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:: 20/jul/2026 . 7:25

Vídeo registra agressões durante abordagem da Rondesp e disparo contra câmera de segurança em Ipiaú

Uma abordagem realizada por policiais militares da Rondesp Médio Rio de Contas na tarde de sábado (18), na Rua Luiz Penha, no Bairro Novo, em Ipiaú, passou a ser questionada após imagens de uma câmera de segurança registrarem o momento em que um homem é atingido pelos agentes e, posteriormente, um dos policiais aponta uma arma em direção ao equipamento de monitoramento, provocando a interrupção da gravação.

O vídeo indica que as viaturas chegaram ao local por volta das 16h07 e que, poucos segundos depois, os policiais desembarcaram e iniciaram a abordagem do morador na calçada, sendo possível observar agressões físicas contra o homem, que aparece segurando objetos semelhantes a sacolas plásticas e não demonstra, no trecho divulgado, estar armado ou reagindo contra a guarnição.

As imagens disponíveis não permitem conhecer o que ocorreu antes da chegada das viaturas nem o motivo que levou os policiais até o endereço, porém o material registrado levanta questionamentos sobre a proporcionalidade da força empregada e sobre a necessidade das agressões observadas, especialmente porque o cidadão aparece cercado por vários agentes e sem apresentar resistência visível durante parte da ocorrência.

Segundo relato atribuído à vítima, os policiais também teriam utilizado spray de pimenta diretamente em seus olhos quando ele já se encontrava imobilizado, versão que ainda precisa ser apurada oficialmente por meio da identificação dos agentes envolvidos, da coleta de depoimentos, de eventual exame de corpo de delito e da análise completa das imagens captadas no local.

Outro momento de grande repercussão ocorre quando um dos policiais, posicionado próximo a uma das viaturas, levanta a arma e aponta em direção à câmera de segurança, sendo que logo depois a gravação sofre interferência e é interrompida, circunstância que deverá ser esclarecida para determinar se houve disparo, qual tipo de munição foi utilizado e se existiu a intenção de danificar ou impedir o registro da operação.

Caso seja confirmado que um policial efetuou disparo propositalmente contra o equipamento de monitoramento, a conduta poderá ser analisada pelos órgãos competentes sob os aspectos administrativo, disciplinar e criminal, especialmente diante da importância das imagens como possíveis elementos de prova sobre a atuação da própria guarnição.

Apesar da abordagem e das agressões registradas, o homem não teria sido preso nem encaminhado à Delegacia Territorial de Ipiaú, enquanto também não foram divulgadas informações sobre a apreensão de armas, drogas ou qualquer outro material ilícito durante a ocorrência, circunstância que aumenta a cobrança por uma explicação oficial sobre o motivo da ação e os procedimentos adotados pelos policiais.

A ausência de condução à delegacia ou de material apreendido não comprova isoladamente a ocorrência de abuso de autoridade, mas reforça a necessidade de investigação independente para verificar se a abordagem respeitou os protocolos operacionais, os princípios da legalidade e da proporcionalidade e os direitos fundamentais do cidadão.

Familiares afirmam que o homem ficou amedrontado e abalado após a ocorrência e avaliam procurar assistência jurídica para apresentar representações ao Ministério Público da Bahia, à Corregedoria da Polícia Militar e a outros órgãos responsáveis pelo controle da atividade policial, além de analisar eventual pedido de indenização pelos danos físicos, materiais e psicológicos alegados.

Uma eventual responsabilização dependerá da confirmação dos fatos por meio de perícia, depoimentos, documentos médicos, gravações completas e identificação dos integrantes da guarnição, sendo garantidos aos policiais envolvidos o direito de apresentar suas versões e exercer a ampla defesa durante qualquer procedimento instaurado.

A reportagem solicita posicionamento da Polícia Militar da Bahia sobre o motivo da abordagem, a identificação da unidade envolvida, as agressões registradas, o suposto uso de spray de pimenta, o possível disparo contra a câmera e a ausência de condução do homem à delegacia, mantendo o espaço aberto para manifestação oficial da corporação e dos agentes citados.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Pesquisa aponta ACM Neto na liderança, mas analista avalia que disputa pelo Governo da Bahia segue aberta

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado no dia 1º de julho de 2026, mas o cenário eleitoral ainda deve passar por mudanças até a realização do primeiro turno.

De acordo com os números apresentados no levantamento, ACM Neto registra 49,2% das intenções de voto na pesquisa estimulada, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues aparece com 37,5%, uma diferença de 11,7 pontos percentuais entre os dois principais nomes da disputa.

A análise foi realizada por Edmar Mendes da Silva, especialista em marketing político, diretor do Instituto de Pesquisa Data Sol e ex-vereador de Jequié, que também comparou o resultado com levantamentos anteriores realizados pelo Paraná Pesquisas na Bahia.

Em março de 2025, ACM Neto apareceu com 52% das intenções de voto, contra 27,4% de Jerônimo Rodrigues, enquanto em julho daquele mesmo ano os percentuais foram de 53,5% para Neto e 28,1% para o atual governador.

