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:: ‘Política’

Política em Ilhéus: Ainda sem partido, Adélia Pinheiro figura posição de destaque para a sucessão de Marão em 2024

 Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, as movimentações já circulam nos bastidores políticos e alguns nomes já são cogitados para a prefeitura de Ilhéus, no Sul da Bahia e um dos principais nomes é o da atual secretária de educação do estado Da Bahia Adélia Pinheiro.


 Adélia que já foi reitora da UESC, e Secretaria de Saúde do Estado, é bem avaliada nas ruas de Ilhéus; mas ainda não se filiou a nenhum partido. Porém há duas legendas que buscam ter a secretária como aliada; uma dessas é a do atual prefeito de Ilhéus Mário Alexandre Correia de Souza (PSD) e encabeçada no estado pelo senador Otto Alencar; A chefe da educação baiana tem fortes laços com o PT e a filiação dela também é ventilada na legenda e se eleita for será a primeira prefeita no município que ao longo dos seus 400 anos de fundação e mais de 140 de emancipação política nunca teve uma mulher na gestão executiva.

 O nome tem sido bastante divulgado na terra de Jorge Amado, e Adélia Pinheiro está despontando como sucessora do prefeito Mário Alexandre (Marão) após o término do mandato de prefeito de Ilhéus.

 O primeiro “sinal” de que a relação poderia se afunilar foi do próprio Marão que indicou que “seria uma boa ideia” a filiação de Adélia. “É um grande quadro. Vou mandar uma mensagem para ela”, indicou o alcaide de Ilhéus. Porém deixou claro que não está “discutindo sucessão” e que quer que ela faça um bom trabalho na Educação junto com o governador.

 Em 2020 quando também estava cotada a concorrer a mesma vaga no município adélia chegou a dizer que era movida sempre a desafios, e o seu desafio na época, por chamamento do governador do estado da Bahia, Rui Costa, seria de estar na gestão da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado. “Esse é o meu desafio para o qual estou 100% dedicada”, declarou na abertura do I Fórum Internacional do Meio Ambiente e Economia Azul, realizado no Senai-Cimatec, em Salvador. 

 Segundo informações de uma fonte ligada a Adélia ao repórter Mateus Oliver, aliados da secretária acreditam que sua gestão na pasta da Saúde e agora na Educação podem alavancar uma possível candidatura a prefeita de Ilhéus. Adélia é considerada por interlocutores como um forte quadro técnico e com futuro promissor. Atualmente ela diz estar focada apenas na nova missão dada por Jerônimo Rodrigues.
Fonte:Blog Mateus Oliver Repórter

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O que acontece no STF enquanto Lula não indica um ministro ou nome não é aprovado

 A aposentadoria de Ricardo Lewandowski anunciada para a próxima terça-feira,11, vai provocar uma situação incomum, porém não inédita no Supremo Tribunal Federal (STF): a Corte trabalhará com dez ministros, e não 11 como prevê a Constituição. Isso porque, no mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, e não indicará imediatamente o substituto. Além disso, o nome ainda precisará ser sabatinado pelo Senado Federal.


 Lewandowski antecipou em um mês data prevista para o magistrado deixar a toga – em 11 de maio, ele completará 75 anos, idade em que a aposentadoria de um ministro do Supremo é compulsória. “Eu saio com a convicção de que cumpri a minha missão. Estou com gabinete praticamente zerado em termos de processos”, afirmou o ministro na semana passada. Segundo ele, a saída antecipada se deve a compromissos acadêmicos e profissionais.

 Durante a campanha, Lula disse que nunca havia indicado ‘um amigo’ para o Supremo. No entanto, o nome que desponta nos bastidores de Brasília para ficar com a vaga de Lewandowski é o de Cristiano Zanin, 47 anos, advogado pessoal do presidente.

Abaixo, entenda como ficam as votações no STF na ausência de um ministro.

1. A Constituição permite dez ministros na Corte?
Sim. Em geral, o Supremo evita pautar casos de grande repercussão quando há um ministro a menos. “(Nestes casos), eles podem suspender o julgamento e esperar o tribunal ser recomposto para ter os 11 votos”, explica Rubens Glezer, professor de Direito da FGV e coordenador do centro Supremo em Pauta. Desfalcada, a Corte acaba operando sob constante risco de empate nos julgamentos.

2. Em caso de empate em um julgamento, quem decide?
Em matérias penais, quando há um processo ou uma investigação, o empate sempre beneficia o acusado. Glezer esclarece que, neste casos, existe o princípio de que, na dúvida, o julgamento tem que favorecer o réu. Já nos casos em que há uma interpretação da Constituição, os ministros podem começar a votação, mas deverão aguardar a chegada do 11º integrante para concluir a análise. No entanto, o professor pontua que o empate nesta situação é muito raro acontecer.

3. Em quanto tempo o presidente pode fazer a indicação?
Lula poderá indicar dois ministros para o Supremo neste ano devido às aposentadorias compulsórias de Ricardo Lewandowski e de Rosa Weber, prevista para acontecer em outubro. Segundo a Constituição, o STF precisa ser composto por 11 ministros.

Porém, não há regimento que estabeleça um prazo para que a indicação seja feita. Portanto, Lula teria uma margem maior para decidir a sua indicação. “A Constituição não estabelece um prazo para que a indicação seja feita para suprir uma vaga. É uma percepção política do presidente que faz ele tomar uma decisão rápida ou devagar”, avalia Glezer.

4. Como ficam os trabalhos com um ministro a menos?
Segundo o professor, a ausência de um ministro pode atrapalhar os trabalhos do tribunal. “Tem todo um acervo do ministro que fica a espera do seu sucessor. A não ser que tenha uma urgência muito notória, (os trabalhos) vão ficar parados”, diz.

