politicamente correta, um modelo legítimo de sexualidade e um povo verdadeiro, todos os que escapam dessas categorias passam a ocupar posição de suspeita.
O autoritarismo raramente distribui sua hostilidade de maneira aleatória, pois organiza hierarquias, identifica normalidades e converte a diferença em ameaça, razão pela qual ataques a mulheres autônomas, pessoas LGBT, religiões de matriz africana, intelectuais e movimentos sociais frequentemente aparecem no mesmo ecossistema discursivo.
O fascismo, em suma, não deve ser procurado apenas onde há uma cópia perfeita de Mussolini ou Hitler. Se essa for a exigência, ele somente poderá ser reconhecido depois de plenamente instalado, quando a identificação já terá perdido boa parte de sua utilidade.
O que a experiência histórica oferece são sinais: culto ao líder, fabricação de um povo homogêneo, hostilidade às instituições, transformação do adversário em inimigo, militarismo, machismo, nacionalismo ressentido, desprezo pela diferença, simplificação da linguagem, teorias conspiratórias e submissão dos fatos à necessidade política.
Nenhum desses elementos, isoladamente, basta para definir um movimento como fascista, embora sua combinação não possa ser ignorada, sem que seja necessário, por outro lado, que todos estejam presentes com igual intensidade.
O autoritarismo contemporâneo é adaptativo e pode aceitar eleições enquanto acredita vencê-las, defender a liberdade de expressão enquanto ela protege seus próprios discursos, invocar a Constituição enquanto esta serve aos seus objetivos e reivindicar direitos individuais ao mesmo tempo em que pretende restringi-los para grupos considerados indesejáveis.
Talvez resida aí a principal dificuldade de reconhecer o fascismo no século XXI, pois esperamos que ele anuncie previamente aquilo que pretende destruir, quando os movimentos autoritários aprenderam justamente a falar a linguagem da democracia.
Não precisam prometer o fim da liberdade se podem afirmar que a defendem contra seus inimigos, nem abolir eleições quando lhes basta desacreditar aquelas que perdem; do mesmo modo, podem selecionar quem verdadeiramente merece integrar o povo sem rejeitar abertamente a ideia de soberania popular e apresentar a intolerância não como intolerância, mas como defesa da tradição.
O Brasil recente demonstrou que instituições democráticas podem resistir, mas também revelou que nenhuma delas está imunizada contra a corrosão.
Milhares de pessoas foram capazes de acampar diante de quartéis pedindo intervenção militar depois de uma eleição; prédios dos três Poderes foram invadidos; a destruição material foi celebrada por setores que, contraditoriamente, diziam agir em nome da Constituição. A democracia sobreviveu, o que, contudo, não equivale a estar fora de perigo.
Há um erro confortável em imaginar que a barbárie pertence sempre ao passado ou a outros povos. Italianos não nasceram fascistas, alemães não nasceram nazistas e brasileiros não possuem qualquer imunidade antropológica contra o autoritarismo.
Democracias são construções políticas frágeis, dependentes de instituições, mas também de hábitos sociais: aceitar a derrota, reconhecer a legitimidade do adversário, admitir que nenhum grupo é dono da nação e compreender que direitos fundamentais existem, sobretudo, para proteger quem pensa, vive, crê ou ama de maneira diferente da maioria.
Por isso, a pergunta mais relevante talvez não seja se o Brasil é fascista, ou se todo bolsonarista pode receber essa classificação. Evidentemente não, pois a questão é saber quanto da gramática fascista estamos dispostos a normalizar antes de reconhecer o perigo.
Quando a intervenção militar se transforma em opinião política aceitável; quando a derrota eleitoral é automaticamente convertida em fraude; quando mulheres voltam a ouvir que talvez não devessem votar; quando uma religião pretende funcionar como senha de acesso privilegiado à cidadania; quando tribunais somente são legítimos se concordam com o líder; e quando adversários são descritos como inimigos que precisam ser extirpados, já não estamos diante de simples excentricidades do debate público.
A democracia não exige unanimidade, pureza moral ou ausência de radicalismos, mas algo simultaneamente mais modesto e mais difícil: que ninguém possa destruir a liberdade do outro alegando falar em nome de todos.