Já em maio de 2026, ACM Neto registrou 47,8%, enquanto Jerônimo Rodrigues alcançou 38,7%, demonstrando uma redução na diferença entre os dois candidatos em comparação com os levantamentos realizados no ano anterior.

Apesar da vantagem apresentada na pesquisa de julho, Edmar Mendes considera que a eleição para o Governo da Bahia permanece aberta, principalmente diante da mobilização política realizada pela chapa governista nos encontros do Programa de Governo Participativo, o PGP, em diferentes regiões do estado.

O analista acompanhou os eventos realizados pelas duas principais chapas no Jequié Tênis Clube e afirmou que o encontro liderado por Jerônimo Rodrigues contou com uma participação popular superior à registrada no evento realizado anteriormente pelo grupo de ACM Neto.

Segundo Edmar Mendes, o encontro governista reuniu caravanas de mais de 60 municípios, incluindo cidades dos territórios Médio Rio das Contas, Vale do Jiquiriçá, Baixo Sul, Litoral Sul e Costa do Descobrimento.

Os encontros do PGP são promovidos com o objetivo de receber propostas da população para a elaboração do programa de governo da chapa governista, mas também possuem forte capacidade de mobilização eleitoral nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

Na avaliação do especialista, embora os números atuais sejam favoráveis a ACM Neto, as movimentações políticas, as alianças regionais e o desempenho das campanhas durante os próximos meses poderão provocar alterações significativas nas intenções de voto.

Edmar Mendes destacou ainda que, no momento da divulgação da pesquisa, o grupo governista já havia realizado encontros em 16 Territórios de Identidade, restando outras regiões a serem percorridas durante o período que antecede a eleição.

Diante desse cenário, a liderança de ACM Neto representa uma vantagem importante no início da campanha, enquanto Jerônimo Rodrigues terá como principal desafio reduzir a diferença e ampliar sua presença entre os eleitores baianos.

A análise conclui que, mesmo com a possibilidade de uma vitória de ACM Neto no primeiro turno indicada pelos números atuais, a eleição estadual ainda não pode ser considerada definida, especialmente diante da intensidade das mobilizações políticas e do período restante até a votação.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Planos de saúde individuais podem ter reajuste de até 20% com nova regra estudada pela ANS

Os consumidores que possuem planos de saúde individuais e familiares podem enfrentar uma nova possibilidade de aumento nas mensalidades caso a Agência Nacional de Saúde Suplementar aprove a criação da chamada revisão técnica, mecanismo destinado a corrigir situações de desequilíbrio econômico-financeiro alegadas pelas operadoras e que poderá permitir reajustes extraordinários somados ao aumento anual já autorizado pela agência.

De acordo com a proposta divulgada, o reajuste anual total poderia alcançar o limite de 20%, considerando conjuntamente o índice regular autorizado pela ANS e o percentual concedido por meio da revisão técnica, sendo que valores superiores a esse teto teriam de ser distribuídos ao longo de um período estimado entre três e cinco anos.

A medida poderá atingir aproximadamente 7,7 milhões de beneficiários de planos individuais, grupo formado em grande parte por idosos, famílias que contrataram diretamente os serviços e consumidores que não possuem acesso aos planos coletivos oferecidos por empresas, associações profissionais ou entidades de classe.

A revisão técnica funcionaria como uma terceira forma de elevação da mensalidade, juntando-se ao reajuste anual autorizado pela ANS e ao aumento decorrente da mudança de faixa etária, situação que gera preocupação porque o mesmo consumidor poderia sofrer diferentes correções durante a manutenção do contrato, desde que respeitados os critérios e as datas previstas nas normas e no próprio plano.

Pela minuta conhecida até o momento, as operadoras somente poderiam solicitar o reajuste extraordinário quando demonstrassem que a carteira de planos individuais apresenta desequilíbrio econômico-financeiro durante pelo menos três anos, cabendo à ANS avaliar os dados apresentados, a situação da empresa e a necessidade da medida antes de autorizar qualquer aumento adicional.

A proposta também impediria que uma operadora apresentasse novo pedido de revisão técnica durante os cinco anos seguintes à primeira autorização, além de afastar a aplicação do reajuste extraordinário sobre contratos com menos de cinco anos de duração, regras criadas para limitar a frequência e o alcance da cobrança.

Apesar da discussão, o aumento de até 20% não está autorizado automaticamente e não significa que todos os planos individuais sofrerão esse percentual, já que a medida ainda depende da conclusão do processo regulatório, da aprovação pela Diretoria Colegiada da ANS e da análise individual dos pedidos que venham a ser apresentados pelas operadoras.

A tramitação da proposta já foi questionada na Justiça Federal após uma ação apresentada pela Associação Brasileira de Planos de Saúde, que alegou falta de tempo adequado para analisar as mudanças e insuficiência de informações durante a consulta pública realizada pela agência.

O juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, determinou a suspensão da consulta relacionada à revisão da política de preços dos planos de saúde até que fosse realizada uma Análise de Impacto Regulatório e oferecido prazo mais amplo para participação das operadoras, consumidores, instituições públicas e demais interessados.