Glezer explica que, além do plenário, o STF possui duas turmas. Tais colegiados são formados por cinco ministros cada, e visa “desafogar” o Plenário. “Pode ter uma série de problemas de deliberação e fica disfuncional o tribunal com uma indicação a menos.”

5. Quem está cotado para assumir a vaga no STF?
Lewandowski disse que não discutiu nomes de seu sucessor com Lula, porque se trata de uma decisão exclusiva do presidente. Para Lewandowski, além dos requisitos constitucionais para ocupar o cargo (no mínimo 35 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada), o novo ministro deve ter coragem. “Penso que meu sucessor deverá ser fiel à Constituição, aos direitos e às garantias fundamentais, mas precisa ser, antes de mais nada, corajoso para enfrentar as enormes pressões que um ministro do Supremo Tribunal Federal tem de enfrentar no seu cotidiano”.

Lula ainda não confirmou o nome de quem será o próximo a ocupar a cadeira de Lewandowski. Entretanto, nos bastidores, o nome de Cristiano Zanin é apontado como o principal favorito para ocupar o cargo do magistrado. Em recente declaração, Lula disse que o advogado foi “uma revelação extraordinária no campo jurídico”.

O ex-secretário-geral do TSE e do STF nas gestões de Lewandowski, o advogado Manoel Carlos de Almeida Neto também é um dos citados para ficar com a vaga. Zanin e Manoel Carlos seriam os dois ‘finalistas’ para a vaga – como mostrou o Estadão, Lula já recebeu mais de 15 sugestões de nomes para ocupar cadeiras do STF.

Lula, porém, vem sendo cobrado por grupos sociais para que o cargo seja ocupado por uma mulher negra. O presidente, no entanto, tem dito a aliados que o gênero do candidato não será determinante para a escolha.

6. Após a indicação, qual é o trâmite para o novo ministro assumir o cargo no STF?
Para ser nomeado, o escolhido precisará dos votos de 41 dos 81 senadores. A votação é secreta.

7. Já ocorreram casos de o STF operar por muito tempo com dez ministros?
Em 2021, o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre, “segurou” por mais de quatro meses a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal depois da aposentadoria de Marco Aurélio Mello. Em uma disputa política com Bolsonaro, o presidente da CCJ segurou a indicação o quanto pôde. Decidiu fazer um recuo estratégico somente após perder apoio até mesmo entre aliados e sofrer críticas e ver o atraso ser classificado como abuso de poder.

8. A formação do STF pode mudar?
Em 2022, durante a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro não descartou a possibilidade de, caso fosse reeleito, aumentar o número de ministros do STF. Essa medida não seria inédita no cenário político brasileiro. Durante a ditadura militar (1964-1985), por meio do Ato Institucional nº 02 (AI-2), de 27 de outubro de 1965, a quantidade de ministros da Corte passou de 11 para 16, acréscimo mantido pela Constituição de 24 de janeiro de 1967.

 Já o presidente Lula afirmou no mês passado que pretende discutir uma mudança na Constituição para determinar um período de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal. Hoje, para ser indicado pelo presidente e aprovado pelo Senado, um ministro do STF precisa ter mais de 35 e menos de 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. A aposentadoria compulsória se dá aos 75 anos.

 Em debate no Congresso e no Executivo, a adoção de mandato para os magistrados é vista com reticências por juristas e ex-integrantes da Corte máxima do País. O temor é que isso gere maior rotatividade e acentue a politização no tribunal.
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Lula poderá indicar ao menos 16 ministros a tribunais superiores e 15 desembargadores

Durante os quatro anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-Foto) vai poder indicar ao menos 16 ministros a tribunais superiores. Pela regra atual, um magistrado se aposenta de maneira compulsória aos 75 anos.


Além disso, Lula também vai ter o poder de escolher pelo menos 15 desembargadores para atuar em tribunais regionais do país. Neste caso, a aposentadoria compulsória ocorre aos 70 anos.

Hoje, 95 ministros compõem o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Superior Tribunal Militar (STM), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Na Suprema Corte, os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber se aposentam em 2023, completando 75 anos. Lewandowski, por exemplo, já antecipou a aposentadoria para 11 de abril, um mês antes do aniversário. Para o posto de Lewandowski, estão em alta os nomes do advogado Cristiano Zanin e do jurista baiano Manoel Almeida Neto.

No STJ, que conta com 33 cadeiras, a ministra Laurita Vaz se aposentará em 21 de outubro de 2023. Depois dela, a aposentadoria da ministra Assusete Magalhães está prevista para ocorrer em 18 de janeiro de 2024. Os ministros Antonio Saldanha Palheiro e Og Fernandes devem se aposentar em abril e em novembro de 2024, respectivamente.

No TSE, deve abrir vagas para os nomes dos ministros Sergio Banhos, Carlos Horbach e Maria Claudia Bucchianeri.

No STM, que é composto por 15 magistrados, o ministro Lúcio Mário de Barros Góes se aposentará em 2024. Já os ministros José Coêlho Ferreira, Odilson Sampaio Benzi e Marco Antônio de Farias poderão deixar a corte militar em 2025.

No TST, com 27 ministros, há uma vaga em aberto do ministro Emmanoel Pereira, da vaga da OAB. Também poderá se aposentar em 2025 o atual vice-presidente, ministro Aloysio Corrêa da Veiga. Dora Maria, atual corregedora, também se aposenta em março de 2026.

Deputado no TCU

Já o TCU conta com nove ministros. Em março, Lula nomeou o deputado federal Jhonatan de Jesus (Republicanos) como ministro do Tribunal. O nome do parlamentar foi aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro, com 239 votos obtidos na Câmara dos Deputados e 72 no Senado. O roraimense assumirá a vaga aberta após a aposentadoria da ministra Ana Arraes.