O fascismo começa justamente quando essa regra parece excessiva, quando o pluralismo passa a ser percebido como fraqueza e quando a força de uma maioria, real ou imaginada, reivindica o direito de não encontrar limites, momento em que o passado deixa de ser apenas memória e se transforma em advertência.
Bahia convoca 2.384 universitários para estágio em órgãos públicos
O Governo da Bahia anunciou a convocação de 2.384 estudantes universitários para atuar em órgãos públicos estaduais por meio do programa Partiu Estágio. A lista dos selecionados foi divulgada nesta quarta-feira (7) pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb), contemplando oportunidades em Salvador, na Região Metropolitana e em municípios do interior baiano.
Esta é a primeira convocação do Edital nº 002/2026. Os estudantes selecionados irão atuar em 53 órgãos estaduais, distribuídos por 152 municípios. Do total de convocados, 1.191 foram destinados à capital e 1.193 à Região Metropolitana e ao interior da Bahia.
As oportunidades contemplam estudantes de 88 cursos de graduação. Administração lidera o número de selecionados, com 423 vagas, seguida por Pedagogia, com 245, e Direito, com 192.
Convocados devem ficar atentos ao prazo
Os universitários selecionados deverão entrar em contato com o setor de Recursos Humanos do órgão onde irão atuar entre os dias 13 e 23 de outubro, para receber orientações sobre a documentação necessária e os procedimentos para contratação.
De acordo com a Saeb, os convocados também receberão uma mensagem pelo WhatsApp informando a atualização de sua situação no portal BA.GOV.BR. Após a notificação, deverão acessar a plataforma para consultar as próximas etapas.
Quem pode participar do programa?
O Partiu Estágio é uma iniciativa do Governo da Bahia destinada a estudantes matriculados em instituições de ensino superior com sede ou polo no estado e que já tenham concluído pelo menos 50% da carga horária do curso.
O programa estabelece prioridade para universitários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), além daqueles que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas ou como bolsistas integrais na rede privada. Também há reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência.
A iniciativa representa uma oportunidade de experiência profissional para universitários de diferentes regiões da Bahia, incluindo estudantes de Ipiaú e municípios vizinhos que participaram da seleção. A relação completa dos convocados pode ser consultada no portal oficial da Secretaria da Administração da Bahia.
As inscrições para esta edição foram encerradas em 2 de outubro. Portanto, a convocação atual é destinada aos candidatos que já participaram do processo seletivo.
Suspeito de aplicar golpes contra idosos é alvo de operação da Polícia Civil em Gongogi com prejuízo de R$ 120 mil
A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta quarta-feira (7), um mandado de busca e apreensão contra um homem de 46 anos investigado por suspeita de aplicar golpes envolvendo empréstimos bancários no município de Gongogi, no Sul da Bahia, durante uma ação da Delegacia Territorial denominada Operação Camaleão do Rio.
Segundo as investigações, o suspeito teria se aproximado principalmente de idosos e pessoas com pouca instrução, oferecendo ajuda para contratar empréstimos bancários, porém, após conseguir acesso aos documentos e informações financeiras das vítimas, teria realizado novas operações de crédito e transferido os valores para contas sob seu controle.
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos sete ocorrências foram registradas contra o investigado, enquanto a análise de extratos bancários e outros elementos reunidos durante a apuração apontou movimentações de aproximadamente R$ 120 mil relacionadas às vítimas já identificadas.
Durante o cumprimento do mandado judicial, os investigadores localizaram documentos pessoais pertencentes a terceiros e aparelhos eletrônicos, materiais que foram apreendidos e deverão passar por perícia para auxiliar na identificação de possíveis novas vítimas e no esclarecimento das circunstâncias das operações financeiras.
O caso é investigado inicialmente como estelionato contra pessoa idosa ou vulnerável, conforme previsto no artigo 171, § 4º, do Código Penal, enquanto a Delegacia Territorial de Gongogi continua as diligências para verificar se outras pessoas foram prejudicadas e identificar o valor total das supostas fraudes.