A ANS recorreu da decisão, mas a suspensão foi mantida pela desembargadora federal Kátia Balbino, que considerou a abrangência da proposta, o impacto sobre a sociedade e a necessidade de disponibilização integral dos documentos antes da retomada das discussões.

A agência estuda levar novamente o tema para análise da Diretoria Colegiada, porém qualquer decisão deverá respeitar as exigências determinadas pela Justiça, incluindo a elaboração dos estudos de impacto, a transparência da documentação e a reabertura do prazo para manifestações dos setores envolvidos.

Atualmente, os planos individuais e familiares possuem um percentual máximo de reajuste anual definido pela ANS, que somente pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato e após autorização da agência, enquanto os aumentos por faixa etária precisam estar expressamente previstos no documento assinado pelo consumidor.

A possibilidade de mais um reajuste preocupa especialmente os consumidores idosos, que geralmente utilizam os serviços médicos com maior frequência, enfrentam mensalidades mais elevadas e possuem maior dificuldade para migrar para outro plano sem perder condições contratuais ou cumprir novos períodos de carência.

Por outro lado, as operadoras defendem que o mecanismo poderá evitar o encerramento de carteiras individuais deficitárias e garantir a continuidade dos atendimentos, argumentando que contratos antigos podem apresentar custos assistenciais superiores às receitas arrecadadas durante vários anos.

Entidades de defesa dos consumidores cobram que qualquer mudança seja acompanhada de critérios objetivos, auditoria dos números apresentados pelas operadoras, transparência sobre os cálculos e instrumentos que impeçam a transferência integral dos prejuízos empresariais para os beneficiários.

A preocupação aumenta porque o limite de 20% previsto na proposta não representa necessariamente um reajuste isolado da revisão técnica, mas o total resultante da combinação entre o índice anual e a cobrança extraordinária, diferença que deverá ser explicada de maneira clara nas normas e nas comunicações enviadas aos consumidores.

Enquanto o processo não for concluído, os beneficiários continuam submetidos às regras atualmente em vigor e não podem receber a cobrança da revisão técnica com base apenas na existência da proposta, sendo recomendável verificar os boletos, o mês de aniversário do contrato e o percentual oficialmente autorizado pela ANS.

Caso seja aprovado um modelo definitivo, a agência deverá informar quais operadoras receberam autorização, quais contratos serão atingidos, qual percentual poderá ser aplicado, durante quanto tempo haverá cobrança e quais canais estarão disponíveis para questionamentos e reclamações.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam com início de nova etapa em Vera Cruz

As obras da Ponte Salvador-Itaparica avançaram para uma nova etapa neste mês de julho com o início da concretagem das estruturas que irão sustentar a Plataforma Linear Provisória em Vera Cruz, além da demolição de antigas construções existentes na área onde o empreendimento está sendo implantado.

Ao mesmo tempo, equipes técnicas trabalham na montagem e nos testes dos equipamentos que serão utilizados para instalar as estacas metálicas da plataforma no mar, entre eles guindastes de grande porte, martelos vibratórios, martelos de percussão e uma estrutura-guia responsável por garantir o posicionamento correto das estacas durante as operações.

Os equipamentos deverão ser instalados sobre balsas para permitir o início dos trabalhos marítimos, etapa considerada fundamental para a construção da estrutura temporária que dará suporte à execução das fundações e da superestrutura da futura ponte.

A Plataforma Linear Provisória será construída paralelamente ao traçado definitivo da Ponte Salvador-Itaparica e terá aproximadamente 11,2 quilômetros de extensão, começando pelo lado de Itaparica e avançando posteriormente a partir de Salvador até que as duas frentes de serviço se encontrem no mar.

Segundo o secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, a plataforma provisória deverá tornar a execução da obra mais eficiente e reduzir em cerca de 70% a circulação de embarcações na Baía de Todos-os-Santos durante o período de construção, além de facilitar o controle e o gerenciamento dos resíduos produzidos pelas atividades.

A estrutura permitirá o transporte de trabalhadores, máquinas, equipamentos e materiais sem depender diretamente das condições do mar, como variações de maré, ventos fortes e ondas, fatores que poderiam provocar interrupções e atrasos nas operações realizadas exclusivamente por embarcações.

De acordo com o Governo da Bahia, a plataforma foi projetada para suportar equipamentos pesados e garantir maior continuidade aos serviços, permitindo que as equipes tenham acesso mais rápido aos diferentes pontos do traçado e executem as fundações com maior segurança e produtividade.

A expectativa é que a utilização da estrutura provisória também contribua para reduzir o prazo total de execução do empreendimento, já que permitirá a realização simultânea de atividades em diferentes frentes de trabalho e diminuirá a dependência da logística marítima tradicional.

A Ponte Salvador-Itaparica é apresentada pelo governo estadual como uma das maiores obras de infraestrutura em andamento na Bahia e deverá integrar Salvador à Ilha de Itaparica, criando uma nova ligação rodoviária com o Recôncavo, o baixo sul e outras regiões do estado.

Fonte: jornalista Mateus Oliver








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