O ministro Aroldo Cedraz completa 75 anos em 2026 e também deve deixar uma vaga. Mas o posto também é vaga da Câmara dos Deputados. (Gabriela Coelho)
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Ação no TSE que pede Bolsonaro inelegível chega à fase final para julgamento

 O corregedor-geral eleitoral, Benedito Gonçalves, concluiu a fase de coleta de provas no processo mais adiantado contra a chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. O caso pode levar à inelegibilidade do ex-presidente.


 Na sexta-feira (31), o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a intimação das partes para que apresentem seus últimos argumentos (alegações finais) nos autos da AIJE (ação de investigação eleitoral).

 A ação trata do encontro promovido por Bolsonaro no Palácio do Alvorada com embaixadores em julho do ano passado, quando o então mandatário fez ataques sem provas ao sistema eleitoral.

 São partes, além de Bolsonaro, o então candidato a vice Walter Braga Netto (PL) e o PDT, partido da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e autor da representação que deu início à ação.

 A partir da intimação, eles terão dois dias para apresentar as alegações finais. Na sequência, a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) opinará sobre o caso também em prazo de 48 horas.

 Quem toca a PGE é o subprocurador Paulo Gonet Branco, designado por Augusto Aras para a função de vice-procurador-geral eleitoral.

 A ação apura a suposta prática de abuso de poder político e de uso indevido dos meios de comunicação na realização do encontro com dezenas de representantes estrangeiros.

 Naquele encontro, Bolsonaro repetiu teorias da conspiração sobre as urnas eletrônicas, promoveu novas ameaças golpistas e atacou ministros dos tribunais superiores.

 Gonçalves afirmou que há nos autos “rico acervo probatório” e que ele foi “formado com ampla participação das partes e do MPE [Ministério Público Eleitoral]”.

 Foi possível, segundo o magistrado, “conjugar contraditório e celeridade, conduzindo-se o procedimento com estrita observância ao diálogo processual, à boa-fé objetiva, ao princípio da não surpresa e ao dever de fundamentação”.

 “Em pouco mais de 3 meses, foram realizadas cinco audiências e requisitados todos os documentos, inclusive procedimentos sigilosos, relacionados aos fatos relevantes para deslinde do feito”, destacou.

 Entre os documentos juntados ao processo está a minuta do golpe, proposta de decreto para a instauração de um estado de Defesa no TSE.

 O papel foi recolhido na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro. Torres, que está preso, prestou depoimentos nos autos da ação de investigação eleitoral.

 O aliado de Bolsonaro disse desconhecer a autoria da minuta golpista e reafirmou o que falou em depoimento à PF em fevereiro que o papel era descartável e “sem viabilidade jurídica”. “Essa pseudo-minuta, para mim, era um lixo”, disse Torres.

 O PDT pediu ao TSE que o documento fosse anexado ao processo por entender que faz parte do contexto de um plano encampado por Bolsonaro e aliados para desacreditar o sistema eleitoral, culminando com a ideia de se subverter o resultado das urnas.
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Bolsonaro chega ao Brasil após passar três meses nos Estados Unidos

 O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao Brasil na manhã desta quinta-feira (30), após passar três meses nos Estados Unidos.


 O voo comercial chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 6h40. No saguão, alguns apoiadores esperavam o ex-presidente.

 Segundo o PL, Bolsonaro deve participar de um evento fechado ainda nesta quinta, com familiares e aliados.

 O ex-presidente viajou para Orlando, na Flórida, no fim do ano passado – a dois dias de terminar o seu mandato. Por três meses, ficou hospedado na casa de um amigo em um condomínio de luxo na cidade e fez poucas aparições públicas.

 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher de Jair, viajou para Orlando algumas vezes ao longo do período e compartilhou detalhes das viagens em redes sociais.

 Durante o período nos EUA, Bolsonaro esteve acompanhado de assessores presidenciais pagos com dinheiro público. Esse tipo de assessoramento é garantido por lei a ex-presidentes, mesmo que eles estejam fora do país.

 Bolsonaro nunca justificou oficialmente a viagem aos EUA, feita em voo da Força Aérea Brasileira quando ele ainda era presidente. (Metrópoles)
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No retorno ao Brasil, Bolsonaro ataca Lula em primeiro discurso

 No retorno ao Brasil nesta quinta-feira (30), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que o petista não conseguirá fazer “o que bem entender” porque a atual legislatura no Congresso Nacional está melhor que a anterior.


 “Eu lembro lá atrás quando alguém criticava o Parlamento, Ulysses Guimarães dizia: ‘espera o próximo’. Dessa vez, o próximo melhorou e muito. O Parlamento nos orgulhando pelas medidas, pela forma de se comportar, agir lá dentro, fazendo o que tem que ser feito e mostrando para esse pessoal que, por ora, pouco tempo, está no poder, eles não vão fazer o que bem querem com o destino da nossa nação”, declarou o ex-presidente.

 As declarações de Bolsonaro ocorreram ao chegar para evento na sede do PL, em Brasília, seu primeiro compromisso após retornar dos Estados Unidos.
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Empreiteiras apostam em Lula e novo PAC para se reerguer, após jejum de obras públicas

 Afetadas pela Lava Jato, pelo fim da era de grande obras públicas e pela dificuldade em obter empréstimos, empreiteiras apostam no governo Lula e na edição do prometido “Novo PAC” para reerguer o setor. “Estamos há seis anos sem nenhuma interlocução com o governo e quase nenhum investimento público”, afirma Cláudio Ribeiro, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada Infraestrutura (Sinicon).


 Segundo ele, o setor ficou esperançoso com o anúncio de que o PAC seria retomado. “Vejo com bons olhos que o governo esteja trazendo esse tema novamente para a pauta e que lance um programa, que gere medidas para voltar a investir em infraestrutura”, diz Ribeiro.

 O setor de engenharia e construção bateu recorde em 2013, um ano antes da deflagração da Lava Jato e ainda no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, com R$ 179,6 bilhões de receita bruta. Em 2021, o valor foi de R$ 68,2 bilhões.