Até o momento, não há informação sobre prisão do investigado, sendo importante destacar que o cumprimento do mandado de busca e apreensão não representa condenação e que a responsabilidade criminal dependerá da conclusão das investigações e dos procedimentos judiciais cabíveis.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Deputados ligados a Marquinhos perdem mais de 2,3 mil votos em Itagibá na comparação entre 2022 e 2026
Os resultados das eleições de 2026 mostram uma redução expressiva na votação obtida em Itagibá pelos deputados Fabrício Falcão (PCdoB) e Daniel Almeida (PCdoB), parlamentares que mantêm relação política com o grupo do prefeito Marcos Barreto, o Marquinhos, quando os números são comparados com o desempenho registrado nas eleições gerais de 2022.
Na disputa para deputado estadual, Fabrício Falcão recebeu 2.971 votos em Itagibá em 2022, enquanto em 2026 alcançou 2.118 votos, uma redução de 853 votos, equivalente a aproximadamente 28,7%, apesar da queda, Fabrício permaneceu como o candidato a deputado estadual mais votado no município nas eleições deste ano.
A diferença foi ainda maior na votação para deputado federal, Daniel Almeida havia conquistado 3.170 votos em Itagibá nas eleições de 2022 e terminou aquele pleito na liderança municipal para a Câmara dos Deputados, já em 2026 o parlamentar recebeu 1.689 votos, uma redução de 1.481 votos, ou aproximadamente 46,7% em relação ao resultado anterior.
Somados, Fabrício Falcão e Daniel Almeida haviam alcançado 6.141 votos em Itagibá em 2022, enquanto neste ano os dois registraram conjuntamente 3.807 votos, uma diferença de 2.334 votos e uma redução de aproximadamente 38% na comparação direta entre as duas eleições.
O resultado de 2026 também trouxe uma mudança na liderança da votação para deputado federal no município, já que Daniel Almeida deixou a primeira colocação registrada em 2022 e Antônio Brito terminou como o federal mais votado em Itagibá neste ano, com 1.864 votos, enquanto Daniel ficou com 1.689.
Os números revelam uma mudança no desempenho eleitoral dos dois parlamentares no município ao longo dos últimos quatro anos, porém a redução não pode ser atribuída isoladamente ao prefeito Marquinhos ou ao seu grupo político, já que candidatos a deputado recebem apoios de diferentes lideranças e a distribuição dos votos também sofre influência do número de candidaturas, alianças e escolhas individuais dos eleitores.
Ainda assim, a comparação entre 2022 e 2026 passa a integrar a leitura do cenário político de Itagibá após as urnas, especialmente porque Fabrício Falcão e Daniel Almeida figuram entre os parlamentares que mantêm interlocução política com a administração municipal.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Grupo de motociclistas desafia segurança pública, ameaça “passar por cima” de cidadãos em Jequié e PM ainda não informa providências
Um grupo de motociclistas voltou a provocar preocupação em Jequié após manifestações publicadas nas redes sociais indicarem que integrantes pretendem retornar às ruas durante o segundo turno das eleições, com mensagens em tom de desafio às reclamações da população e uma declaração ainda mais grave na qual um dos perfis afirma que, caso pessoas permanecessem à frente, ele “passava por cima”.
Os comentários aparecem após registros de motociclistas envolvidos em condutas que levantaram questionamentos sobre o cumprimento das normas de trânsito, incluindo circulação sem equipamentos obrigatórios, manobras perigosas, alterações em motocicletas e outras situações capazes de colocar em risco não apenas os próprios condutores, mas pedestres, motoristas e demais pessoas que utilizam as vias públicas.
Diante da repercussão e das ameaças publicadas, o Mateus Oliver Repórter procurou a Polícia Militar da Bahia através do CPRMRC para saber quais medidas estavam sendo ou seriam adotadas especificamente em Jequié, principalmente diante da possibilidade anunciada de uma nova movimentação no segundo turno das eleições e do risco de as condutas provocarem acidentes graves.
Entretanto, em resposta ao pedido relacionado a Jequié, foi encaminhada ao portal uma nota da Assessoria de Comunicação do Comando de Policiamento Regional do Médio Río de Contas (CPRMRC) referente à Operação Lince realizada em Jaguaquara, onde, segundo a Polícia Militar, 21 motocicletas foram apreendidas no domingo, 4 de outubro, durante ações voltadas ao combate à perturbação do sossego e a crimes de trânsito.
Além disso, a PM informou que as fiscalizações terão continuidade naquele município com o objetivo de fortalecer a segurança e promover a ordem pública.
Apesar de demonstrar uma atuação da Polícia Militar contra irregularidades envolvendo motocicletas em Jaguaquara, a nota não respondeu aos questionamentos apresentados pelo portal sobre a situação registrada em Jequié, razão pela qual o Mateus Oliver Repórter informou o equívoco e reiterou o pedido de um posicionamento específico sobre quais providências estão sendo adotadas diante das ocorrências e das mensagens publicadas por motociclistas na Cidade Sol.
Até o fechamento desta matéria nesta quarta-feira, 7 de outubro, nenhuma resposta específica sobre Jequié havia sido encaminhada ao portal, enquanto permanecem públicas manifestações nas quais integrantes do grupo falam sobre retornar às ruas no segundo turno e um deles chega a afirmar que “passava por cima” de quem estivesse à frente.
A falta de esclarecimentos sobre uma eventual operação ou reforço da fiscalização em Jequié amplia a preocupação de moradores, pois ninguém sabe quando uma condução perigosa poderá atingir uma criança, um idoso, uma mãe, um pai de família ou qualquer cidadão que esteja simplesmente atravessando ou utilizando uma via pública, podendo uma situação hoje registrada em vídeos e comentários terminar em feridos ou até em uma morte.
A atuação registrada em Jaguaquara mostra que existem mecanismos de fiscalização capazes de resultar em apreensões quando são constatadas irregularidades, enquanto em Jequié a população ainda aguarda informações sobre quais medidas serão adotadas diante das denúncias e do anúncio de novas ações por parte de motociclistas.
O Mateus Oliver Repórter mantém aberto o espaço para a Polícia Militar da Bahia e para apresentarem um posicionamento específico sobre Jequié, e qualquer resposta oficial encaminhada posteriormente será acrescentada à matéria.
Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro e Caiado prepara anúncio nesta terça enquanto Cury e Renan ficam neutros
A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial começou a ganhar novos contornos após os primeiros posicionamentos dos candidatos derrotados no domingo, com Romeu Zema (Novo) declarando oficialmente apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto Ronaldo Caiado (PSD) prepara para esta terça-feira (6), em Goiânia, um anúncio de apoio ao candidato do PL, que enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação decisiva.
Zema confirmou sua posição na segunda-feira (5) e afirmou que não pretende se omitir na disputa, destacando sua oposição ao PT e declarando voto em Flávio Bolsonaro, enquanto Caiado deverá receber o candidato do PL em Goiânia nesta terça para formalizar sua posição após ter condicionado inicialmente qualquer decisão a uma conversa com a direção nacional do PSD.
Já Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos e que pretende manter neutralidade, enquanto Renan Santos (Missão), quarto colocado, também descartou fazer campanha por Lula ou Flávio e deixou seus eleitores livres para decidir o voto no segundo turno.
A movimentação aumenta a disputa pelo eleitorado dos candidatos que ficaram fora da segunda etapa, já que Cury recebeu 2,89% dos votos válidos, Renan Santos 2,24%, Caiado 2,18% e Zema 0,27%, somando uma parcela que pode ganhar importância diante da diferença apertada registrada entre os dois primeiros colocados.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% dos votos válidos, equivalentes a 56.104.268 votos, enquanto Lula obteve 45,16%, com 53.876.617 votos, e os dois voltarão às urnas no dia 25 de outubro para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Silva Neto comemora eleição para a Alba com festa da vitória em Araci neste domingo
O deputado estadual eleito Silva Neto (Avante) realiza neste domingo (5), em Araci, uma programação para comemorar o resultado das urnas e agradecer aos apoiadores pela campanha que garantiu sua chegada à Assembleia Legislativa da Bahia, a celebração está marcada para começar às 17h, na Praça da Conceição, conforme divulgação feita pelo próprio político nas redes sociais.
Batizada de “Caravana da Gratidão”, a programação terá apresentações de Samba de Quina e Elson Piseiro Bom, enquanto Silva Neto afirmou na publicação que o momento será dedicado a agradecer às pessoas que participaram de sua caminhada eleitoral.