 O governo promete para abril o lançamento do futuro plano inspirado nos Programas de Aceleração do Crescimento anteriores. A ideia é usar dinheiro público e também privado para a realização de obras de infraestrutura. O cenário do setor de construção, no entanto, é bem diferente do vivido por Lula em seus governos anteriores.

 A retomada dos grandes projetos, porém, é vista com grande desconfiança pelo mercado. Entre os motivos do ceticismo estão o fato de muitos empreendimentos anunciados no passado terem projetos mal estruturados e de parte das obras não ter sido finalizada, além do próprio envolvimento em grandes escândalos de corrupção.

 A queda nos investimentos públicos desde o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, somada à crise de reputação gerada pelas investigações, fez grandes empreiteiras encolherem ou desaparecerem, com casos de recuperação judicial, demissões e dívidas bilionárias acumuladas. As companhias passaram a olhar para projetos considerados médios e empresas menores ganharam espaço.

 No ranking das maiores construtoras do País de 2022, divulgado pela revista “O Empreiteiro”, que compila dados do setor, a OEC – braço de engenharia do antigo grupo Odebrecht, atualmente chamado de Novonor – ainda fica em primeiro lugar. A receita da OEC, no entanto, é tímida comparada aos tempos áureos da Odebrecht, de R$ 2,9 bilhões. A holding Novonor alega ter hoje, aproximadamente 25,5 mil funcionários, distante dos quase 130 mil que a Odebrecht chegou a ter no auge da construção civil no País. Em recuperação judicial, Novonor tem dívidas com bancos que chegam a R$ 14 bilhões.

 No caso das empresas envolvidas na Lava Jato, segundo interlocutores de duas companhias, a situação financeira é de extrema dificuldade na obtenção de empréstimos e no acesso ao mercado de garantias. Sem as garantias, há empecilhos para participar de licitação.

 O perfil das vencedoras de concessões, aponta o advogado, também mudou nos últimos anos. “Nas últimas (concessões) quem ganha já não são mais os empreiteiros, que dominavam”, afirma Freire. A Acciona, por exemplo, em quarto lugar no ranking das maiores empresas da área, é uma empresa espanhola que assumiu as obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, ao comprar o contrato do consórcio Move São Paulo, que havia sido formado pela Odebrecht TransPort, a Queiroz Galvão e a UTC Engenharia – as três severamente afetadas pelas investigações.

 O ranking das dez maiores construtoras do País de 2022 é composto por OEC, Construcap, U&M, Acciona, Construtora Barbosa Mello, Racional Engenharia, Fagundes Construção, Agis Construção, Álya Construtora (antiga Queiroz Galvão) e A.Yoshii Engenharia. Andrade Gutierrez e Camargo Côrrea não foram contempladas no ranking por falta de dados.

 No caso da Odebrecht, em depoimento a procuradores, o patriarca da família, Emilio Odebrecht, narrou a proximidade mantida com Lula antes e durante o governo do petista – que seguia bom relacionamento dele e da empresa com outros governantes.

 Ribeiro, presidente do Sinicon, afirma que é preciso garantir isonomia às empresas, para que todas fiquem no mesmo patamar diante de anúncios de investimento em infraestrutura. Um dos pleitos das empreiteiras para dar fôlego ao caixa é a repactuação das multas devidas à União e estatais pela confissão do cometimento de crimes de corrupção na Lava Jato.

 As envolvidas na Lava Jato pedem à Controladoria Geral da União para renegociar os prazos ou valores devidos nos acordos de leniência. O governo chegou a ventilar a ideia de fazer as empresas pagarem as multas com a realização de obras públicas, mas a proposta foi mal recebida entre empreiteiras.
 
 Essas empresas, diz ele, querem mudar prazos, renegociar e eventualmente mexer no valor por algum erro material no cálculo. Como o Estadão revelou, Novonor, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e UTC estão no grupo que tenta renegociar o pagamento das dívidas da leniência. As cinco leniências firmadas com a União somam R$ 8 bilhões, dos quais cerca de R$ 1 bilhão foi pago até hoje. Procuradas para comentar o assunto, Novonor, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão não se manifestaram.
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AL-BA aprova projetos que aumentam salários e verbas do Ministério Público da Bahia

 A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, nesta terça-feira (28), três projetos de autoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA) voltados para os trabalhadores e a dinâmica de atuação do órgão nos municípios do estado. Todos foram apoiados por acordo dos líderes do governo, Rosemberg Pinto (PT), e da oposição, Alan Sanches (União).


 Parados desde o ano passado, os projetos do MP deveriam ter sido votados na semana passada, mas não houve acordo.

 Questionado acerca do aumento das despesas com as aprovações, o presidente da assembleia, deputado Adolfo Menezes (PSD), afirmou que “não tem projeto que não tem despesa”. Ele ressaltou, entretanto, a necessidade da votação: “dezenas de cidades na Bahia não têm promotores titulares e, às vezes, os promotores que estavam substituindo essas comarcas não estavam recebendo nada”. “É um projeto justo”, argumentou.

Confira os projetos votados nesta segunda-feira (29)

PROJETO DE LEI N° 24.451/2022
De relatoria do deputado Vitor Bonfim (PV), o projeto aprovado altera a verba indenizatória destinada aos membros do MP designados para atuar em mais de uma promotoria ou procuradoria, de forma cumulativa. Atualmente o acréscimo é de 10% sobre os subsídios e passa para um terço.

PROJETO DE LEI N° 24.642/2022
O projeto alterou o Plano de Carreiras e Vencimentos dos Servidores do Ministério Público do Estado da Bahia. Relatado por Robinson Almeida (PT), ele tem como objetivo a movimentação vertical dos servidores do parquet, aumentando os quantitativos em cada classe da carreira. Ele foi recebido com aplausos pelas galerias.

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N° 150/2023
O Projeto de Lei Complementar alterou a estrutura administrativa do MP, regulando, entre outros fatores, a condição de vacância do cargo de procurador-geral e estabelecendo as funções do corregedor administrativo.

RODOVIA
Nesta terça, ainda foi apreciado o PL 24.516, apresentado por Ivana Bastos (PSD), que denomina de Doutor Dorivaldo Dantas o trecho da BA-263 que interliga Urandi até Licínio de Almeida. Dorivaldo Dantas se formou em medicina com um certo atraso por ter sido convocado para servir na Segunda Guerra Mundial, fazendo patrulhamento da costa brasileira. Entusiasta e participante do esforço de construção da Estrada de Ferro Norte-Sul. Fato que o levou a se radicar em Urandi, onde se dedicou à sua profissão.
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Conquistar votos no Extremo Sul da Bahia é desafio para esquerda em 2024

 Apesar do presidente Lula (PT) ter vencido as eleições presidenciais com quase 20% de vantagem no Extremo Sul da Bahia, a esquerda ainda concentra pouco apoio na região. Com todos os prefeitos das 13 cidades de partidos de centro-direita — alguns bolsonaristas — as siglas progressistas se preparam para enfrentar uma série de desafios em busca de vitórias na localidade para 2024.


 Lideranças partidárias de esquerda indicaram à reportagem que os partidos trabalham sem a expectativa de muitas vitórias na região, em um primeiro momento. Um intergrante do PT disse ao Metro1, reservadamente, que não se trata de ‘reconquistar’ para a esquerda, mas de reorganizar e tornar a esquerda novamente competitiva.

 Em 2022, Lula praticamente empatou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Itamaraju e Teixeira de Freitas, com 0,42% e 0,72% na frente, nesta ordem. As cidades, que têm em torno de 65 e 163 mil habitantes, são administradas pelo bolsonarista Marcelo Belitardo (União) e Marcelo Angenica (PSDB), que apesar de não ter declarado voto, tem fotos sorridentes com o ex-presidente publicadas em 2020.

 Em relação ao estado, a região mostrou-se dividida: o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), levou o pleito do ano passado com a diferença acirrada de 6% nos municípios, se comparado ao candidato derrotado ACM Neto (União).

 A mesma coisa entre os prefeitos: sete declararam apoio a Jerônimo, enquanto seis sustentaram a candidatura de Neto. Destes, quatro explicitaram suporte a Lula e três a Bolsonaro — o restante não revelou a escolha no âmbito federal. Dois destes gestores, no entanto, têm registros com o ex-presidente em outros momentos.

 Os partidos em poder atualmente no Extremo Sul, por ordem de predomínio, são: Pros (3), PP (2), PSD (2), União (2), PMDB (1) e PRB (1).

 O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, falou que o trabalho para conquista dos territórios será iniciado entre abril e julho deste ano. Depois da organização interna do partido, haverá, segundo ele, a identificação de lideranças políticas do PT, PCdoB e PV com destaque para concorrer às eleições majoritárias.

 “Não é só um desafio para a esquerda, mas também para o campo da federação, para a base do governador Jerônimo, que vamos fortalecer”, cravou Valadares.

 Já Davidson Magalhães, representante do PCdoB no estado, indicou como principal desafio para a região “a recuperação nas grandes cidades”, hoje lideradas por opositores.

 Durante a campanha eleitoral, em junho do ano passado, o então candidato a governador ACM Neto criticou a ausência do PT no Extremo Sul. Em visita a Itamaraju, o ex-prefeito de Salvador citou o “distanciamento e esquecimento do governo do estado” na região.
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TSE mantém decisão que multou deputado Nikolas em R$ 30 mil

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve hoje (28) a decisão que multou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em R$ 30 mil durante as eleições do ano passado.


 O tribunal julgou um recurso da defesa do parlamentar para suspender a decisão do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que, além de multar o então candidato, determinou a retirada de um vídeo publicado contra a campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

 A coligação formada pelo PT entrou no TSE para retirar do ar um vídeo no qual Nikolas afirmou que o partido teria desviado R$ 242 milhões da saúde.

 Ao analisar o recuso, Moraes manteve seu entendimento e disse que a medida foi tomada para coibir a desinformação durante o pleito.

 O ministro Raul Araújo foi o único a votar pela aceitação do recurso de Nikolas e defendeu interferência mínima do tribunal para preservar a democracia. Para Araújo, não houve irregularidade na veiculação do vídeo.

 Durante o julgamento, a defesa de Nikolas pediu o arquivamento definitivo do caso e argumentou que o deputado fez críticas políticas durante o período eleitoral.
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Empresário preso na Lava Jato doou R$ 2,5 milhões ao PT em 2022

 O empresário José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp, foi o maior doador individual do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2022. Ao total, foi registrado o montante de R$ 2,5 milhões destinados à legenda.


 De acordo com a prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro, o empresário fez duas contribuições, totalizando R$ 1 milhão. O segundo maior valor repassado à sigla foi de R$ 2,1 milhões, doados pelo pecuarista Jonas Barcellos.

 José Seripieri Filho chegou a levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como passageiro em uma viagem ao Egito no ano passado. Preso durante a operação Lava Jato, o empresário confessou crime de caixa dois envolvendo José Serra.
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Carla Martins rompe com Monalisa e se aproxima de Lenildo em Ibicaraí

 Em Ibicaraí a sucessão municipal foi bastante antecipada e a cidade está dividida em três grupos políticos. O tabuleiro eleitoral da cidade está se movimentando e agitando o meio político. 


 Neste sábado a empresária Carla Martins foi vista ao lado do ex-prefeito Lenildo (PT). Carla era ligada a prefeita Monalisa (UB), e ocupava cargo no governo. O site manteve contato com a empresária que falou que foi exonerada pela prefeita:

 “A exoneração foi surpresa, porque ela conversou comigo que eu iria continuar fazendo o trabalho, mas iria botar uma pessoa para trabalharmos juntas, eu entendi assim, daí quando vi, fui exonerada”, declarou.