Ex-prefeito de Araci por dois mandatos, entre 2013 e 2020, Silva Neto foi eleito deputado estadual pelo Avante neste domingo (4) com 66.967 votos, conquistando uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia para a legislatura que começa em 2027.
A eleição representa a chegada de Silva Neto à Alba depois de tentativas anteriores ao cargo, em 2022 ele havia recebido 45.163 votos e terminado como primeiro suplente, enquanto agora assume mandato a partir de fevereiro de 2027.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Prefeita Laryssa Dias: resultado dos seus candidatos nas urnas consolida força política em Ipiaú
Antônio Brito e Niltinho foram os deputados mais votados no município; virou o resultado de Jerônimo Rodrigues vencendo a disputa para governador e Lula na votação para presidente
As urnas de Ipiaú confirmaram, neste domingo (4), a força eleitoral do grupo político liderado pela prefeita Laryssa Dias. Os candidatos apoiados pela gestora terminaram a eleição entre os primeiros colocados nas principais disputas, com destaque para os deputados Antônio Brito e Niltinho, que foram os mais votados no município para deputado federal e estadual, respectivamente. (Ipiaú TV)
Na disputa para a Câmara dos Deputados, Antônio Brito (PSD) recebeu 3.933 votos em Ipiaú e terminou na primeira colocação entre os candidatos a deputado federal. Já para a Assembleia Legislativa da Bahia, Niltinho (PSD) foi o mais votado, com 3.754 votos. (Ipiaú TV)
O resultado representa uma demonstração de apoio às alianças construídas pela prefeita Laryssa Dias e reforça a presença do grupo nas diferentes esferas políticas. Durante a campanha, a prefeita esteve à frente de mobilizações e atos públicos em apoio aos seus candidatos, incluindo uma grande carreata pelas ruas de Ipiaú. (Ipiaú TV)
Jerônimo é reeleito e virou a previsão de perda em Ipiaú
Na disputa pelo Governo da Bahia, diferentemente da indicação de pesquisas realizadas nos últimos 30 dias em Ipiaú, Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador e também terminou à frente em Ipiaú. No município, o governador recebeu 11.563 votos, correspondentes a 50,59% dos votos válidos, segundo os dados divulgados após a apuração. (UOL Notícias)
No resultado estadual, Jerônimo foi reeleito com 4.581.092 votos, alcançando 55,69% dos votos válidos na Bahia. (IPIAÚ ON LINE)
A vitória reforça o resultado do trabalho nas ruas da cidade e da zona rural da Prefeita e d a articulação política mantida por Laryssa Dias com o Governo do Estado e com as lideranças que integram sua base.
Rui Costa e Jaques Wagner entre os mais votados para o Senado
A votação para o Senado também apresentou desempenho expressivo dos nomes apoiados pelo grupo da prefeita.
Em Ipiaú, Rui Costa (PT) recebeu 11.360 votos, enquanto Jaques Wagner (PT) alcançou 10.420 votos, ficando respectivamente nas duas primeiras posições entre os candidatos ao Senado no município. (UOL Notícias)
Lula liderou com folga em Ipiaú
Na eleição presidencial, Lula (PT) foi o candidato mais votado em Ipiaú, com 14.346 votos, equivalentes a 60,27% dos votos válidos no município. (Ipiaú TV)
O resultado completa o cenário eleitoral de Ipiaú: os candidatos apoiados pela prefeita Laryssa Dias alcançaram posições de destaque nas disputas para deputado federal, deputado estadual, governador, Senado e Presidência da República.
Para Laryssa Dias, o resultado das urnas representa também um reconhecimento à articulação política construída ao longo da gestão e à defesa de uma relação próxima com representantes municipais, estaduais e federais.
Jequié: Motociclistas fazem manobras perigosas em pleno domingo de eleição e população cobra fiscalização
O domingo de eleição em Jequié foi marcado não apenas pela intensa movimentação de eleitores pelas ruas, mas também por episódios de imprudência no trânsito, segundo relatos recebidos pelo Mateus Oliver Repórter, motociclistas foram vistos empinando motos e realizando manobras perigosas em avenidas de grande circulação durante diferentes momentos do dia, justamente quando milhares de pessoas se deslocavam para votar ou acompanhavam familiares até os locais de votação.