 Questionada sobre a gestão da prefeita Monalisa, Carla comentou: “Ela tem feito alguns trabalhos, mas precisa se dedicar mais a cidade”, declarou. 

 Carla falou que pretende se filiar a um partido para participar da sucessão municipal, “Estou sem partido, aguardando a decisão do meu grupo, mas em breve vou me filiar”, declarou. Vale lembrar que o vice-prefeito, Adelson (UB) também estava no bloco da oposição. olha ele na foto.
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Oposição prepara pedido de impeachment de Lula após caso Moro

 Parlamentares da oposição preparam um pedido de impeachment contra o presidente Lula após declaração sobre Sergio Moro. A iniciativa ocorre um dia após Lula dizer que, na prisão, pensava em “fuder esse Moro” e no mesmo dia em que a Polícia Federal revelou plano do PCC para sequestrar e matar o ex-juiz da Lava Jato. De acordo com fontes ouvidas pela coluna, o pedido já está sendo redigido por parlamentares do PL, partido de Jair Bolsonaro, com base na declaração de Lula em entrevista divulgada na terça-feira (21/3).


 A Lei nº 1.079/1950, que estabelece critérios para o impeachment de presidentes da República, cita, em seu artigo 6°, entre outras situações, “usar de violência ou ameaça, para constranger juiz, ou jurado, a proferir ou deixar de proferir despacho, sentença ou voto, ou a fazer ou deixar de fazer ato do seu ofício”.

 Também pelo Twitter, nesta quarta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou desgastar Lula e o PT com referência ao caso Moro. “Em 2002, Celso Daniel. Em 2018, Jair Bolsonaro e agora Sergio Moro. Tudo não pode ser só coincidência. O poder absoluto a qualquer preço sempre foi o objetivo da esquerda”, escreveu o ex-presidente.
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Ex-prefeita de Ubaitaba é obrigada a devolver R$ 94 mil ao Estado

 O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) condenou, nesta terça-feira, 21, a ex-prefeita de Ubaitaba, Sueli Carneiro da Silva Carvalho (PSB), conhecida por Suka Carneiro, a devolver ao erário estadual o valor de R$ 94.052,08, a ser acrescido ainda juros de mora e correção monetária. A ex-gestora vai pagar também uma multa de R$ 1,5 mil pelas irregularidades na execução de um convênio firmado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) com a Prefeitura local. O objetivo do convênio foi a execução de serviços com o objetivo de pavimentação asfáltica e drenagem superficial nas ruas de Ubaitaba.


 Os conselheiros ainda decidiram pela aplicação de multa de R$ 1 mil ao atual prefeito, Asclepíades de Almeida Queiroz, pela omissão no saneamento da prestação de contas da segunda parcela do convênio, não adoção das medidas legais cabíveis voltadas à responsabilização da ex-gestora e não devolução tempestiva do saldo do convênio. Também foi imputado débito ao município de Ubaitaba, no valor de R$ 918,07, referente ao saldo existente na conta do convênio, devidamente corrigido, e expedida recomendação à Conder.

 Além de desaprovar as contas do convênio, O TCE imputou débito, no valor de R$ 750.000,00, a ter também acrescido de juros de mora e atualização monetária, solidariamente, a Salviano Lima Sousa e à Associação Regional de Cooperação Agrícola, pelo não cumprimento integral do objeto conveniado, e aplicação de multa de R$ 5 mil ao gestor da entidade, em razão da intempestividade no saneamento da prestação de contas da primeira parcela dos recursos, pendências na prestação de contas da segunda parcela, não cumprimento integral do objeto conveniado, e em razão do pagamento de despesas bancárias com recursos do ajuste.

 O convênio, firmado pela Associação Regional de Cooperação Agrícola com a Companha de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), teve como objetivo o fortalecimento da bovinicultura de leite, por intermédio da instalação de unidade demonstrativa de sistema de produção leiteira, na comunidade Mutum, em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Também foi expedida recomendação à CAR.
A Tarde
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Volta de Bolsonaro para o Brasil deve ficar para metade de abril, diz coluna

 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve permanecer nos Estados Unidos pelo menos até a metade de abril. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.


 Nesta terça-feira (21), a Casa Civil da Presidência autorizou o viagem de três servidores aos Estados Unidos entre 28 de março e 15 de abril para auxiliar Bolsonaro em eventos.

 Segundo a portaria, os servidores prestarão serviços de “assessoria, segurança e apoio” a Bolsonaro nas cidades de Orlando e Jacksonville, ambas no estado da Flórida. A viagem é
bancada pela União.
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Cinco prefeituras têm contas aprovadas pelo TCM; as de Gongogi são rejeitadas

 Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), na sessão realizada nesta terça-feira (21), emitiram parecer prévio recomendando a aprovação com ressalvas, pelas câmaras de vereadores, das contas referentes ao exercício de 2021 de cinco prefeituras baianas. Os pareceres englobam tanto as contas de governo como as de gestão. Na mesma sessão, os conselheiros recomendaram a rejeição das contas da Prefeitura de Gongogi.


 Foram analisadas e aprovadas as contas das prefeituras de Jaguaripe, da responsabilidade do prefeito Heráclito Rocha Arandas; de Mucuri, do prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa; de Pedrão, do prefeito Sosthenes Serravalle Campos; de Queimadas, do prefeito André Luiz Andrade; e de Ubaíra, do prefeito Lúcio Passos Monteiro.

 Os conselheiros relatores, ao final de cada voto, também apresentaram Deliberação de Imputação de Débito – DID, com proposta de multa a cada gestor no valor de R$1 mil (Pedrão e Queimadas); R$2 mil (Jaguaripe); R$3,5 mil (Mucuri); e R$4 mil (Ubaíra), em razão das ressalvas indicadas nos relatórios técnicos.

 Na mesma sessão, os conselheiros do TCM também recomendaram – à câmara de vereadores – a rejeição das contas da Prefeitura de Gongogi referentes ao exercício de 2021. De responsabilidade do prefeito Adriano Mendonça Pinheiro, as contas tiveram o mérito comprometido em razão da não comprovação do recolhimento de multas imputadas ao gestor.

 Além disso, o conselheiro Fernando Vita relatou o cometimento de outras irregularidades, como o desrespeito às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, falhas na elaboração da relação dos bens patrimoniais e dos precatórios.

 Após aprovação do voto, foi apresentada Deliberação de Imputação de Débito, propondo multa de R$4 mil pelas irregularidades indicadas no relatório técnico. Cabe recurso das decisões.
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Lula diz que vai ‘continuar batendo’ para que BC reduza taxa de juros

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar a Selic (taxa de juros) no Brasil, afirmando que é uma “irresponsabilidade” mantê-la no patamar de 13,75%. Lula disse que vai continuar “batendo” e “tentando brigar” para que ela possa ser reduzida.


 Lula também voltou a atacar o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, embora não o tenha citado nominalmente. Afirmou que não pode demiti-lo, pois depende do Senado para encerrar o seu mandato.

 No entanto, acrescentou que ele não se importa com os termos previstos na legislação que prevê a autonomia do BC.

 Lula concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (20) ao portal Brasil 247. O mandatário foi questionado sobre a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) manter a taxa em 13,75% em sua próxima reunião, cujo resultado será anunciado na quarta-feira (22). Há um consenso no mercado que a taxa será mantida.

 Assim como fez em outras ocasiões, Lula passou a criticar diretamente Roberto Campos Neto, que foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar seu nome, afirmou que ele não tem compromisso com o crescimento da economia, que também estaria no escopo de atribuições do BC. Lula ainda disse que vai continuar “batendo” para que a taxa Selic seja reduzida.
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Deputados criticam criminalização do candomblé em debate na Câmara

 A Câmara dos Deputados celebra, nesta terça-feira (21), o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, instituído pela Lei nº 14.519/23. Sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação visa celebrar a diversidade religiosa existente no Brasil, além de prestigiar os valores constitucionais de liberdade e inviolabilidade de crença, de credo e do seu exercício.


 Segundo o autor do projeto de lei, deputado Vicentinho (PT-SP), essa é uma data para estimular o combate à intolerância religiosa. Ao falar da lei em seminário realizado pela Câmara nesta segunda-feira (20), o parlamentar destacou a constante criminalização do candomblé.

 “Inicialmente proibida e considerada como ato criminoso, a prática do candomblé chegou a ser impedida por vários governos, sendo seus adeptos perseguidos e presos pela polícia”, relatou Vicentinho.

 Dados oficiais da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, mostram que, apenas no ano de 2021, das 571 denúncias de violação à manifestação da fé de diversas religiões, mais da metade estavam relacionadas às religiões de matriz africana.

 Outro dado alarmante é o Relatório da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), “Respeite o meu Terreiro”, que entrevistou 255 lideranças religiosas em todo o território nacional e revelou que cerca de 99% dos entrevistados confirmaram já ter sofrido algum tipo de ofensa.

 Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), relatora do projeto, é preciso reconhecer a força da cultura afro-brasileira. “Há uma tentativa de apagamento da história brasileira, para que nós não conheçamos e nem façamos o luto dos períodos traumáticos da nossa história. A escravização, bem como a ditadura militar e o próprio colonialismo foram traumáticos. E eu penso que se você não trata o problema, ele na verdade retorna com ainda mais ferocidade. É um pouco do que vivenciamos nos últimos quatro anos”, disse a deputada durante o seminário, em Brasília.

 Kokay avalia que existe um racismo estrutural no Brasil que atinge principalmente as religiões de matrizes africanas. “O primeiro aspecto é reconhecer essa assimetria e a desigualdade de direitos, que precisa ser visibilizada para ser enfrentada. Ninguém enfrenta o que não se vê ou que está invisibilizado. Precisamos fazer o reconhecimento de povos, comunidades, territórios”.

 Originalmente, o projeto previa a comemoração no dia 30 de setembro, mas a data foi alterada por sugestão do senador Paulo Paim (PT-RS) para coincidir com o marco escolhido pelas Nações Unidas para instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

 “No Brasil, esse movimento ganha especial relevância quando se constata um crescimento vertiginoso dos episódios de racismo, associados ou não à violência religiosa, sobretudo diante das manifestações de matrizes africanas”, aponta o voto da deputada Erika Kokay, na época da votação do projeto.
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Gongogi e Floresta Azul podem ter fundo nacional de Saúde suspensos em 2023 e prefeitos podem ficar inelegíveis

 Estados e municípios que não informaram os dados sobre a aplicação mínima de recursos em ações e serviços de saúde, determinada pela Constituição Federal, estão sujeitos à medida administrativa e podem ter a suspensão das transferências constitucionais (Ver Aqui)

 Segundo o repórter Mateus Oliver, na Bahia, três municípios deixaram de homologar os dados no 6°bimestre de 2022 sendo eles; Baianópolis, Floresta Azul e Gongogi, sendo este último que apenas no último bimestre do ano não fez a divulgação Como mostra a Imagem Abaixo.
 Dário Meira, aparece na relação por não ter homologado os dados de gastos mínimos exigidos pelo Sistema único de saúde (SUS) no portal da saúde (Datasus) em todos os cinco Bimestres anteriores, mas não entra na lista do bloqueio pois homologou os dados do 6° bimestre do ano de 2022.
 O objetivo do SUS é verificar se o ente federado investiu o mínimo previsto na Constituição, que é de 12% da arrecadação própria para estados e 15% para municípios em serviços de saúde. Caso a declaração seja inferior a esses percentuais, o ente passará a receber as parcelas de transferências constitucionais em conta específica vinculada ao CNPJ do fundo de saúde e não mais em sua conta única até que a situação seja regularizada.
 Os repasses sujeitos a esta regra são: Fundo de Participação dos Estados (FPE); Fundo de Participação dos Municípios (FMP); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – Importação; e Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

 Nos casos de não homologação dos dados dentro do período estabelecido como dos três municípios acima citados, isso pesa para o gestor lá no Cadastro Único de Convenientes, o impossibilita de ter transferências voluntárias através de convênios ou contratos de repasse com a União, impossibilita o ente de ter garantias oferecidas pela União no caso de empréstimos e também pode levar o gestor a ficar inelegível.