A situação teria ocorrido em vias com presença constante de carros, motocicletas e pedestres, aumentando o risco de acidentes, principalmente porque as manobras eram realizadas em meio ao trânsito normal, além disso, moradores também relataram motocicletas com escapamentos excessivamente barulhentos e possíveis alterações no sistema de descarga, situação que ampliou o incômodo e chamou atenção para a necessidade de fiscalização.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que conduzir motocicleta fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda constitui infração gravíssima, sujeita a multa e suspensão do direito de dirigir, enquanto circular com descarga livre ou silenciador defeituoso, deficiente ou inoperante também configura irregularidade prevista pela legislação de trânsito.
Os episódios ocorreram justamente no domingo, 4 de outubro, data em que os brasileiros foram às urnas no primeiro turno das eleições gerais para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, período em que naturalmente houve aumento considerável na circulação de pessoas pelas principais vias das cidades.
A situação também provocou questionamentos sobre a fiscalização durante o dia, já que quem precisava circular a pé, de carro ou de motocicleta, sozinho ou acompanhado da família, acabava exposto ao risco provocado por condutores que utilizavam as vias públicas para realizar manobras incompatíveis com as regras de segurança, até o fechamento desta matéria não havia informação confirmada sobre uma operação específica direcionada a coibir esse tipo de comportamento nos locais relatados.
A cobrança não é contra motociclistas, mas contra comportamentos que colocam terceiros em perigo, especialmente porque as vias públicas são espaços compartilhados e o direito de circular precisa estar acompanhado do respeito às normas de trânsito e à segurança coletiva, diante dos relatos, moradores esperam maior presença dos órgãos responsáveis e ações capazes de impedir que práticas semelhantes voltem a ocorrer.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Prefeitura de Ibirataia apresenta metas fiscais do 2º quadrimestre de 2026 em audiência pública
A Prefeitura de Ibirataia realizou nesta quarta-feira (30), na Câmara Municipal, a audiência pública destinada à demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao segundo quadrimestre de 2026, encontro que já havia sido convocado para esta data como parte das obrigações de transparência da gestão fiscal.
Durante a apresentação, foram expostos dados relacionados à execução orçamentária, receitas, despesas e ao comportamento das metas estabelecidas para o período, permitindo o acompanhamento da situação financeira do município e da aplicação dos recursos públicos.
A realização desse tipo de audiência está prevista no artigo 9º, §4º, da Lei Complementar nº 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina a demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais em audiência pública ao final de cada quadrimestre, prática que também já vinha sendo adotada pelo município em exercícios anteriores.
Além da prestação de contas, a audiência funciona como instrumento de transparência e controle social, permitindo que vereadores, representantes da sociedade civil e moradores acompanhem os resultados fiscais e tenham acesso a informações sobre a administração financeira municipal.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
pesquisa AtlasIntel/A TARDE mostra Jerônimo com 49% e ACM Neto com 45,9% na Bahia
A nova pesquisa AtlasIntel em parceria com o jornal A TARDE, divulgada nesta quarta-feira, 30 de setembro, mostra um cenário apertado na disputa pelo Governo da Bahia, com Jerônimo Rodrigues, do PT, aparecendo com 49% das intenções de voto e ACM Neto, do União Brasil, com 45,9%, enquanto Ronaldo Mansur, do PSOL, registra 1%, os votos brancos e nulos somam 2,8% e 0,6% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Jerônimo aparece com 50,7% e ACM Neto com 47,5%, números que colocam o governador à frente dentro do levantamento divulgado na reta final da campanha.
A pesquisa também traz um recorte de eventual segundo turno entre os dois principais concorrentes e aponta Jerônimo com 51,4% dos votos válidos contra 48,6% de ACM Neto, cenário que reforça o ambiente de disputa acirrada na Bahia às vésperas da votação.
De acordo com as informações divulgadas, o levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, estando registrado na Justiça Eleitoral sob os números BA-02425/2026 e BR-00633/2026.