 Aos cidadãos e cidadãs que tenham interesse em acompanhar se seu estado já prestou as informações basta clicar Aqui. Mas se a dúvida for sobre o município é só clicar neste link.

Fonte:Blog Mateus Oliver Repórter

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PP e União Brasil encontram barreiras regionais, e acordo para federação emperra

 O acordo para a criação da federação entre o PP e a União Brasil emperrou em meio a dificuldades das lideranças em resolver disputas sobre o comando de diretórios regionais em pelo menos sete estados.

 O impasse também deve tirar o Avante da federação. O partido queria o comando do diretório de Minas Gerais, mas passou a sofrer resistências. Segundo um membro da legenda, a chance de o partido avançar com o projeto da federação é quase nula.

 Integrantes do PP e da União Brasil listam uma série de entraves para que a combinação dos partidos aconteça. Apesar do longo período de negociação, as desavenças prevalecem e alguns membros das legendas veem pouca chance de a aliança prosperar.

 No entanto uma parte do PP e da União e lideranças envolvidas nas negociações ainda afirmam que tudo será resolvido no diálogo e que a federação será criada, com ou sem acordo nos estados.

“Está avançando. Fechamos em 15 dias”, disse à Folha o deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA).

 Se a federação for formada, PP e União Brasil montariam uma superbancada de 108 deputados —superando o PL (hoje com 99 deputados) e a federação do PT, PC do B e PV, que soma 81. Se o Avante decidir se juntar a PP e União, seriam 115 integrantes.

 Esse acordo aumentaria o poder de fogo dos dois partidos no Congresso e na relação com o governo, como as discussões sobre as comissões da Câmara. Porém isso também geraria algumas obrigações consideradas incômodas.

 A lei que criou as federações partidárias foi validada na última quarta-feira (9) pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que definiu o prazo final de 31 de maio para que as siglas possam se unir neste ano.

 Nas federações partidárias, as legendas que se associam são obrigadas a atuar de forma unitária ao menos nos quatro anos seguintes às eleições, nos níveis federal, estadual e municipal. O não cumprimento dessa regra pode gerar punições.

 As principais dificuldades estão nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraíba, Paraná e São Paulo.

 O critério que foi definido para resolver as travas regionais envolve entregar o diretório estadual para o grupo político mais influente localmente.

 Nos estados em que o governador for filiado a um dos dois partidos, o grupo aliado ao chefe do Executivo estadual deve ter precedência na definição do presidente do diretório.

 Nas regiões em que a federação não tiver governador, a precedência será definida pela quantidade de senadores. Se houver empate, o último critério será a quantidade de deputados eleitos no estado.

 O critério não agrada políticos influentes no Congresso que podem perder espaço regionalmente com a federação.

 Na Paraíba, por exemplo, a União Brasil ficaria com o comando do diretório. O estado elegeu o senador Efraim Filho em 2022. Mas o grupo político do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) não aceita perder a influência local e a possibilidade de lançar candidaturas para as eleições municipais de 2024.

 Em Pernambuco, o presidente nacional da União Brasil, Luciano Bivar, disputa o diretório regional com os grupos de Mendonça Filho (União Brasil) e Dudu da Fonte (PP).

 No Paraná, a federação sofre resistência do senador Sergio Moro (União Brasil) e do deputado Pedro Lupion (PP), que coordena a bancada ruralista no Congresso. Há ainda resistência na União com o nome de Ricardo Barros (PP), principal cotado para comandar o diretório.

 Moro tem dito a aliados que, por ora, ficaria na União Brasil pois a legenda permite que parlamentares sejam de oposição ao governo. Mas a federação pode mudar esse acordo feito com o ex-juiz da Lava Jato.

 As dificuldades para se chegar ao acordo sobre a federação entre PP e União Brasil foram discutidas durante uma viagem do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e do vice-presidente da União Brasil, Antonio Rueda.

 O trio esteve reunido em Las Vegas, nos Estados Unidos, durante a semana de Carnaval. Eles visitaram alguns cassinos na região, segundo relatos de aliados.

 Lira, Ciro e Rueda são entusiastas da aliança dos partidos e, de acordo com interlocutores, eles avançaram com discussões sobre a presidência da federação durante a viagem. A ideia é que a direção do partido seja intercalada por determinado período entre os dois grupos políticos.

 Se confirmada, a expectativa é que a federação seja chamada União Progressista.

 Políticos críticos à federação, porém, têm dito que os possíveis acordos fechados durante a viagem não foram comunicados aos parlamentares dos dois partidos.

 A União Brasil tem três ministérios na Esplanada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PP mantém a posição de independência, mas, segundo integrantes do partido, tende a aderir ao governo quando as negociações políticas avançarem com o Palácio do Planalto.

 Integrantes da União Brasil esperam que, se a negociação da federação for destravada, o partido garanta a indicação do relator do Orçamento de 2024 —o primeiro na gestão Lula 3.

 O partido é resultado da fusão entre PSL e DEM. Por isso, já convive com divergências internas.

 Com a federação, a sigla e o PP podem, juntos, ter mais poder para pleitear posições estratégicas no Congresso, como relatórios de projetos importantes para o Planalto.
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