O resultado amplia a temperatura da reta final da eleição no estado e deve intensificar ainda mais a movimentação dos grupos políticos nas últimas horas de campanha, já que a diferença entre os dois principais candidatos permanece dentro de um intervalo apertado e mantém a disputa totalmente aberta no eleitorado baiano.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Em Campo Formoso, Rui Costa critica Flávio Bolsonaro e pede mobilização pela reeleição de Lula
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) fez críticas ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) durante um comício do grupo político de Lula em Campo Formoso, na noite de sexta-feira (25), e pediu aos apoiadores que intensifiquem a mobilização na reta final da campanha.
Segundo o relato do discurso encaminhado à reportagem, Rui associou o adversário ao debate sobre milícias no Rio de Janeiro e afirmou que o Brasil não deve voltar a ser governado pelo bolsonarismo.
As declarações são acusações políticas feitas pelo candidato, e o material não apresenta decisão judicial que comprove envolvimento de Flávio Bolsonaro com uma milícia.
Rui também defendeu a reeleição de Lula e estabeleceu como meta uma vantagem de cinco milhões de votos para o presidente na Bahia em 4 de outubro.
Ao pedir votos para sua candidatura e para a de Jaques Wagner ao Senado, argumentou que uma bancada aliada no Congresso ajudaria o presidente a governar.
As falas colocam a disputa presidencial e a composição do Senado no centro da campanha baiana nesta reta final. O espaço permanece aberto para manifestação de Flávio Bolsonaro sobre as declarações de Rui Costa.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Bebeto visita Alto São João, destaca obras de contenção e reafirma compromisso com moradores
O candidato a deputado federal Bebeto esteve no Teotônio Vilela, mais especificamente no Alto São João, onde conversou com moradores, ouviu demandas e reafirmou seu compromisso com a comunidade.
Na ocasião, destacou as obras de contenção de encostas previstas para a localidade, resultado da mobilização e da articulação para levar recursos e investimentos às áreas de risco de Ilhéus.
“A nossa cidade precisa de um representante que conheça a realidade do nosso povo e saiba onde buscar recursos. Com Lula, Jerônimo e o meu trabalho na Câmara dos Deputados, vamos ampliar os investimentos e transformar a realidade das pessoas que vivem nessas áreas”, afirmou o candidato.
Durante sua atuação parlamentar em Brasília, Bebeto destinou mais de R$ 3 milhões para obras de contenção de encostas nos altos do Socorro e Nerival, também classificados como áreas de risco, reforçando seu compromisso com a população residente em regiões mais suscetíveis a ocorrências de deslizamentos de terra.
Em maio deste ano, o governador Jerônimo Rodrigues assinou a autorização para a licitação das obras de contenção de encostas nos altos São João, Piqueira, Gamboa e Carvalho. A intervenção será executada pela CONDER, com investimentos do Novo PAC.
Operação policial resulta na prisão de suspeitos do homicídio de empresário em Ipiaú
Duas pessoas foram detidas pelas autoridades policiais sob a acusação de envolvimento no assassinato do empresário Valdiney Fernandes Santos, de 51 anos, cujo crime chocou a população da cidade de Ipiaú e de toda a região envolvente.
A vítima, que era amplamente conhecida pelos seus negócios nos setores da construção civil e do comércio de medicamentos naturais, desapareceu após deslocar-se até ao município de Itagi com o objetivo de apresentar uma propriedade imobiliária a um potencial comprador.
Três dias após o último contacto, o seu veículo foi localizado trancado numa estrada vicinal, contendo o corpo no seu interior, tendo a perícia técnica confirmado a identidade do empresário.
As investigações ganharam novos contornos quando a principal suspeita, identificada como Sheyla Araújo Barbosa, de 42 anos, compareceu junto dos familiares da vítima e nas suas propriedades exigindo a posse de imóveis e do veículo do falecido.
A mulher mantinha um relacionamento extraconjugal conturbado com o empresário, com quem tinha um filho de 8 anos.
Elementos determinantes para o avanço da investigação surgiram após a descoberta de um registo em vídeo efetuado por Valdiney antes da sua morte, no qual relatava estar a ser vítima de ameaças de morte proferidas por Sheyla, o que permitiu à Polícia Civil obter autorização judicial para analisar os dados do telemóvel da investigada.
O delegado encarregado do caso, Rodrigo Fernando de Souza, esclareceu que as diligências policiais alcançaram uma fase bastante avançada com a execução dos mandados de prisão e a apreensão dos dispositivos eletrónicos dos investigados.
As provas recolhidas através da quebra de sigilo bancário, telefónico, telemático e de geolocalização, aliadas aos depoimentos prestados na esquadra, confirmam a participação dos suspeitos na conceção e na execução do homicídio.
Além de Sheyla, apontada como mandante do crime, foi igualmente detido Fábio Santos Cruz, de 45 anos, estando ambos recolhidos e à disposição do Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia, enquanto os autos do inquérito policial são finalizados.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Operação Legado: investigação em Ibirataia não tem relação com a gestão do prefeito Sandro Futuca
Após a circulação de informações e rumores nas redes sociais envolvendo o município de Ibirataia, a equipe do Amarelinho Notícias foi em busca de esclarecimentos sobre a Operação Legado, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
A operação investiga suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, principalmente na área da saúde.
Ao todo, são cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios de diferentes estados, além do Distrito Federal. Em Ibirataia, foram expedidos quatro mandados.
No entanto, conforme apuração da nossa equipe, a investigação relacionada aos mandados cumpridos em Ibirataia não possui qualquer relação com a atual gestão do prefeito Sandro Futuca.
A presença de Ibirataia entre os municípios onde foram cumpridas diligências acabou gerando especulações e comentários nas redes sociais. Diante disso, o Amarelinho Notícias buscou esclarecer a informação e verificou que não há, até o momento, indicação de envolvimento da atual administração municipal na investigação da Operação Legado.
Segundo a PF e a CGU, as investigações analisam 56 procedimentos de contratação realizados em 31 municípios, que movimentaram aproximadamente R$ 17 milhões. Os investigadores apuram possíveis práticas como simulação de concorrência, direcionamento de contratos, cobrança de preços acima dos valores de mercado, além de suspeitas relacionadas ao fornecimento de produtos e equipamentos.
Também são investigadas possíveis movimentações financeiras suspeitas e eventual pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
De acordo com as autoridades, os fatos apurados podem, em tese, configurar crimes como organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que também determinou medidas de caráter patrimonial e o bloqueio de bens e valores de até R$ 3,4 milhões.
O Amarelinho Notícias reforça que a simples realização de mandados em um município não significa envolvimento da atual administração municipal. No caso de Ibirataia, a apuração realizada pela nossa equipe aponta que a Operação Legado não tem relação com a gestão do prefeito Sandro Futuca.
Marcel Hohlenwerger é homenageado com Troféu Aplausos durante evento em Ipiaú
O empresário e candidato a deputado estadual Marcel Hohlenwerger recebeu o Troféu Aplausos 2026 durante cerimônia realizada na noite de sexta-feira (18), no espaço de eventos da Quero Mais Pizzaria, em Ipiaú, em reconhecimento à sua contribuição para iniciativas ligadas ao desenvolvimento cultural, econômico e social do município.
Idealizada pelo produtor cultural Tito da Cruz, a premiação chegou à sua 27ª edição reunindo homenageados, familiares e representantes da sociedade local, com o propósito de reconhecer pessoas que participam de diferentes atividades e projetos em Ipiaú e na região.
De acordo com o organizador, o Troféu Aplausos já homenageou mais de 3 mil pessoas ao longo de aproximadamente 50 edições realizadas durante sua trajetória, enquanto Marcel voltou a receber a distinção após ter sido homenageado anteriormente, em 2013, pelo jornal e site Informe Ipiaú.
Durante a cerimônia, Marcel agradeceu o reconhecimento e parabenizou Tito da Cruz pela continuidade do evento, destacando a importância da iniciativa para a valorização do comércio regional e das pessoas que contribuem para a vida cultural e social do município.
A homenagem ocorreu na presença de familiares e de outras personalidades de Ipiaú, em uma edição dedicada ao reconhecimento de trajetórias e contribuições à comunidade local.
Fonte: jornalista Mateus Oliver











